{"id":3155,"date":"2019-03-09T21:17:18","date_gmt":"2019-03-10T00:17:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/?p=3155"},"modified":"2019-03-19T21:19:53","modified_gmt":"2019-03-20T00:19:53","slug":"livro-sobre-nauro-repercute-fora-do-maranhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/livro-sobre-nauro-repercute-fora-do-maranhao\/","title":{"rendered":"Livro sobre Nauro repercute fora do Maranh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<address>Impress\u00f5es sobre Nauro Machado, organizado por Arlete Nogueira da Cruz, tem recebido cr\u00edticas positivas no Brasil<\/address>\n<div id=\"attachment_3156\" style=\"width: 680px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3156\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3156\" src=\"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/1548070213-769408118-747x429.jpg\" alt=\"\" width=\"670\" height=\"385\" srcset=\"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/1548070213-769408118-747x429.jpg 747w, https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/1548070213-769408118-747x429-300x172.jpg 300w, https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/1548070213-769408118-747x429-382x219.jpg 382w\" sizes=\"(max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><p id=\"caption-attachment-3156\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro &#8220;Impress\u00f5es sobre Nauro Machado&#8221; (Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>S\u00e3o Lu\u00eds &#8211;<\/p>\n<div class=\"content\">\n<div class=\"moz-reader-content line-height4 reader-show-element\">\n<div id=\"readability-page-1\" class=\"page\">\n<p>S\u00e3o Lu\u00eds &#8211; Hildeberto Barbosa Filho \u00e9 um dos 131 autores inclu\u00eddos em Impress\u00f5es sobre Nauro Machado, \u201ccolet\u00e2nea cr\u00edtica, amorosa e estupendamente organizada pela escritora Arlete Nogueira da Cruz, vi\u00fava do grande poeta Nauro Machado\u201d, no dizer do carioca Antonio Carlos Secchin; \u201cum trabalho magistral realizado n\u00e3o apenas a favor do poeta Nauro Machado, mas tamb\u00e9m a favor da poesia brasileira\u201d, na afirma\u00e7\u00e3o do ga\u00facho Carlos Nejar, ambos poetas, cr\u00edticos liter\u00e1rios e membros da Academia Brasileira de Letras.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p>Hildeberto Barbosa Filho, not\u00e1vel escritor paraibano, \u00e9 hoje um dos mais importantes e respeitados ensa\u00edstas e cr\u00edticos de literatura no Brasil, professor-doutor da Universidade Federal da Para\u00edba e membro da Academia Paraibana de Letras, interessou-se pela poesia do maranhense a partir da leitura de uma entrevista onde Nauro afirmava ser a poesia para ele \u201cum caso de vida ou morte\u201d. Hildeberto encontra-se na colet\u00e2nea Impress\u00f5es sobre Nauro com o maior n\u00famero de artigos, todos valiosos, publicando agora no Seman\u00e1rio Contra Ponto, de Jo\u00e3o Pessoa (18 a 24 de janeiro de 2019), um primoroso trabalho, abaixo transcrito, sobre a referida colet\u00e2nea lan\u00e7ada recentemente em S\u00e3o Lu\u00eds por Arlete Nogueira da Cruz, vi\u00fava do poeta.<\/p>\n<p>Nauro Machado e sua fortuna cr\u00edtica<\/p>\n<p>Hildeberto Barbosa Filho<\/p>\n<p>hildebertobarsosa@bol.com.br<\/p>\n<p>A relev\u00e2ncia de uma obra po\u00e9tica pode ser medida por sua fortuna cr\u00edtica. Um Augusto dos Anjos, um Carlos Drummond de Andrade, um Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, um Manuel Bandeira, por exemplo, a par da qualidade intr\u00ednseca de sua poesia, fazem percutir, no leitor, tamb\u00e9m as resson\u00e2ncias pragm\u00e1ticas daquilo que se escreveu sobre eles e sobre seus respectivos discursos l\u00edricos.<\/p>\n<p>Nauro Machado, maranhense de S\u00e3o Lu\u00eds, faz jus ao imperativo desta tradi\u00e7\u00e3o, a considerarmos o volume organizado e editado por Arlete Nogueira da Cruz, vi\u00fava do poeta e tamb\u00e9m escritora e ensa\u00edsta, intitulado \u201cImpress\u00f5es sobre Nauro Machado: ensaios, cr\u00edticas e artigos\u201d, sob o selo da Teresina: Halley S.A. \u2013 Gr\u00e1fica e Editora, 2018.<\/p>\n<p>Em nota introdut\u00f3ria ao livro, Arlete deixa claro seu objetivo: sistematizar e revelar, principalmente, para as novas gera\u00e7\u00f5es de leitores e pesquisadores, a fortuna cr\u00edtica acerca do poeta e de sua obra. Segundo nos informa, aqui est\u00e3o coletados um total de 264 textos de 131 autores, entre artigos jornal\u00edsticos, ensaios acad\u00eamicos e cartas, voltados para o di\u00e1logo cr\u00edtico e exeg\u00e9tico com mais de 50 livros que o poeta escreveu ao longo de sua vida, desde \u201cCampo sem base\u201d, de 1958, at\u00e9 \u201cCan\u00e7\u00f5es de roda nos p\u00e9s da noite\u201d, lan\u00e7ado p\u00f3s-mortem, em 2016.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o impressiona pela quantidade e pela qualidade dos olhares cr\u00edticos que se detiveram sobre o tecido expressivo de uma das po\u00e9ticas mais singulares da contemporaneidade, no Nordeste e no Brasil. Pesos pesados da cr\u00edtica liter\u00e1ria d\u00e3o seu testemunho ao lado de leitores mais ocasionais e de poetas afeitos ao \u00e1rduo of\u00edcio do verso, mesclando, portanto, o impacto emocional das primeiras leituras, em artigos de aprecia\u00e7\u00e3o ligeira, ao vigor da lucidez anal\u00edtica e interpretativa, em abordagens mais minuciosas, culminando, assim, com uma vis\u00e3o macrosc\u00f3pica, multif\u00e1ria, transversal e judicativa de uma express\u00e3o po\u00e9tica incomum, cerrada, unit\u00e1ria, intensa e profunda como a de poucos. Pois Nauro Machado fez de sua poesia uma obsess\u00e3o interrogativa, \u201csem tr\u00e9guas\u201d, como afirma Arlete, acerca do \u201cmist\u00e9rio da vida e a raz\u00e3o de si\u201d, uma vez que \u201cfoi um exilado sob o p\u00eandulo permanente da morte, n\u00e3o se importando se feliz ou sofrido, apenas verdadeiro\u201d.<\/p>\n<p>S\u00e3o muitos os nomes que estudam e apreciam as sutilezas verbais, os artif\u00edcios t\u00e9cnicos, os recursos ret\u00f3ricos, os meridianos tem\u00e1ticos e, em particular, a concep\u00e7\u00e3o de mundo que palpita, espasm\u00f3dica, dissonante e dilacerada, no corpo de cada poema que forma a unidade incons\u00fatil da poesia de Nauro. Uma poesia quase sem paralelos, n\u00e3o fora, talvez, o parentesco obliquo e enviesado com as dic\u00e7\u00f5es l\u00edricas de um Dante Milano ou de um Augusto dos Anjos, j\u00e1 ressaltado por vozes cr\u00edticas, a exemplo, no confronto com a po\u00e9tica do carioca, a de Alexandre Fernandes Corr\u00eaa, a investigar o que ele denomina de \u201cimagin\u00e1rio do mal\u201d, e no cotejo com o poeta do \u201cEu\u201d, a de Jos\u00e9 Guilherme Merquior, que soube cunhar uma express\u00e3o-s\u00edntese que define emblematicamente a poesia de Nauro como a poesia da \u201csomatiza\u00e7\u00e3o da ang\u00fastia\u201d.<\/p>\n<p>Antonio Olinto, Ferreira Gullar, Tem\u00edstocles Linhares, F\u00e1bio Lucas, Ivan Junqueira, Walmir Ayala, Cassiano Ricardo, Ot\u00e1vio de Faria, Franklin de Oliveira, Nelly Novaes Coelho, Josu\u00e9 Montello, Donaldo Sch\u00fcler, Henriqueta Lisboa, Fernando Py, Alexei Bueno, Marcus Acciolly, Carlos Nejar, Ivo Barroso, Jos\u00e9 Louzeiro, Fritz Teixeira Sales, Fausto Cunha, Assis Brasil, Reynaldo Bair\u00e3o, Moacyr F\u00e9lix e Anderson Braga Horta, entre muitos outros, abordam, cada um a seu modo cr\u00edtico, esse ou aquele aspecto formal ou substancial da poesia de Nauro.<\/p>\n<p>Ao fim, temos uma completa fotografia das diversas paisagens tem\u00e1ticas e ideativas, assim como diversos registros de laborat\u00f3rio verbal e do repert\u00f3rio estil\u00edstico de uma obra po\u00e9tica que merece ser mais conhecida e divulgada, tanto em \u00e2mbito acad\u00eamico, no sentido de gerar disserta\u00e7\u00f5es e teses que possam ampliar a esfera da cogni\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, quanto na geografia informe e difusa do p\u00fablico leitor, sobretudo do leitor que ama a boa poesia e que sabe dos seus sigilos prazerosos e dos seus tons inconformados.<\/p>\n<p>Trabalhos, como este que Arlete Nogueira da Cruz realiza, com o zelo, o carinho, o cuidado e o amor que tem pelo homem, pelo poeta e pela poesia, al\u00e9m de capitalizar elementos intang\u00edveis que habitam as regi\u00f5es afetivas e memor\u00e1veis, tende a contribuir, did\u00e1tica e pedagogicamente, com o enriquecimento do acervo liter\u00e1rio brasileiro, em especial com o escaninho mais refinado da tradi\u00e7\u00e3o po\u00e9tica.<\/p>\n<p>Se \u00e9 verdade que nenhum poeta pode ser conhecido sozinho, conforme postula T. S. Eliot, exigindo, assim, a conex\u00e3o din\u00e2mica com seus pares, no dialogismo das formas, das ideias e dos sentimentos, eu diria, tamb\u00e9m, que nenhum poeta pode ser conhecido, sem a leitura de sua fortuna cr\u00edtica. \u00c9 ela, esta fortuna cr\u00edtica, que pode nos aproximar de certas fronteiras significativas a que n\u00e3o pudemos chegar como leitores. \u00c9 ela, esta fortuna cr\u00edtica, que se coloca a\u00ed, aberta \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o e ao rastreamento, \u00e0s surpresas e descobertas, a nos convocar para a cerim\u00f4nia necess\u00e1ria da conviv\u00eancia cr\u00edtica. Esta possibilidade, Arlete Nogueira da Cruz, num procedimento que me parece ao mesmo tempo \u00e9tico e est\u00e9tico, nos d\u00e1, com a gratuidade dos gestos maiores, bem apropriado para reverenciar a mem\u00f3ria de um grande poeta.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00f5es sobre Nauro Machado, organizado por Arlete Nogueira da Cruz, tem recebido cr\u00edticas positivas no Brasil S\u00e3o Lu\u00eds &#8211; S\u00e3o Lu\u00eds &#8211; Hildeberto Barbosa Filho \u00e9 um dos 131 autores inclu\u00eddos em Impress\u00f5es sobre Nauro Machado, \u201ccolet\u00e2nea cr\u00edtica, amorosa e estupendamente organizada pela escritora Arlete Nogueira da Cruz, vi\u00fava do grande poeta Nauro Machado\u201d, no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3156,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3155"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3155"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3155\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3157,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3155\/revisions\/3157"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}