{"id":489,"date":"2014-03-15T10:49:36","date_gmt":"2014-03-15T10:49:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/?p=489"},"modified":"2014-09-09T23:44:36","modified_gmt":"2014-09-09T23:44:36","slug":"raimundo-correa-de-araujo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/raimundo-correa-de-araujo\/","title":{"rendered":"Raimundo Corr\u00eaa de Ara\u00fajo"},"content":{"rendered":"<div id=\"tab1\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Biografia<\/h1>\n<p style=\"color: #000000;\">Nasceu na cidade maranhense de Pedreiras, a 29 de maio de 1885, \u00e9poca em que era modesto lugar de cuja povoa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento seus genitores, coronel Raimundo Nonato de Ara\u00fajo e dona Ant\u00f4nia Corr\u00eaa de Ara\u00fajo, foram destacados pioneiros.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Bem mo\u00e7o ainda, viajou para S\u00e3o Lu\u00eds, onde se radicou e veio a falecer a 24 de agosto de 1951.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Bacharel em Ci\u00eancias Jur\u00eddicas e Sociais pela antiga Faculdade de Direito do Maranh\u00e3o. Lente de Sociologia e de Hist\u00f3ria Universal do Liceu Maranhense, diretor da Imprensa Oficial (1918) e, nos per\u00edodos de mar\u00e7o de 1930 a julho de 1942, e de agosto de 1945 a agosto de 1947, diretor da Biblioteca P\u00fablica do Estado. No primeiro per\u00edodo, investido em car\u00e1ter efetivo no cargo, teve uma gest\u00e3o tumultuada por graves desintelig\u00eancias que resultaram em suspens\u00f5es, licen\u00e7as for\u00e7adas, disponibilidade, relota\u00e7\u00e3o etc. O segundo per\u00edodo administrativo serviu-lhe como uma esp\u00e9cie de desagravo.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Contava Corr\u00eaa de Ara\u00fajo 23 anos de idade quando participou da funda\u00e7\u00e3o da Academia Maranhense de Letras, ali instituindo a Cadeira N\u00ba 16, sob o patronato do poeta Raimundo Correia.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Poeta de voca\u00e7\u00e3o forte e irrenunci\u00e1vel, Corr\u00eaa de Ara\u00fajo fazia de si pr\u00f3prio t\u00e3o alto conceito, que se proclamava O \u00daltimo Sabi\u00e1 de Atenas, como, ali\u00e1s, dizia expressamente grande placa de bronze que existia sob o busto do poeta, na Pra\u00e7a do Panteon, e que, roubada juntamente com o busto de Humberto de Campos, levou a Academia Maranhense de Letras a, por uma comiss\u00e3o de seus membros, entregar memorial ao prefeito Tadeu Pal\u00e1cio reivindicando vigil\u00e2ncia permanente aos monumentos ou a imediata remo\u00e7\u00e3o deles daquele logradouro. Adotada a segunda alternativa em outubro de 2007, foram os bustos do Panteon realocados no p\u00e1tio interno do Museu Hist\u00f3rico e Art\u00edstico do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Homem-poeta de ardentes e arrebatadoras paix\u00f5es, supunha-se, de lira em punho, no pleno dom\u00ednio de uma arma poderosa, capaz de provocar abalos s\u00edsmicos e desfechar ataques com pot\u00eancia de muitos megatons verbais. Da\u00ed suas exaltadas e \u00e0s vezes furiosas invectivas, a exemplo das desferidas nos poemas sat\u00edricos (ambos de 1908) Pela P\u00e1tria, contra a oligarquia republicana e A Tirania, contra o rei portugu\u00eas D. Carlos, e em favor de Guerra Junqueiro, a quem dedica seu segundo livro de poesias, Evangelho de mo\u00e7o, chamando-o \u201cO Mestre Amado.\u201d<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Digno, tamb\u00e9m, de especial men\u00e7\u00e3o o excerto da Ap\u00f3strofe aos Imp\u00e9rios Centrais, publicado na Revista da Academia Maranhense (S\u00e3o Lu\u00eds, Ano 2, v. 2, 1919, p. 73-76), com a indica\u00e7\u00e3o de pertencer a um folheto in\u00e9dito contra a Alemanha imperialista.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Homem de sentimentos extremados e extremosos, punha a mesma verdade interior quando vociferava, furibundo, e quando se compungia, referto de bland\u00edcie.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">O professor Domingos Vieira Filho (1924-1981), sucessor imediato de Corr\u00eaa de Ara\u00fajo na Academia Maranhense de Letras, dotou de criterioso aparato biobibliogr\u00e1fico a edi\u00e7\u00e3o de Acr\u00f3pole (S\u00e3o Lu\u00eds: Ed. da Academia Maranhense de Letras, 1960. 173p.), obra p\u00f3stuma do poeta. No item Bibliografia do Autor, relaciona 27 trabalhos, entre livros, folhetos e publica\u00e7\u00f5es esparsas em peri\u00f3dicos.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Com certeza, o fundamental da obra de Corr\u00eaa de Ara\u00fajo encontra-se em seus tr\u00eas livros, a saber: Harpa de fogo, reeditado nas celebra\u00e7\u00f5es de 2008 (S\u00e9rie Fundadores, volume 6 da cole\u00e7\u00e3o Publica\u00e7\u00f5es do Centen\u00e1rio), Evangelho de mo\u00e7o (S\u00e3o Lu\u00eds: Tipografia de Ramos d\u00b4Almeida, 1906. 157p.) e o j\u00e1 citado Acr\u00f3pole, obra p\u00f3stuma.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Corr\u00eaa de Ara\u00fajo, que no livro de estr\u00e9ia, reeditado em 2008, declara-se filiado \u00e0 Renascen\u00e7a Liter\u00e1ria, no livro seguinte, Evangelho de mo\u00e7o, apresenta-se como \u201coper\u00e1rio\u201d da Oficina dos Novos, institui\u00e7\u00e3o da qual efetivamente fez parte, como titular da Cadeira 22, patroneada por Marques Rodrigues.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab2\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Bibliografia<\/h1>\n<p style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab3\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Discursos de Poss\u00ea<\/h1>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento<\/span>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab4\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Textos Escolhidos<\/h1>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento<\/span>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab5\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Iconografia<\/h1>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento<\/span>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biografia Nasceu na cidade maranhense de Pedreiras, a 29 de maio de 1885, \u00e9poca em que era modesto lugar de cuja povoa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento seus genitores, coronel Raimundo Nonato de Ara\u00fajo e dona Ant\u00f4nia Corr\u00eaa de Ara\u00fajo, foram destacados pioneiros. 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