{"id":561,"date":"2014-03-30T14:38:59","date_gmt":"2014-03-30T14:38:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/?p=561"},"modified":"2018-10-18T23:45:39","modified_gmt":"2018-10-19T02:45:39","slug":"aluisio-azevedo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/aluisio-azevedo-2\/","title":{"rendered":"Alu\u00edsio Azevedo"},"content":{"rendered":"<div id=\"tab1\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Biografia<\/h1>\n<p>Alu\u00edsio Tancredo Gon\u00e7alves de Azevedo nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o, a 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, a 21 de janeiro de 1913. Era filho do comerciante portugu\u00eas Davi Gon\u00e7alves de Azevedo e de Em\u00edlia Branco. Aprendeu a ler e a escrever com os provectos mestres-escolas Raimundo Joaquim C\u00e9sar e Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Pires. Muito novo ainda, serviu de mar\u00e7ano no estabelecimento comercial de Davi Freire da Silva. Mas cedo recalcitrou da vassoura e do balc\u00e3o, e foi estudar desenho com o italiano Domingos Tribuzi. Confiado nas li\u00e7\u00f5es do mestre e no talento pr\u00f3prio, mudou-se para o Rio de Janeiro, come\u00e7ando a trabalhar na imprensa, como caricaturista, nos jornais <em>F\u00edgaro<\/em> e <em>Mequetrefe<\/em>. N\u00e3o foi muito feliz nessa primeira estada na Corte. Regressa ao Maranh\u00e3o e faz jornalismo na <em>A Flexa,<\/em> de Jo\u00e3o Afonso Nascimento, \u00f3timo desenhista. A cr\u00f4nica leve e \u00e1gil, risonha e ferina algumas vezes, principalmente contra o clero corrupto da \u00e9poca, que se entrincheirava n\u2019<em>A Civiliza\u00e7\u00e3o<\/em>, seduz o nosso futuro romancista. Colabora n\u2019<em>O Pensador,<\/em> de Eduardo Ribeiro e na <em>Pacotilha<\/em>, de V\u00edtor Lobato. Publica o seu primeiro romance, <em>Uma l\u00e1grima de mulher, <\/em>que passa despercebido. O romance era fraco e excessivamente rom\u00e2ntico, ao gosto de Lamartine. Temperado pelas lutas encarni\u00e7adas que entreteve contra o clero, aleitado em Zola, rompe com a tradi\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica e nos d\u00e1, em 1881, esse belo livro que \u00e9 <em>O mulato. <\/em>Foi uma bomba de inopino lan\u00e7ada contra a sociedade maranhense de ent\u00e3o, conservadora, dada a beguinagens, negreira e atrasada. O livro era seivoso e realista. Introduzia em nossa literatura um elemento novo que estava \u00e0 margem: o povo mi\u00fado, e focalizava, sobretudo, a figura do mulato, ousadia para a \u00e9poca, insulto atirado \u00e0 face dos senhores todo-poderosos. O romance obteve um desses \u00eaxitos que hoje chamar\u00edamos de <em>best-seller<\/em>. Menos em certas camadas sociais da Prov\u00edncia, menos no seio dos padres corrompidos, libidinosos e amorais, que combatiam Alu\u00edsio pelas colunas d\u2019<em>A Civiliza\u00e7\u00e3o.<\/em> A partir da\u00ed a fama alteia o nosso romancista nos seus bra\u00e7os. Muda-se em definitivo para a Corte e passa a viver exclusivamente de literatura. Sucedem-se os romances, faz conto, fantasia e teatro, de parceria com o irm\u00e3o Artur Azevedo e outros. Mas o seu grande forte \u00e9 o romance de costumes, nos quais retrata a gente humilde dos sub\u00farbios ou dos bairros pobres do Rio de Janeiro com incr\u00edvel verossimilhan\u00e7a. Depois de intensa produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, cansado das lutas da imprensa, sem maiores reivindica\u00e7\u00f5es art\u00edsticas a fazer, pois era um nome coroado pela fama e imortal, buscou Alu\u00edsio cargo digno que lhe facultasse compensadora remunera\u00e7\u00e3o e merecido descanso. E vegetou, \u00e9 bem o termo, na carreira consular, servindo sucessivamente em La Plata, Cardiff, N\u00e1poles, Vigo, Assun\u00e7\u00e3o e, como adido comercial, nas lega\u00e7\u00f5es do Brasil no Chile e na Argentina, onde faleceu. \u00c9 patrono, tamb\u00e9m, da Cadeira n\u00ba 3, da Academia Amazonense, fundada pelo maranhense Raul Azevedo. Na Academia Brasileira de Letras, de que \u00e9 um dos fundadores, criou a Cadeira de Bas\u00edlio da Gama.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab2\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Bibliografia<\/h1>\n<ol>\n<li><em>Uma l\u00e1grima de mulher<\/em>. S\u00e3o Lu\u00eds, 1879.<\/li>\n<li><em>O mulato.<\/em> Maranh\u00e3o, 1881.<\/li>\n<li><em>Mem\u00f3rias de um condenado.<\/em> Rio de Janeiro, 1882.<\/li>\n<li><em>Mist\u00e9rios da Tijuca<\/em>. Rio de Janeiro, 1883.<\/li>\n<li><em>Casa de pens\u00e3o.<\/em> Rio de Janeiro, 1884.<\/li>\n<li><em>Filomena Borges.<\/em> Rio de Janeiro, 1884.<\/li>\n<li><em>O homem.<\/em> Rio de Janeiro, 1887.<\/li>\n<li><em>O Coruja.<\/em> Rio de Janeiro, 1889.<\/li>\n<li><em>O corti\u00e7o.<\/em> Rio de Janeiro, 1890.<\/li>\n<li><em>O esqueleto.<\/em> Rio de Janeiro, 1890.<\/li>\n<li><em>A mortalha de Alzira.<\/em> Rio de Janeiro, 1893.<\/li>\n<li>L<em>ivro de uma sogra<\/em>. Rio de Janeiro, 1895.<\/li>\n<li><em>Os doidos,<\/em> com\u00e9dia, com Artur Azevedo. Rio de Janeiro, 1879.<\/li>\n<li><em>Flor de lis,<\/em> opereta, com Artur Azevedo. Rio de Janeiro, 1882.<\/li>\n<li><em>Casa de orates,<\/em> com\u00e9dia, com Artur Azevedo. Rio de janeiro, 1882.<\/li>\n<li><em>O mulato,<\/em> Rio de Janeiro, 1884.<\/li>\n<li><em>Venenos que curam,<\/em> com\u00e9dia, com Em\u00edlio Rou\u00e8de. Rio de Janeiro, 1885.<\/li>\n<li><em>O caboclo<\/em>, drama, com Em\u00edlio Rou\u00e8de. Rio de Janeiro, 1886.<\/li>\n<li><em>Fritzmarck,<\/em> revista, com Artur Azevedo. Rio de Janeiro, 1888.<\/li>\n<li><em>A rep\u00fablica<\/em>, revista, com Artur Azevedo. Rio de Janeiro, 1890.<\/li>\n<li><em>Um caso de adult\u00e9rio,<\/em> com\u00e9dia, com B. Rou\u00e8de. Rio de Janeiro, 1891.<\/li>\n<li><em>Em flagrante,<\/em> com\u00e9dia, com B. Rou\u00e8de. Rio de Janeiro, 1891.<\/li>\n<li><em>O touro negro,<\/em> cr\u00f4nicas. Rio de Janeiro.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Perderam-se, parece, uns manuscritos de um livro sobre o Jap\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biografia Alu\u00edsio Tancredo Gon\u00e7alves de Azevedo nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o, a 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, a 21 de janeiro de 1913. Era filho do comerciante portugu\u00eas Davi Gon\u00e7alves de Azevedo e de Em\u00edlia Branco. Aprendeu a ler e a escrever com os provectos mestres-escolas Raimundo Joaquim C\u00e9sar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":647,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[17],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/561"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=561"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/561\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2784,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/561\/revisions\/2784"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/media\/647"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}