{"id":3370,"date":"2020-09-12T06:26:41","date_gmt":"2020-09-12T09:26:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/?p=3370"},"modified":"2020-09-13T07:32:48","modified_gmt":"2020-09-13T10:32:48","slug":"alex-brasil-no-poeta-ate-a-beleza-doi-divulgacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/alex-brasil-no-poeta-ate-a-beleza-doi-divulgacao\/","title":{"rendered":"Alex Brasil: uma hist\u00f3ria de poesia e humanidade"},"content":{"rendered":"<address>Poeta e publicit\u00e1rio faz da escrita um sacerd\u00f3cio e conta que desde a inf\u00e2ncia, sempre desejou escrever.<\/address>\n<div id=\"attachment_3371\" style=\"width: 680px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3371\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3371\" src=\"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/1599734739-237991937-747x429.jpg\" alt=\"\" width=\"670\" height=\"385\" srcset=\"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/1599734739-237991937-747x429.jpg 747w, https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/1599734739-237991937-747x429-300x172.jpg 300w, https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/1599734739-237991937-747x429-382x219.jpg 382w\" sizes=\"(max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><p id=\"caption-attachment-3371\" class=\"wp-caption-text\">Alex Brasil: &#8220;No poeta at\u00e9 a beleza d\u00f3i&#8221; (Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>S\u00e3o Lu\u00eds &#8211; A poesia de Alex Brasil h\u00e1 muito tempo vem tra\u00e7ando seu lugar no cen\u00e1rio maranhense. Uma poesia pautada no homem, no ser ontol\u00f3gico, suas causas sociais, suas reverbera\u00e7\u00f5es, suas queixas por dignidade. Um contexto amplo que resulta em versos de profundidade e que seduzem o leitor para a reflex\u00e3o do status quo humano.<\/p>\n<div class=\"content\">\n<div class=\"moz-reader-content reader-show-element\">\n<div id=\"readability-page-1\" class=\"page\">\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<p>O poeta Alex Brasil \u00e9 publicit\u00e1rio, mas seu olhar tamb\u00e9m se volta para a poesia, \u00e0 literatura. Um poeta de pouco estardalha\u00e7o, prefere escrever e mostrar em livros toda a sua produ\u00e7\u00e3o. Fiquemos com a entrevista que Alex Brasil gentilmente cedeu a Os Integrantes da Noite (aos poetas Antonio A\u00edlton, Bioque Mesito e Rog\u00e9rio Rocha) e publicada no jornal O Estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Como come\u00e7ou essa vontade pelo mundo da literatura, da poesia?<\/strong><\/p>\n<p>Nasci em casa de palha de baba\u00e7u no interior do Maranh\u00e3o, num povoado de Cod\u00f3, chamado Saco. Eu e meus amigos da primeira inf\u00e2ncia, nascemos na mis\u00e9ria quase absoluta, onde muitos morreram ainda crian\u00e7as. Mas eu n\u00e3o via a mis\u00e9ria, eu via a natureza, os p\u00e1ssaros, o riacho do meu povoado se perdendo na floresta; eu via a primavera, as esta\u00e7\u00f5es trazendo flores, frutos, sol, chuva e as estrelas no infinito, enfim, a vida explodindo em beleza, mist\u00e9rio e sonhos. E eu, sem entender dentro de mim, as met\u00e1foras, os paradoxos, as sinestesias, as conota\u00e7\u00f5es e s\u00edmbolos querendo expressar tudo aquilo: queria pintar sem ser pintor, queria escrever sendo analfabeto. Eis a\u00ed por que eu seria poeta, independentemente de minha vontade. N\u00e3o havia salva\u00e7\u00e3o, eu seria poeta ainda que durante toda minha vida n\u00e3o escrevesse um \u00fanico verso. Nasci amaldi\u00e7oado a querer conversar como e com os anjos, porque \u00e9 isso que a poesia \u00e9: uma linguagem que aspira ao divino, sem alcan\u00e7ar a divindade. Nunca quis ser poeta, n\u00e3o quero ser poeta. Ser poeta \u00e9 ser \u201cgauche\u201d na vida, \u00e9 sentir demasiadamente a sua pr\u00f3pria dor, a dor dos outros e da exist\u00eancia. No poeta at\u00e9 a beleza d\u00f3i, porque a sensibilidade \u00e9 aguda num cora\u00e7\u00e3o em carne viva. O poeta s\u00f3 n\u00e3o morre em overdose de sentimentos, porque n\u00e3o se \u00e9 poeta o tempo todo; a crueza da realidade trata de esbofete\u00e1-lo diante das lutas concretas pela sobreviv\u00eancia. Um dia, aos dezessete anos, uma jovem e bela professora minha de portugu\u00eas, paix\u00e3o plat\u00f4nica de todos n\u00f3s da turma, no final da aula disse que queria conversar comigo. Era final de ano. A s\u00f3s, ela apertou minha m\u00e3o e disse: \u201cMeu rapaz, voc\u00ea \u00e9 um poeta. E isso \u00e9 raro. Voc\u00ea \u00e9 o \u00fanico poeta que conheci entre todos os alunos que j\u00e1 tive. Eu conhe\u00e7o toda a mec\u00e2nica da l\u00edngua portuguesa, mas n\u00e3o consigo escrever com a beleza com que voc\u00ea escreve. Tenho um presente para voc\u00ea.\u201d E ent\u00e3o ela me deu a obra completa de Carlos Drummond de Andrade, e me disse, por \u00faltimo: \u201cLeia, leia e estude; poeta voc\u00ea j\u00e1 \u00e9.\u201d Enfim, meus professores de portugu\u00eas sempre me incentivaram a escrever.<\/p>\n<p><strong>Qual autor ou autores que te conduziram no in\u00edcio da carreira po\u00e9tica?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o reconhe\u00e7o nenhuma influ\u00eancia preponderante de algum autor, quer brasileiro ou estrangeiro, sobre a minha obra po\u00e9tica. Dos brasileiros, l\u00e1 na minha adolesc\u00eancia, os que mais me causaram estranheza e um certo espanto foram Augusto dos Anjos e Carlos Drummond de Andrade; mas praticamente nada em minha po\u00e9tica reflete a dic\u00e7\u00e3o ou caracter\u00edsticas das obras desses autores. Eu os admiro, mas sem nenhuma influ\u00eancia no que escrevi at\u00e9 agora. O que escrevo tem mais a ver com o meu DNA po\u00e9tico em conson\u00e2ncia com as pulsa\u00e7\u00f5es da realidade que me cerca, com o meu tempo, suas perplexidades e novidades. Talvez por isso, minha obra, sem refer\u00eancias est\u00e9tico-liter\u00e1rias, seja, \u00e0s vezes, mal compreendida. Mas prefiro a originalidade ao esteticismo pelo esteticismo, sem empatia nas emo\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<p><strong>Com qual periodicidade l\u00eas livros de poesia e quais autores identifica-se?<\/strong><\/p>\n<p>Dificilmente leio um autor no seu todo. A partir do momento em que identifico seu estilo, sua forma e suas tem\u00e1ticas, logo me desinteresso, guardando, \u00e9 claro, em mim, a ess\u00eancia daquele autor. Aos 65 anos, com a morte conversando cada vez mais comigo, leio esparsamente os novos que me chegam pela m\u00eddia. Na verdade, mais releio os cl\u00e1ssicos, pois em tudo de novo que leio vejo os rastros e ou\u00e7o as vozes de Homero a Fernando Pessoa. Na verdade, n\u00e3o existem mais novos caminhos est\u00e9ticos na literatura, s\u00f3 jeitos novos de andar e trilhar os mesmos caminhos, principalmente os iniciados pelos antigos pensadores gregos.<\/p>\n<p><strong>O que achas da pol\u00edtica adentrar em uma obra (o engajamento propriamente dito)?<\/strong><\/p>\n<p>Eu concordo com Bertold Brecht: o pior analfabeto \u00e9 o analfabeto pol\u00edtico, pois at\u00e9 o pre\u00e7o do feij\u00e3o, do a\u00e7\u00facar (e de um livro de poesia), dependem das decis\u00f5es pol\u00edticas do homem social, portanto, com reflexos em nossas vidas como um todo. Boa parte de minha poesia \u00e9 de engajamento social, \u00e0s vezes panflet\u00e1ria, reflexo do que me causa revolta e indigna\u00e7\u00e3o. A poesia \u00e9 uma atividade transformadora, tamb\u00e9m \u00e9 povo, revolu\u00e7\u00e3o e transgress\u00e3o. Uma met\u00e1fora pode ser uma p\u00e9tala o uma l\u00e2mina.<\/p>\n<p><strong>O que poderias inferir sobre os movimentos que de certa forma segmentam a literatura e a poesia (movimento LGBTQIA+, feministas, antirracismo, contracultural&#8230;)?<\/strong><\/p>\n<p>Poesia \u00e9 poesia, independentemente de r\u00f3tulos, nas\u00e7a ela no asfalto, no corpo nu de uma mulher ou em um jardim. Se a poesia floresce em guetos, em segmentos ou movimentos espec\u00edficos, mas tem valor art\u00edstico e ess\u00eancia universal, ent\u00e3o ela est\u00e1 cumprindo a sua fun\u00e7\u00e3o de elevar o esp\u00edrito humano e de nos libertar da barb\u00e1rie e do obscurantismo. A poesia \u00e9 o lado iluminado da vida, a m\u00fasica da matem\u00e1tica que permeia todo o universo. O que n\u00e3o vale \u00e9 a antipoesia sem forma, sem mensagem, sem met\u00e1foras e sem musicalidade; estritamente mineral, sem vida, est\u00e9ril, in\u00fatil e improdutiva.<\/p>\n<p><strong>Como percebes o cen\u00e1rio da poesia (maranhense, brasileira, mundial) nesta transi\u00e7\u00e3o entre s\u00e9culos XX e XXI?<\/strong><\/p>\n<p>O Maranh\u00e3o continua sendo um celeiro de talentos liter\u00e1rios, principalmente de poetas. E nessa quantidade existe muita qualidade, ao n\u00edvel do que se melhor produz nacionalmente e fora do Brasil. Em outros Estados n\u00e3o vejo essa efervesc\u00eancia que h\u00e1 aqui em S\u00e3o Lu\u00eds. Muitos acham que dever\u00edamos ter mais prosadores, mas esquecem de que a poesia \u00e9 que enriquece e consolida organicamente uma l\u00edngua p\u00e1tria, nacional. A poesia \u00e9 g\u00eanese; nada se diz de belo e relevante que eleve o esp\u00edrito humano que n\u00e3o tenha primeiro sido dito por um poeta. Nesse sentido, continuamos sendo Atenas Po\u00e9tica Brasileira.<\/p>\n<p><strong>O que representa a cidade de S\u00e3o Lu\u00eds em tua obra?<\/strong><\/p>\n<p>Costumo dizer que S\u00e3o Lu\u00eds \u00e9 a capital universal dos meus sonhos. Nasci no Interior. Sonhava com o mar do Rio de Janeiro. Cheguei em S\u00e3o Lu\u00eds e me apaixonei pela cidade, que tinha um certo conforto das metr\u00f3poles, mas guardava em si, ainda, o calor humano das prov\u00edncias. Vivo em S\u00e3o Lu\u00eds por op\u00e7\u00e3o. J\u00e1 publiquei dois livros sobre ela, em que denuncio suas feridas sociais, mas sem nunca esquecer o lirismo que S\u00e3o Lu\u00eds desperta todos os dias em minha alma irmanada \u00e0 sua beleza e humanidade.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 algum segredo em tua forma de escrever poesia?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 segredo. A minha poesia \u00e9 reflexo de minha conex\u00e3o com o meu tempo com suas utopias e distopias. \u00c9 a minha express\u00e3o particular e original diante das perplexidades, espanto, revolta, indigna\u00e7\u00e3o e encantamentos do mundo em que vivo; da realidade \u00e0s vezes transfigurada em absurdo, surrealismo e vertigens. A minha poesia \u00e9 o reflexo de minhas m\u00e3os dadas com minha prov\u00edncia e a aldeia global em efervesc\u00eancias cognitivas jamais vistas na humanidade, onde Deus e a ci\u00eancia marcham para um encontro definitivo e elucidativo sobre a nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Qual tua rela\u00e7\u00e3o com os poetas mais recentes? Eles te trazem distanciamento ou aprendizagens?<\/strong><\/p>\n<p>Reconhe\u00e7o que convivo pouco com os nossos poetas jovens, e mesmo com os da minha gera\u00e7\u00e3o, muito mais por culpa minha que tenho me recolhido cada vez mais; n\u00e3o sou bo\u00eamio, nem not\u00edvago, tenho h\u00e1bitos espartanos e minha mulher diz que tenho uma certa fobia social. At\u00e9 mesmo meus dois mais recentes livros sequer fiz lan\u00e7amento. Apenas os coloquei em algumas livrarias. Mas acompanho os mais jovens pela m\u00eddia e fico feliz pelas suas produ\u00e7\u00f5es, que trazem, em si, um timbre de renova\u00e7\u00e3o. Com eles, o novo sempre vem, e a nossa poesia est\u00e1 sempre em expans\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Existe uma gen\u00e9tica que leve alguns poetas a escreverem melhor do que outros, ou poesia \u00e9 exerc\u00edcio, \u00e9 t\u00e9cnica, aprendizado?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que a gen\u00e9tica contribui mais na nossa predisposi\u00e7\u00e3o para ser poeta (o poeta j\u00e1 nasce poeta). Mas n\u00e3o basta s\u00f3 o talento para se escrever poesia, ou qualquer texto, de alto n\u00edvel art\u00edstico, com originalidade e beleza. O poeta maduro, ciente do seu of\u00edcio, tem que ter inspira\u00e7\u00e3o e muito mais transpira\u00e7\u00e3o para escrever algo novo e perene, como o escultor que garimpa a arte no m\u00e1rmore de suas emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>O que podes comentar sobre os escritores que pensam que a poesia n\u00e3o pode ser trabalhada e que da forma que vem deve ser mantida?<\/strong><\/p>\n<p>Em qualquer processo criativo, pelo pensamento freudiano, com que concordo, al\u00e9m das fases de informa\u00e7\u00e3o, encuba\u00e7\u00e3o e insight, existe a \u00faltima que \u00e9 a VERIFICA\u00c7\u00c3O. N\u00e3o basta s\u00f3 a criatividade pela criatividade, tem que existir na cria\u00e7\u00e3o a pertin\u00eancia e a arte-final, a consci\u00eancia do valor art\u00edstico do que se produziu. Ent\u00e3o, conte\u00fado e forma se completam. Reconhe\u00e7o que alguns poetas, e a\u00ed me incluo, resistem, \u00e0s vezes, em burilar o poema, como se assim fazendo estivessem traindo os seus sentimentos expressos num ato de ilumina\u00e7\u00e3o. Mas o poeta que \u00e9 mestre sabe que, na arte, a epifania e o ato oper\u00e1rio se completam.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poeta e publicit\u00e1rio faz da escrita um sacerd\u00f3cio e conta que desde a inf\u00e2ncia, sempre desejou escrever. S\u00e3o Lu\u00eds &#8211; A poesia de Alex Brasil h\u00e1 muito tempo vem tra\u00e7ando seu lugar no cen\u00e1rio maranhense. Uma poesia pautada no homem, no ser ontol\u00f3gico, suas causas sociais, suas reverbera\u00e7\u00f5es, suas queixas por dignidade. Um contexto amplo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3371,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3370"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3370"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3370\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3374,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3370\/revisions\/3374"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3371"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3370"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3370"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3370"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}