{"id":505,"date":"2014-03-20T13:28:06","date_gmt":"2014-03-20T13:28:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/?p=505"},"modified":"2014-09-09T23:43:34","modified_gmt":"2014-09-09T23:43:34","slug":"clodomir-cardoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/clodomir-cardoso\/","title":{"rendered":"Clodomir Cardoso"},"content":{"rendered":"<div id=\"tab1\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Biografia<\/h1>\n<p>Filho de Jos\u00e9 Pereira Serr\u00e3o Cardoso e de Maria Benjamim Serra Cardoso. Estudou no Liceu Maranhense e na Faculdade de Direito do Recife, onde se bacharelou com distin\u00e7\u00e3o em 1904. Depois de formado retornou \u00e0 terra natal, onde se estabeleceu como advogado e passou a atuar como jornalista, havendo, nesse per\u00edodo, atuado como promotor p\u00fablico na comarca de Maracan\u00e3, no Par\u00e1, Ingressa na pol\u00edtica no grupo liderado pelo senador Manuel da Costa Rodrigues, que fazia oposi\u00e7\u00e3o ao governador do Maranh\u00e3o, Benedito Leite. Em 1908 foi eleito deputado estadual e, depois, foi secret\u00e1rio estadual de fazenda.<\/p>\n<p>Em 1917 foi eleito prefeito de S\u00e3o Lu\u00eds, tendo sido sua maior realiza\u00e7\u00e3o a substitui\u00e7\u00e3o dos lampi\u00f5es de g\u00e1s por ilumina\u00e7\u00e3o el\u00e9trica. Este fato est\u00e1 registrado no romance Degraus do Para\u00edso, de Josu\u00e9 Montello. Em Coroa de Areia, romance de Josu\u00e9 Montello, Clodomir Cardoso aparece como personagem da hist\u00f3ria, quando recebe, no Senado, Aglaia, personagem de ficc\u00e7\u00e3o, que vai pedir a intercesse\u00e7\u00e3o do Senador pela soltura de seu marido, que estava preso como participante dos movimentos pol\u00edticos da d\u00e9cada de 30. Nesta parte do livro, o romancista transfere para sua personagem a descri\u00e7\u00e3o f\u00edsica do Senador, baseada na imagem que o autor guardava de Clodomir Cardoso caminhando pelas ruas de S\u00e3o Luis, capital do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi membro fundador da Academia Maranhense de Letras, tendo ocupado a cadeira que tem Joaquim Serra como patrono. Seu sucessor foi o poeta Odilo Costa Filho. Foi professor fundador da Faculdade de Direito do Maranh\u00e3o. Participou como redator e diretor do jornal A Pacotilha, sob a lideran\u00e7a de Fran Paxeco.<\/p>\n<p>Em 1925 foi eleito deputado federal pelo Maranh\u00e3o, e como deputado participa dos debates sobre o mandado de seguran\u00e7a e apresentou projeto de lei sobre o assunto, ap\u00f3s a reforma constitucional de 1926, que p\u00f4s fim \u00e0 doutrina do habeas corpus, que consistia na amplia\u00e7\u00e3o do habeas corpus para amparar direitos que n\u00e3o o de ir e vir. O mandado de seguran\u00e7a foi incorporado \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1934.<\/p>\n<p>Apresentou projeto de lei sobre sociedades an\u00f4nimas, que foi aproveitado pelo jurista que mais tarde redigiu o texto, que foi outorgado como decreto-lei. Em 1936, foi eleito senador, havendo sido, nessa ocasi\u00e3o, vice-presidente do Senado Federal.<\/p>\n<p>Governou o Maranh\u00e3o em 1945, como interventor federal, e em 1946 foi eleito senador, quando participou ativamente dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou e promulgou a Constitui\u00e7\u00e3o de 1946. No Senado pronunciou muitos discursos, entre os quais o discurso de orador oficial no centen\u00e1rio de Rui Barbosa e o discurso que fez contra a cassa\u00e7\u00e3o dos mandatos dos deputados e do senador comunista em 1947.<\/p>\n<p>Escreveu numerosos trabalhos jur\u00eddicos e liter\u00e1rios, dos quais destaca-se o ensaio que publicou em 1926 sobre Rui Barbosa.<\/p>\n<p>Casou-se em 1908 com Cec\u00edlia Ribeiro, filha do industrial C\u00e2ndido Ribeiro, e com quem teve cinco filhos. Faleceu no Rio de Janeiro e foi sepultado no Cemit\u00e9rio S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, naquela cidade.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab2\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Bibliografia<\/h1>\n<ul>\n<li>Repert\u00f3rio Biogr\u00e1fico dos Senadores (1828-1988), Senado Federal (4 volumes)<\/li>\n<li>Dicion\u00e1rio Hist\u00f3rico-Biogr\u00e1fico da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas<\/li>\n<li>Jornal do Com\u00e9rcio, Rio de Janeiro 1\u00ba de agosto 1953<\/li>\n<li>O Globo, Rio de Janeiro, 1\u00ba de agosto de 1953<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div id=\"tab3\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Discursos de Poss\u00ea<\/h1>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento<\/span>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab4\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Textos Escolhidos<\/h1>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento<\/span>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab5\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Iconografia<\/h1>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento<\/span>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biografia Filho de Jos\u00e9 Pereira Serr\u00e3o Cardoso e de Maria Benjamim Serra Cardoso. 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