{"id":473,"date":"2014-03-13T10:43:16","date_gmt":"2014-03-13T10:43:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/?p=473"},"modified":"2017-07-24T13:56:43","modified_gmt":"2017-07-24T16:56:43","slug":"clodoaldo-severo-conrado-de-freitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/clodoaldo-severo-conrado-de-freitas\/","title":{"rendered":"Clodoaldo Severo Conrado de Freitas"},"content":{"rendered":"<div id=\"tab1\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Biografia<\/h1>\n<p>Nasceu em Oeiras (PI), a 7 de setembro de 1855, e faleceu em Teresina, a 29 de junho 1924. Fez os primeiros estudos e os de Humanidades em S\u00e3o Lu\u00eds, no Semin\u00e1rio das Merc\u00eas e no Liceu Maranhense, concluindo-os no Liceu Piauiense, no ano de 1870. Em 1880 colou grau de bacharel em Ci\u00eancias Jur\u00eddicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife. Residiu em diversas localidades no territ\u00f3rio nacional, a exemplo do Rio de Janeiro,\u00a0 Mato Grosso e Par\u00e1, onde exerceu importantes fun\u00e7\u00f5es. Transferiu-se para S\u00e3o Lu\u00eds no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, e aqui teve atua\u00e7\u00e3o intelectual de tal relevo, que, embora n\u00e3o sendo maranhense, figurou entre os fundadores da Academia. De volta \u00e0 sua terra, participou da funda\u00e7\u00e3o, em 1917, da Academia Piauiense de Letras, da qual foi o primeiro presidente. Desembargador do Tribunal de Justi\u00e7a do Piau\u00ed. Escritor prol\u00edfico, de quem apenas ser\u00e3o citados estes romances hist\u00f3ricos, originalmente publicados em jornal:\u00a0<em>O Bequim\u00e3o; esquisso de um romance maranhense<\/em>, e\u00a0<em>O Pal\u00e1cio das L\u00e1grimas<\/em>, pela primeira vez enfeixado em livro. Fundou na AML a Cadeira N\u00ba 18, cujo patrono \u00e9 Sous\u00e2ndrade.<\/p>\n<p>Entre todos os fundadores da Academia, foi quem teve exist\u00eancia mais movimentada e aventurosa.<\/p>\n<p>Esp\u00edrito permanentemente aberto \u00e0 renova\u00e7\u00e3o, de si mesmo diria, ao impor nova dire\u00e7\u00e3o a seu esp\u00edrito permanentemente inquieto: \u201cEsta quadra positivista passou, desde que fiz conhecimento mais \u00edntimo com Darwin, Haeckel, Schopenhauer, Lange e Nietzche, em cujo culto filos\u00f3fico permaneci por muito tempo, at\u00e9 que Huxley me apontou o caminho reto de agnosticismo que sigo, acreditando que seja a \u00faltima parada de minha evolu\u00e7\u00e3o mental. Certamente acompanharia Bergson, porque n\u00e3o pretendo regressar para Kant, n\u00e3o obstante j\u00e1 ter sido afirmado que voltar a Kant \u00e9 progredir.\u201d<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m entre os fundadores, ser\u00e1 o titular de mais numerosa e diversificada bibliografia, circunst\u00e2ncia que lhe confere o reconhecimento de verdadeiro e laborioso pol\u00edgrafo, n\u00e3o suplantado nem por Fran Paxeco, desde que se lhe computem as obras deixadas in\u00e9ditas e as semi-in\u00e9ditas, porque publicadas em revistas e jornais, onde jazem hoje esquecidas. Livros em estado-de-jornal eram o esquisso de romance\u00a0<em>O Bequim\u00e3o<\/em>\u00a0(S\u00e3o Paulo: Siciliano, 2001. 136p. Cole\u00e7\u00e3o Maranh\u00e3o Sempre), assim como\u00a0<em>O Pal\u00e1cio das L\u00e1grimas<\/em>, novela hist\u00f3rica, como hist\u00f3rico \u00e9 o pequeno romance\u00a0<em>O Bequim\u00e3o<\/em>, al\u00e9m de outros trabalhos que brevemente surgir\u00e3o sob a forma de livro. Versam todos eles assuntos hist\u00f3ricos maranhenses de grande import\u00e2ncia regional. Ambos foram trazidos do semi-ineditismo gra\u00e7as \u00e0s pesquisas da Professora Doutora Teresinha Queiroz, do Departamento de Hist\u00f3ria da Universidade Federal do Piau\u00ed, membro da Academia Piauiense de Letras, a maior autoridade sobre Clodoaldo Freitas, e quem mais tem feito, no sentido de divulgar-lhe a obra imensa e admir\u00e1vel.<\/p>\n<p>Da vast\u00edssima bibliografia de Clodoaldo de Freitas, citam-se apenas os seguintes titulos:\u00a0<em>Os fatores do coelhado<\/em>. Teresina, 1892;\u00a0<em>Hist\u00f3ria do Piau\u00ed<\/em>\u00a0(sinopse). Teresina: 1902;\u00a0<em>Vultos piauienses<\/em>. Teresina: 1903;\u00a0<em>O Piau\u00ed: canto sertanejo<\/em>. Teresina: 1908;\u00a0<em>Em roda dos fatos<\/em>. Teresina: 1911 (2\u00aa ed., Teresina: FMC, 1996);\u00a0<em>Contos a Teresa<\/em>. Teresina: 1915;\u00a0<em>Hist\u00f3ria de Teresina<\/em>. Teresina: 1988;\u00a0<em>Mem\u00f3rias de um velho<\/em>\u00a0(Imperatriz: \u00c9tica, 2008), novela originalmente publicada em folhetins do jornal\u00a0<em>A P\u00e1tria<\/em>\u00a0(Teresina, 1905\/1906), de onde recolhido e organizado para publica\u00e7\u00e3o em livro por Teresinha Queiroz, a mais autorizada estudiosa da obra de Clodoaldo Freitas.<\/p>\n<p><em>O Pal\u00e1cio das L\u00e1grimas<\/em>\u00a0foi originalmente publicado como folhetim do\u00a0<em>Di\u00e1rio do Maranh\u00e3o<\/em>(S\u00e3o Lu\u00eds), em suas edi\u00e7\u00f5es de 21, 22, 23, 25, 27, 28, 29 e 30 de junho de 1910, sempre na p\u00e1gina 2.<\/p>\n<p>Cumpre agradecer penhoradamente \u00e0 Professora Doutora Teresinha Queiroz, que num gesto de grandeza e desprendimento, t\u00e3o caracter\u00edstico de seu car\u00e1ter e t\u00e3o concorde com o verdadeiro esp\u00edrito universit\u00e1rio, que n\u00e3o se compadece com personalismos e mesquinharias do g\u00eanero, sempre se disp\u00f4s a colaborar para a divulga\u00e7\u00e3o da obra poli\u00e9drica de Clodoaldo Freitas, grande valor das letras piauienses e tamb\u00e9m grande figura cultural do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab2\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Bibliografia<\/h1>\n<p>Em Desenvolvimento&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab3\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Discursos de Poss\u00ea<\/h1>\n<p>Em Desenvolvimento&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab4\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Textos Escolhidos<\/h1>\n<p>Em Desenvolvimento&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"tab5\" class=\"info_tabs\">\n<h1>Iconografia<\/h1>\n<p>Em Desenvolvimento&#8230;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biografia Nasceu em Oeiras (PI), a 7 de setembro de 1855, e faleceu em Teresina, a 29 de junho 1924. 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