{"id":486,"date":"2014-03-21T10:48:34","date_gmt":"2014-03-21T10:48:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/?p=486"},"modified":"2014-09-09T23:43:30","modified_gmt":"2014-09-09T23:43:30","slug":"jose-ribeiro-do-amaral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/jose-ribeiro-do-amaral\/","title":{"rendered":"Jos\u00e9 Ribeiro do Amaral"},"content":{"rendered":"<div id=\"tab1\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Biografia<\/h1>\n<p style=\"color: #000000;\">Nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds, a 3 de maio de 1853, e faleceu na mesma cidade, a 30 de abril de 1927. Iniciou sua forma\u00e7\u00e3o educacional no prestigioso Col\u00e9gio de Nossa Senhora da Gl\u00f3ria, tamb\u00e9m chamado Col\u00e9gio das Abranches.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Verdadeira voca\u00e7\u00e3o de educador, o professor Ribeiro do Amaral foi catedr\u00e1tico de Hist\u00f3ria e Geografia do Liceu Maranhense, institui\u00e7\u00e3o a que tamb\u00e9m serviu na condi\u00e7\u00e3o de seu diretor. Encarregado provisoriamente da reorganiza\u00e7\u00e3o da Biblioteca P\u00fablica, foi nomeado diretor dessa institui\u00e7\u00e3o em 13 de abril de 1896, ali permanecendo at\u00e9 16 de agosto de 1896. Durante essa primeira e breve gest\u00e3o, promoveu a mudan\u00e7a da Biblioteca da Rua Formosa para a Rua da Paz. Novamente posto \u00e0 frente desse \u00f3rg\u00e3o, dirigiu-o de 19 de agosto de 1910 a 21 de julho de 1913. Diretor da Imprensa Oficial, e colaborador do\u00a0<em>Di\u00e1rio Oficial do Estado<\/em>, onde, no per\u00edodo de 1911 a 1912 publicou diversos trabalhos sob o t\u00edtulo geral de Maranh\u00e3o Hist\u00f3rico, os quais, coligidos pelo escritor Luiz de Mello, resultaram no livro\u00a0<em>O Maranh\u00e3o hist\u00f3rico<\/em>, publicado postumamente.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Ribeiro do Amaral fundou e dirigiu o Col\u00e9gio de S\u00e3o Paulo, que muitos e assinalados servi\u00e7os prestou \u00e0 educa\u00e7\u00e3o da juventude maranhense.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Relevante aspecto da biografia intelectual desse ilustre maranhense, fato que merece aten\u00e7\u00e3o especial, \u00e9 o vivo interesse que ele tinha pelas fontes fundamentais de seus estudos de elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">A par da portentosa cole\u00e7\u00e3o de jornais, possu\u00eda verdadeiras preciosidades bibliogr\u00e1ficas, certamente a muito custo adquiridas em grandes centros, e trazidas para o Maranh\u00e3o, sendo hoje desconhecido o paradeiro dessas raridades.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Na Academia Maranhense instituiu a Cadeira N\u00ba 11, patroneada por Jo\u00e3o Francisco Lisboa, e exerceu a Presid\u00eancia da Entidade desde sua funda\u00e7\u00e3o at\u00e9 abril de 1927, quando faleceu. Foi o segundo que por mais tempo exerceu a Presid\u00eancia da AML.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Pertenceu ao Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro, figurou entre os que em 30 de novembro de 1925 fundaram o Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Maranh\u00e3o, ent\u00e3o denominado Instituto de Hist\u00f3ria e Geografia do Maranh\u00e3o e foi, por seguidos anos, o zeloso possuidor da maior cole\u00e7\u00e3o de jornais antigos do Maranh\u00e3o, a contar do primeiro deles,\u00a0<em>O Conciliador<\/em>\u00a0(1821). Morto o mestre, sua fam\u00edlia vendeu a cole\u00e7\u00e3o ao Estado do Maranh\u00e3o, que a transferiu para o acervo da Biblioteca P\u00fablica Benedito Leite.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Autor de numerosa bibliografia historiogr\u00e1fica, da qual v\u00e3o citados os t\u00edtulos principais, excetuados trabalhos ligeiros e pequenos livros para uso escolar:<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\"><em>O conde d\u00b4Escragnolle<\/em>. Rio de Janeiro: Livraria J. Leite, s\/d;\u00a0<em>O Estado do Maranh\u00e3o em 1896<\/em>. Obra composta \u00e0 vista de um grande n\u00famero de documentos, \/ acompanhada da Carta Geral do mesmo Estado, bem como das \/ plantas, dos rios Parna\u00edba e Gurupi, da Ilha do \/ Maranh\u00e3o, e da Cidade de S\u00e3o Lu\u00eds em 1640 por ocasi\u00e3o da \/ Invas\u00e3o Holandesa, e em 1844, e publicada sob os ausp\u00edcios \/ do \/ Exm\u00ba Sr. Capit\u00e3o-Tenente \/ Manoel Ign\u00e1cio Belfort Vieira, \/ Govenador do Estado, \/ por \/Jos\u00e9 Ribeiro do Amaral.\u00a0 S\u00e3o Lu\u00eds: Tipografia do Frias, 1879;\u00a0<em>Apontamentos para a hist\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o da Balaiada na Prov\u00edncia do Maranh\u00e3o<\/em>. Primeira Parte, 1837-1839. S\u00e3o Lu\u00eds: Tipografia a vapor da Alfaiataria Teixeira, 1898;\u00a0<em>Apontamentos para a hist\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o da Balaiada na Prov\u00edncia do Maranh\u00e3o.<\/em>\u00a0Segunda Parte, 1839-1840. S\u00e3o Lu\u00eds: Tipografia Teixeira, 1900;<em>Apontamentos para a hist\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o da Balaiada na Prov\u00edncia do Maranh\u00e3o.<\/em>Terceira e \u00daltima Parte, 1840-1841. S\u00e3o Lu\u00eds: Tipogravura Teixeira, 1912;\u00a0<em>A funda\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m; ligeira resposta ao estudo hist\u00f3rico do Sr. C\u00e2ndido Costa; reivindica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica<\/em>. S\u00e3o Lu\u00eds: J. Pires, 1916;\u00a0<em>Limites do Maranh\u00e3o com o Piau\u00ed ou a quest\u00e3o da Tut\u00f3ia<\/em>. S\u00e3o Lu\u00eds: Imprensa Oficial, 1919;\u00a0<em>As revolu\u00e7\u00f5es do Segundo Imp\u00e9rio e a obra pacificadora de Caxias<\/em>. S\u00e3o Lu\u00eds: Tipogravura Teixeira, 1922;\u00a0<em>Efem\u00e9rides maranhenses<\/em>, 1\u00aa parte \u2013 Tempos Coloniais. S\u00e3o Lu\u00eds: Tipogravura Teixeira, 1923.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Foram publicados postumamente:\u00a0<em>O Maranh\u00e3o hist\u00f3rico<\/em>. S\u00e3o Lu\u00eds: Instituto Geia, 2003 (colet\u00e2nea de artigos hist\u00f3ricos originalmente publicados no\u00a0<em>Di\u00e1rio Oficial\u00a0<\/em>do Estado entre 1911 e 1912, e recolhidos pelo pesquisador Luiz de Mello);\u00a0<em>Funda\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m do Par\u00e1; jornada de Francisco Caldeira de Castelo Branco<\/em>. Bras\u00edlia: Senado Federal, 2004.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Existem na Se\u00e7\u00e3o de Obras Raras da Biblioteca P\u00fablica Benedito Leite os originais do livro<em>O Maranh\u00e3o no Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia; 1822-1922<\/em>. 384p. datilografadas.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\"><em>Funda\u00e7\u00e3o do Maranh\u00e3o<\/em>\u00a0teve uma vers\u00e3o preliminar e muito simplificada no folheto do mesmo t\u00edtulo:\u00a0<em>Funda\u00e7\u00e3o do Maranh\u00e3o<\/em>\u00a0(S\u00e3o Lu\u00eds: Imprensa Oficial, 1911. 15p.), esp\u00e9cie de bal\u00e3o de ensaio seguido, logo em 1912, do livro, escrito especialmente para comemorar o Tricenten\u00e1rio da chegada dos franceses ao Maranh\u00e3o, fato de extraordin\u00e1ria import\u00e2ncia para nossa hist\u00f3ria, que por sinal nasceu efetiva e consistentemente a partir dele, posto n\u00e3o haver nenhuma d\u00favida de que foi a invas\u00e3o francesa do Maranh\u00e3o que compeliu o governador Gaspar de Sousa e adotar provid\u00eancias que h\u00e1 tempos vinham sendo postergadas.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Assim, em decorr\u00eancia de decis\u00f5es de investidura formalizadas por documentos datados de Olinda, em julho de 1614, Jer\u00f4nimo de Albuquerque e seu adjunto imediato, o sargento-mor do Estado do Brasil, Diogo de Campos Moreno, receberam a dif\u00edcil miss\u00e3o de promover a expugna\u00e7\u00e3o dos que, sem nenhuma resist\u00eancia dos naturais da terra haviam fundado solenemente, na Ilha Grande do Maranh\u00e3o, a capital da Nova Fran\u00e7a ou Fran\u00e7a Equinocial.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Na \u00e9poca em que publicado, esse livro representou a disponibiliza\u00e7\u00e3o de copiosas informa\u00e7\u00f5es relacionadas com a presen\u00e7a fugaz, mas ineg\u00e1vel, dos franceses no Maranh\u00e3o. Fugaz presen\u00e7a, repete-se, por\u00e9m marcante e para sempre indel\u00e9vel por numerosos motivos, dentre os quais bastar\u00e1 referir estes dois:<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">\u2013 o nome inegavelmente franc\u00eas S\u00e3o Lu\u00eds, conferido ao Forte,\u00a0 e que, por natural desdobramento estendeu-se progressivamente \u00e0 localidade, \u00e0 medida em que ela ia crescendo. Top\u00f4nimo que se firmou com tanta solidez, que contra ele n\u00e3o logrou prevalecer o de S\u00e3o Filipe, proposto pelos portugueses submetidos \u00e0 domina\u00e7\u00e3o espanhola do per\u00edodo eufemisticamente denominado Uni\u00e3o Ib\u00e9rica (1580-1640);<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">\u2013 os testemunhos hist\u00f3ricos da ocupa\u00e7\u00e3o francesa do Maranh\u00e3o, a exemplo das cr\u00f4nicas deixadas pelos franciscanos Claude d\u00b4Abbeville e Yves d\u00b4\u00c9vreux, dois monumentos de valor inestim\u00e1vel, e que, com a\u00a0<em>Jornada<\/em>\u00a0<em>do Maranh\u00e3o [&#8230;],\u00a0<\/em>de Diogo de Campos Moreno, formam o trip\u00e9 fundamental de nossa hist\u00f3ria primeva no alvorecer dos tempos coloniais.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Al\u00e9m dos j\u00e1 citados originais de livros in\u00e9ditos existente na Se\u00e7\u00e3o de Obras Raras da Biblioteca P\u00fablica Benedito Leite, h\u00e1, do professor Ribeiro do Amaral nos arquivos da Academia, pe\u00e7as de sua correspond\u00eancia passiva, manuscritos in\u00e9ditos, cole\u00e7\u00e3o de medalhas comemorativas e os originais (doados pelo acad\u00eamico Jos\u00e9 Sarney) do livro<em>Funda\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m; jornada de Francisco Caldeira de Castelo Branco em 1616.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab2\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Bibliografia<\/h1>\n<p style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab3\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Discursos de Poss\u00ea<\/h1>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento<\/span>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab4\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Textos Escolhidos<\/h1>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento<\/span>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab5\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Iconografia<\/h1>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em Desenvolvimento<\/span>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biografia Nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds, a 3 de maio de 1853, e faleceu na mesma cidade, a 30 de abril de 1927. 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