{"id":492,"date":"2014-03-17T10:55:29","date_gmt":"2014-03-17T10:55:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/?p=492"},"modified":"2014-09-09T23:44:32","modified_gmt":"2014-09-09T23:44:32","slug":"antonio-francisco-leal-lobo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/antonio-francisco-leal-lobo\/","title":{"rendered":"Ant\u00f4nio Francisco Leal lobo"},"content":{"rendered":"<div id=\"tab1\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Biografia<\/h1>\n<p style=\"color: #000000;\">Nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds, a 4 de julho de 1870, e faleceu na mesma cidade, a 24 de junho de 1916.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Jornalista, poeta, romancista, professor, tradutor, publicista e polemista compulsivo. Dirigiu a Biblioteca P\u00fablica, o Liceu Maranhense e a Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica. Diretor d\u00b4<em>A<\/em><em>Revista do Norte\u00a0<\/em>(1901\/1906), peri\u00f3dico ricamente ilustrado,e do jornal<em>\u00a0A Tarde<\/em>(1915\/1916); colaborou em diversos outros \u00f3rg\u00e3os da imprensa maranhense. Ant\u00f4nio Lobo \u00e9, sem favor nenhum, uma das mais importantes figuras de sua gera\u00e7\u00e3o. Amigo da mocidade, foi o principal agitador de id\u00e9ias de seu tempo e o entusiasta da renova\u00e7\u00e3o mental do Maranh\u00e3o. Um dos fundadores da Academia, onde, curiosamente, n\u00e3o teve papel relevante, ali instituiu a Cadeira N\u00ba 14, patrocinada por Nina Rodrigues.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">A seguir, sua bibliografia, da qual foram exclu\u00eddos os trabalhos meramente burocr\u00e1ticos e a copiosa colabora\u00e7\u00e3o em jornais e revistas.<\/p>\n<p>Por sua inata capacidade realizadora e de lideran\u00e7a, Ant\u00f4nio Lobo muito contribuiu para o rompimento das amarras da \u201ctrist\u00edssima e caliginosa noite\u201d que se abatia sobre o Maranh\u00e3o, numa fase em que as espor\u00e1dicas produ\u00e7\u00f5es \u201cn\u00e3o avulta[vam] em face do que o passado produziu\u201d.<\/p>\n<p>Essa tomada de consci\u00eancia foi o grande est\u00edmulo para a a\u00e7\u00e3o revitalizadora que se operou em nossa terra. N\u00e3o se deixando vencer pelo des\u00e2nimo que pudesse causar o passamento muita vez tr\u00e1gico e\/ou prematuro de Gon\u00e7alves Dias, Jo\u00e3o Francisco Lisboa, Gomes de Sousa, Celso Magalh\u00e3es, Trajano Galv\u00e3o, Sotero dos Reis, Odorico Mendes, Adelino Fontoura, Gentil Braga, Henriques Leal e muitos outros, concitou os seus coet\u00e2neos, numa atitude que me faz recordar Rainer Maria Rilke: \u201cPara os criadores n\u00e3o h\u00e1 pobreza nem lugar pobre\u201d.<\/p>\n<p>Com a efetiva participa\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Lobo, o Maranh\u00e3o foi sacudido de sua letargia, para a grande ressurrei\u00e7\u00e3o espiritual que nos deu os Novos Atenienses.<\/p>\n<p>Foi, assim, um verdadeiro\u00a0<em>agitador de id\u00e9ias<\/em>, impelido pela \u201ctemperatura moral\u201d de que fala Taine, a quem Ant\u00f4nio Lobo, em seu mencionado livro contesta, arrimado a Adolphe Coste. Com efeito, n\u00e3o se pode negar validade \u00e0 assertiva de Taine, segundo a qual \u201co grau seguinte tem sempre por condi\u00e7\u00e3o o precedente e nasce de sua morte\u201d.<\/p>\n<p>Parece n\u00e3o haver d\u00favida de que, em termos de obra liter\u00e1ria pessoal, bem mais avultada e substancial poderia ter sido a contribui\u00e7\u00e3o do autor de\u00a0<em>A carteira de um neurast\u00eanico<\/em>.<br \/>\nTalento e cultura n\u00e3o lhe faltaram. Lobo, entretanto, no exerc\u00edcio da lideran\u00e7a de seu grupo, teve que incluir for\u00e7osamente na rotina de seu labor intelectual, atividades mais de impacto que de profundidade. Foi, como v\u00e1rios outros intelectuais desta prov\u00edncia de letras, um homem que se gastou e desgastou no periodismo. A\u00ed se explica a profus\u00e3o de jornais e revistas de que participou ativamente, e as pol\u00eamicas ruidosas em que se envolveu. No jornalismo di\u00e1rio despendeu energias, mantendo uma evid\u00eancia (necess\u00e1ria \u00e0 sustenta\u00e7\u00e3o de sua luta restauradora) que muito perderia com o fluir do tempo.<\/p>\n<p>Certamente n\u00e3o seria descabido presumir que nos dias imediatamente anteriores ao de sua morte tr\u00e1gica, tivesse palavras mais amargas que as de Te\u00f3filo Gautier, tamb\u00e9m, como Ant\u00f4nio Lobo, her\u00f3i e m\u00e1rtir do periodismo.<\/p>\n<p>Ao que at\u00e9 aqui ficou dito, sirvam de fecho, como norte program\u00e1tico, estas sugestivas palavras de Ant\u00f4nio Lobo: \u201cPara que do m\u00e1ximo brilho e esplendor se revista sempre a reputa\u00e7\u00e3o intelectual da terra que nos serviu de ber\u00e7o e onde sempre temos vivido, terra a que, igualmente, se vinculam os maiores penhores do nosso afeto de homem e os mais fortes est\u00edmulos da nossa modest\u00edssima atividade mental\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab2\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Bibliografia<\/h1>\n<p>a) Livros publicados:<br \/>\n<em>A carteira de um neurast\u00eanico<\/em>\u00a0(romance). S\u00e3o Lu\u00eds: Edi\u00e7\u00f5es d\u00b4<em>A Revista do Norte,<\/em>\u00a01903;<em>Positivismo e micr\u00f3brios<\/em>. S\u00e3o Lu\u00eds: Tip. Frias, 1908;\u00a0<em>A doutrina transformista e a varia\u00e7\u00e3o microbiana<\/em>. S\u00e3o Lu\u00eds: Edi\u00e7\u00f5es da\u00a0<em>Pacotilha<\/em>, 1909;\u00a0<em>Os novos atenienses<\/em>\u00a0(subs\u00eddios para a hist\u00f3ria liter\u00e1ria do Maranh\u00e3o). S\u00e3o Lu\u00eds: Tipogravura Teixeira, 1909;\u00a0<em>Pela rama<\/em>(cr\u00f4nicas). S\u00e3o Lu\u00eds: Imprensa Oficial, 1911;\u00a0<em>A pol\u00edtica maranhense<\/em>. S\u00e3o Lu\u00eds: Tipografia J. Pires, 1916 (publica\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma).<\/p>\n<p>b) Tradu\u00e7\u00f5es:<br \/>\n<em>Henriqueta<\/em>\u00a0(romance). traduzido de Fran\u00e7ois Copp\u00e9, publicado em folhetim do\u00a0<em>Di\u00e1rio do Maranh\u00e3o<\/em>, 1893;\u00a0<em>Debalde<\/em>\u00a0(romance), traduzido de Henrik Sienkiewcz. S\u00e3o Lu\u00eds: Edi\u00e7\u00f5es d\u00b4<em>A Revista do Norte<\/em>, 1901;\u00a0<em>Juiz sem ju\u00edzo<\/em>\u00a0(com\u00e9dia) traduzida de A. Bisson, em parceria com Fran Paxeco. Rio de Janeiro: 1910.<\/p>\n<p>c) In\u00e9ditos<br \/>\nTeria deixado in\u00e9ditos, conforme anunciou, sendo, por\u00e9m, improv\u00e1vel que os houvesse conclu\u00eddo, estes trabalhos:\u00a0<em>Comentos e opini\u00f5es<\/em>\u00a0(cr\u00edtica);\u00a0<em>Ensaios de l\u00f3gica<\/em>\u00a0(tratado filos\u00f3fico);\u00a0<em>\u00c0 flor dos l\u00e1bios<\/em>\u00a0(confer\u00eancias, co-autoria com Domingos Barbosa e Ant\u00f4nio Lopes);\u00a0<em>Retalhos da vida<\/em>\u00a0(contos);\u00a0<em>Cidade morta\u00a0<\/em>(romance);\u00a0<em>Romances e romancistas<\/em>(impress\u00f5es de leitura);\u00a0<em>A s\u00edfilis e o alcoolismo<\/em>\u00a0(propaganda profil\u00e1tica), de colabora\u00e7\u00e3o com o Dr. Rog\u00e9rio Coelho;\u00a0<em>A cruzada da mistifica\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em>(romance).<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Avaliando a bibliografia de Ant\u00f4nio Lobo, conclui-se naturalmente ser\u00a0<em>Os novos atenienses<\/em>\u00a0obra de particular interesse para o melhor conhecimento da vida liter\u00e1ria maranhense no per\u00edodo compreendido entre as duas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX e as duas primeiras do s\u00e9culo XX. E isso, principalmente, porque \u00e9 parca e geralmente superficial a bibliografia sobre a vida liter\u00e1ria maranhense dessa ou de outra qualquer fase de nossa hist\u00f3ria cultural.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Trata-se de depoimento pessoal de contempor\u00e2neo, feito com o fim deliberado de servir a esse mister. E de sua inexist\u00eancia muito teriam a perder todos os estudiosos de nossa vida intelectual.<br \/>\nSobreleva o seu valor, quando se toma em considera\u00e7\u00e3o o depoente, estreitamente ligado aos fatos que narra \u201cao vivo\u201d, com riqueza de min\u00facias e razo\u00e1vel isen\u00e7\u00e3o de \u00e2nimo.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Esse livro, editado em 1909 e pela primeira vez reeditado em 1970, por iniciativa da Academia, comemorando o centen\u00e1rio de nascimento do autor, j\u00e1 se tornara uma raridade nas m\u00e3os de privilegiados, quando, mui oportunamente, teve sua 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o em 2008, como volume 10 da S\u00e9rie Fundadores, da cole\u00e7\u00e3o Publica\u00e7\u00f5es do Centen\u00e1rio, promovida pela Academia com a colabora\u00e7\u00e3o da Universidade Estadual do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab3\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Discursos de Poss\u00ea<\/h1>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento<\/span>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab4\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Textos Escolhidos<\/h1>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento<\/span>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab5\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Iconografia<\/h1>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento<\/span>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biografia Nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds, a 4 de julho de 1870, e faleceu na mesma cidade, a 24 de junho de 1916. 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