{"id":3132,"date":"2018-11-25T08:15:53","date_gmt":"2018-11-25T11:15:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/?p=3132"},"modified":"2018-11-25T08:15:53","modified_gmt":"2018-11-25T11:15:53","slug":"reconhecimento-a-um-grande-intelectual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/reconhecimento-a-um-grande-intelectual\/","title":{"rendered":"Reconhecimento a um grande intelectual"},"content":{"rendered":"<address>Bandeira Tribuzi, uma das grandes mentes da pol\u00edtica, economia e literatura maranhenses, ser\u00e1 homenageado pela Universidade Federal do Maranh\u00e3o com t\u00edtulo de Doutor Honoris Causa<\/address>\n<div id=\"attachment_3133\" style=\"width: 680px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3133\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3133\" src=\"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/1542886760-830414958-747x429.png.jpg\" alt=\"\" width=\"670\" height=\"385\" srcset=\"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/1542886760-830414958-747x429.png.jpg 747w, https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/1542886760-830414958-747x429.png-300x172.jpg 300w, https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/1542886760-830414958-747x429.png-382x219.jpg 382w\" sizes=\"(max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><p id=\"caption-attachment-3133\" class=\"wp-caption-text\">O intelectual Bandeira Tribuzi ser\u00e1 homenageado pela Universidade Federal do Maranh\u00e3o (Bandeira Tribuzi)<\/p><\/div>\n<p>S\u00c3O LU\u00cdS &#8211; \u201c\u00d3 minha cidade \/ Deixa-me viver \/ que eu quero aprender \/ tua poesia \/ sol e maresia \/ lendas e mist\u00e9rios \/ luar das serestas \/ e o azul de teus dias\u201d, diz a letra do poema \u201cLouva\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Lu\u00eds\u201d, de autoria do militante, humanista, erudito e intelectual Bandeira Tribuzi. Os versos, que foram transformados no hino oficial da capital, \u00e9 um dos trabalhos da rica produ\u00e7\u00e3o intelectual do maranhense que ser\u00e1 homenageado pela Universidade Federal do Maranh\u00e3o (UFMA) com a outorga do t\u00edtulo &#8211; post mortem &#8211; de Doutor Honoris Causa. A sess\u00e3o est\u00e1 marcada para esta segunda-feira, 26, no Palacete Cristo Rei (Centro), \u00e0s 17h. Na ocasi\u00e3o ser\u00e1 feita entrega da Medalha Sous\u00e2ndrade a personalidades.<\/p>\n<div class=\"content\">\n<div class=\"moz-reader-content line-height4 reader-show-element\">\n<div id=\"readability-page-1\" class=\"page\">\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<p>Visto como uma das grandes mentes da pol\u00edtica, economia e literatura maranhenses, Tribuzi deixou um legado liter\u00e1rio e filos\u00f3fico incontest\u00e1vel. Foi ele quem iniciou o Modernismo no Maranh\u00e3o em 1948, com a publica\u00e7\u00e3o do livro de poesia &#8220;Alguma Exist\u00eancia&#8221;. Ao lado do ex-presidente Jos\u00e9 Sarney, Jos\u00e9 Bento e outros escritores, fez parte de um movimento liter\u00e1rio difundido por meio da revista A Ilha, que lan\u00e7ou o modernismo no Maranh\u00e3o e da qual foi um dos fundadores. Foi tamb\u00e9m com o ex-presidente que fundou o jornal O Estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Em sua cidade natal, os elevados prop\u00f3sitos de Tribuzi pairavam muito acima das cabe\u00e7as de seus conterr\u00e2neos, que logo reconheceram nele a erudi\u00e7\u00e3o. Sob a influ\u00eancia de nomes at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidos no meio maranhense, como S\u00e1-Carneiro, Jos\u00e9 Regio, Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade, al\u00e9m de Garcia Lorca, o poeta e escritor logo contagiaria sua gera\u00e7\u00e3o com ideias novas.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Tribuzi Pinheiro Gomes nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds dia 2 de fevereiro de 1927 e morreu em 8 de setembro de 1977. Teve o codinome incorporado ao nome devido \u00e0 predile\u00e7\u00e3o pela obra de Manuel Bandeira, a quem admirava. Filho do portugu\u00eas Joaquim Pinheiro Ferreira Gomes e da maranhense Am\u00e9lia Pinheiro Gomes, antes de completar tr\u00eas anos de idade, seguiu com a fam\u00edlia para a terra natal do pai.<\/p>\n<p>Na Europa, frequentou escolas em Porto, Aveiro e Coimbra e por l\u00e1 permaneceu at\u00e9 concluir sua forma\u00e7\u00e3o superior. Apesar de filho de comerciante bem-sucedido, n\u00e3o assumiu cargo na firma do pai. A s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o human\u00edstica o impeliu para outras paragens. Formado em Filosofia e Ci\u00eancias Econ\u00f4micas e Sociais, Bandeira Tribuzi retornou a S\u00e3o Lu\u00eds em 1946, onde viveu at\u00e9 a morte. Al\u00e9m de Portugal e de S\u00e3o Lu\u00eds, morou ainda em Fortaleza e no Rio de Janeiro, trabalhando em jornais e em departamentos de comunica\u00e7\u00e3o social de empresas.<\/p>\n<p>Como prova de sua import\u00e2ncia, al\u00e9m das obras, a festa de comemora\u00e7\u00e3o pelo anivers\u00e1rio de 50 anos do escritor, meses antes de sua morte, reuniu, no Teatro Arthur Azevedo, escritores como Jorge Amado, Lu\u00eds Rego, Oswaldino Marques, Ferreira Gullar, Domingos Vieira Filho, Odylo Costa, filho, Josu\u00e9 Montello, Lago Burnett, os membros da Academia Maranhense de Letras, o pintor Floriano Teixeira, os amigos e a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de intelectual engajado, Tribuzi tamb\u00e9m lutou por causas humanit\u00e1rias. O escritor chegou a ser preso durante o regime militar, acusado de tentativa de subvers\u00e3o da ordem pol\u00edtica e social. Da pena de Bandeira Tribuzi surgiram publica\u00e7\u00f5es como \u201cRosa da Esperan\u00e7a\u201d (1950); \u201cSafra\u201d (1960); \u201cSonetos\u201d (1962); \u201cPele &amp; Osso\u201d (1970); e \u201cPoesias Completas\u201d (1979).<\/p>\n<p>Para o filho de Bandeira Tribuzi, Francisco Tribuzi, a homenagem da UFMA fortalece a rela\u00e7\u00e3o entre a institui\u00e7\u00e3o de ensino e a mem\u00f3ria do intelectual. \u201cPara n\u00f3s \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o e alegria receber, em nome da fam\u00edlia, este t\u00edtulo. Meu pai foi um poeta, m\u00fasico, mas acima de tudo foi um humanista que doou-se ao seu povo e \u00e0 cidade\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>O Jornal<\/strong><\/p>\n<p>Bandeira Tribuzi fundou, ao lado de Jos\u00e9 Sarney, o jornal O Estado do Maranh\u00e3o. Parceiros de vida, os amigos se juntaram no fim dos anos 1950 em torno do projeto do Jornal do Dia, rebatizado com o nome O Estado do Maranh\u00e3o em 1973.<\/p>\n<p>Fascinado pelo cotidiano da Reda\u00e7\u00e3o, a ao lado de escribas importantes daquele per\u00edodo, Tribuzi foi o jornalista vibrante, o coordenador eficiente, o editor competente, al\u00e9m de editorialista e colunista respeitado. Permaneceu \u00e0 frente de O Estado at\u00e9 a sua morte, aos 50 anos, em decorr\u00eancia de uma parada card\u00edaca.<\/p>\n<p><strong>Acervo<\/strong><\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o da UFMA com o intelectual vem sendo constru\u00edda ao longo do tempo. Uma das a\u00e7\u00f5es foi o projeto de pesquisa desenvolvido no Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Universidade Federal do Maranh\u00e3o e coordenado pelo professor Ferreira J\u00fanior, que digitalizou a obra do escritor Bandeira Tribuzi para torn\u00e1-la de dom\u00ednio p\u00fablico. Todo o material do projeto est\u00e1 dispon\u00edvel para consulta e pesquisa no endere\u00e7o eletr\u00f4nico https:\/\/bandeiratribuzi.ufma.br\/jspui\/.<\/p>\n<p>A digitaliza\u00e7\u00e3o das obras de Bandeira Tribuzi teve o objetivo de preservar e popularizar o pulso liter\u00e1rio desse autor no ambiente virtual. Com o processo de digitaliza\u00e7\u00e3o, s\u00e3o salvaguardados documentos originais que, devido \u00e0 fragilidade material, n\u00e3o podem ser manuseados com tanta frequ\u00eancia. O material digitalizado compreende livros publicados por Bandeira Tribuzi, bem como artigos de jornais e revistas sobre o escritor, al\u00e9m de poemas avulsos, manuscritos, correspond\u00eancias, letras de m\u00fasica, entre outros.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p><strong>O qu\u00ea<\/strong><\/p>\n<p>Outorga do t\u00edtulo Doutor Honoris Causa a Bandeira Tribuzi<\/p>\n<p><strong>Quando<\/strong><\/p>\n<p>Segunda-feira, 26<\/p>\n<p><strong>Onde<\/strong><\/p>\n<p>Palacete Cristo Rei, Pra\u00e7a Gon\u00e7alves Dias, 351, Centro<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bandeira Tribuzi, uma das grandes mentes da pol\u00edtica, economia e literatura maranhenses, ser\u00e1 homenageado pela Universidade Federal do Maranh\u00e3o com t\u00edtulo de Doutor Honoris Causa S\u00c3O LU\u00cdS &#8211; \u201c\u00d3 minha cidade \/ Deixa-me viver \/ que eu quero aprender \/ tua poesia \/ sol e maresia \/ lendas e mist\u00e9rios \/ luar das serestas \/ [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3133,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3132"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3132"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3132\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3134,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3132\/revisions\/3134"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3133"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3132"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3132"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3132"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}