{"id":2404,"date":"2017-09-21T16:48:24","date_gmt":"2017-09-21T19:48:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/?p=2404"},"modified":"2017-09-21T16:49:51","modified_gmt":"2017-09-21T19:49:51","slug":"cais-da-sagracao-em-nova-edicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/cais-da-sagracao-em-nova-edicao\/","title":{"rendered":"\u201cCais da Sagra\u00e7\u00e3o\u201d em nova edi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<address>Academia Maranhense de Letras lan\u00e7a hoje, \u00e0s 15h em sua sede, a 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o do romance de Josu\u00e9 Montello<\/address>\n<div id=\"attachment_2405\" style=\"width: 680px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2405\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-2405\" src=\"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/1503069508-941256105.jpg\" alt=\"\" width=\"670\" height=\"430\" \/><p id=\"caption-attachment-2405\" class=\"wp-caption-text\">Josu\u00e9 Montello ter\u00e1 uma de suas obras relan\u00e7adas hoje (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>S\u00c3O LU\u00cdS &#8211; Mais de quatro d\u00e9cadas depois do lan\u00e7amento da primeira edi\u00e7\u00e3o, o romance \u201cCais da Sagra\u00e7\u00e3o\u201d, de Josu\u00e9 Montello, retorna \u00e0s livrarias por meio da Academia Maranhense de Letras (AML) que lan\u00e7a hoje, \u00e0s 15h, a 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o da obra que \u00e9 uma das indicadas ao Programa Seletivo de Aceso a Educa\u00e7\u00e3o Superior da Universidade Estadual do Maranh\u00e3o (Uema). Na ocasi\u00e3o, os imortais Jos\u00e9 Neres e Ceres Costa Fernandes falar\u00e3o sobre o livro e seu autor cujo centen\u00e1rio de nascimento \u00e9 celebrado este ano.<\/p>\n<p>O presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar, explica que a iniciativa de uma nova edi\u00e7\u00e3o de \u201cCais da Sagra\u00e7\u00e3o\u201d se justifica por diversos motivos. \u201cTrata-se do centen\u00e1rio de Montello, um dos grandes romancistas brasileiros, que foi membro da Academia Maranhense e Brasileira de Letras, e tamb\u00e9m pelo fato de o livro estar esgotado, o que estava dificultando o acesso de estudantes que precisam se preparar para o vestibular da Uema, que indicou a obra para seu certame\u201d, pontua Benedito Buzar.<\/p>\n<p>A obra que tem como her\u00f3i o barqueiro Severino e como pano de fundo o Cais da Sagra\u00e7\u00e3o (atual Rampa Campos Melo) nasceu em Paris no ano de 1969. Mas, segundo Josu\u00e9 Montello em texto de introdu\u00e7\u00e3o da obra, a ideia j\u00e1 estava consigo deste 1965, quando em uma conversa com amigos teve a inspira\u00e7\u00e3o. \u201cDa\u00ed em diante ficou morando em mim a urdidura do livro. Ainda n\u00e3o era o romance, mas apenas seu esbo\u00e7o, com figuras indecisas. Eu tinha comigo o mar, a cidadezinha de pescadores, a orla do cais em S\u00e3o Lu\u00eds. No entanto ainda n\u00e3o via bem seu personagem central\u201d, escreve Montello.<\/p>\n<p>Em texto de apresenta\u00e7\u00e3o \u00e0 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o, Benedito Buzar resgata a noite lan\u00e7amento da obra e o sucesso do evento que levou uma multid\u00e3o \u00e0 Avenida Beira-Mar para prestigiar Montello, que lan\u00e7ava na cidade \u201cCais da Sagra\u00e7\u00e3o\u201d e Odylo Costa, filho que apresentava seu \u201cS\u00e3o Lu\u00eds e Alc\u00e2ntara\u201d naquela noite de 21 de outubro de 1971.<\/p>\n<p>A narrativa de Montello se passa entre S\u00e3o Lu\u00eds e uma cidade litor\u00e2nea de onde os personagens saem apenas por transportes mar\u00edtimos. Propriet\u00e1rio de um barco, \u00e9 irredut\u00edvel e machista que, preso por algum tempo, volta e avisa a Louren\u00e7a, mulher simpl\u00f3ria, acabrunhada e matuta, que se casar\u00e1 na semana seguinte com a prostituta Vanju. Ambas simbolizam o quadro da condi\u00e7\u00e3o feminina.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00eamios<\/strong><\/p>\n<p>Com o romance, Montello conquistou o Pr\u00eamio Intelectual do Ano em 1971 e o Pr\u00eamio de Fic\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Bras\u00edlia em 1972. O livro foi considerado pela cr\u00edtica como um dos mais importantes romances de l\u00edngua portuguesa e Gilberto Freyre afirmou que \u201c\u2018Cais da Sagra\u00e7\u00e3o\u2019 \u00e9 o nosso melhor romance desde \u2018Gabriela, Cravo e Canela\u2019, de Jorge Amado\u201d.<\/p>\n<p>Trist\u00e3o de Atayde desatacou que \u201ctoda grande obra liter\u00e1ria de Josu\u00e9 Montello, tanto em seu aspecto cr\u00edtico e cron\u00edstico como em seu aspecto ficcionista \u00e9 de uma translucidez cristalina\u201d. A obra tamb\u00e9m teve grande reconhecimento fora do Brasil, tendo sido estudado na Universidade de Toulouse, na Fran\u00e7a, pelo professor Jean Roche. Esta edi\u00e7\u00e3o tem patroc\u00ednio do Gripo Mateus por meio da Lei Estadual de Incentivo \u00e0 Cultura.<\/p>\n<p>O professor Jos\u00e9 Neres explica que sua palestra ser\u00e1 voltada aos alunos do ensino m\u00e9dio, j\u00e1 que o livro \u00e9 uma das obras indicadas pela Uema para o pr\u00f3ximo vestibular. \u201cFalarei principalmente sobre a estrutura da obra e a constru\u00e7\u00e3o das personagens, principalmente mestre Severino e Vanju\u201d adianta Neres.<\/p>\n<p>Para ele, \u201cCais da Sagra\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 uma das grandes produ\u00e7\u00f5es de Montello. \u201c Os estudantes que lerem esse livro s\u00f3 t\u00eam a ganhar, pois al\u00e9m de se prepararem para o vestibular, poder\u00e3o discutir diversos temas que aparecem no decorrer da obra, como, por exemplo, a homofobia, o machismo, o desenvolvimento do Maranh\u00e3o na d\u00e9cada de 1970, entre outros. Como a obra \u00e9 narrada de forma fragmentada, explorando constantemente o recurso do flash-back, o leitor fica preso em cada cap\u00edtulo\u201d, pontua .<\/p>\n<p><strong>Centen\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Josu\u00e9 Montello foi jornalista, professor, romancista, cronista, ensa\u00edsta, historiador, orador, teatr\u00f3logo e memorialista. Nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds em 21 de agosto de 1917 e escreveu romances como \u201cOs Tambores de S\u00e3o Lu\u00eds\u201d e \u201cNoite Sobre Alc\u00e2ntara\u201d, nos quais retratou, com riqueza de detalhes, cen\u00e1rios do Centro Hist\u00f3rico da capital e do Maranh\u00e3o, mesmo vivendo no estado apenas na juventude, j\u00e1 que passou boa parte de sua vida na cidade do Rio de Janeiro. Morou ainda em pa\u00edses como Espanha, Portugal, Peru e Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00c9 autor de mais de 160 obras em v\u00e1rios g\u00eaneros &#8211; romances, ensaios, cr\u00f4nicas, hist\u00f3ria, discursos, analogias, educa\u00e7\u00e3o, novelas, teatro, biblioteconomia, literatura infantil e juvenil, mem\u00f3rias, pref\u00e1cios, edi\u00e7\u00f5es para cegos e cinema. \u00c9 considerado um cl\u00e1ssico da literatura brasileira, com muitos livros traduzidos no exterior, bem como vers\u00f5es cinematogr\u00e1ficas de duas de suas novelas.<\/p>\n<p>Josu\u00e9 Montello foi embaixador do Brasil junto \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas em Paris e o segundo mais jovem imortal da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira 29, cujo fundador foi Arthur Azevedo e que tem como patrono Martins Pena. Foi membro da Academia Maranhense de Letras e s\u00f3cio honor\u00e1rio do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Lu\u00eds, seu acervo est\u00e1 em poder da Casa de Cultura Josu\u00e9 Montello, na rua das Hortas, Centro de S\u00e3o Lu\u00eds. O local destina-se a promover estudos, pesquisas e trabalhos nas \u00e1reas da literatura, artes, ci\u00eancias sociais, hist\u00f3ria e manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e culturais do estado.<\/p>\n<p>Para a ex-governadora Roseana Sarney, celebrar a obra de Josu\u00e9 Montello \u00e9 essencial para divulgar a sua obra para as futuras gera\u00e7\u00f5es. \u201cCelebramos o centen\u00e1rio de nascimento do escritor Josu\u00e9 Montello. Autor de vast\u00edssima e extraordin\u00e1ria obra, \u00e9 reconhecido como um dos mais importantes escritores brasileiros. Muitos dos seus livros tornaram-se cl\u00e1ssicos da literatura, especialmente os que descreveram a sua terra e a sua gente. \u2018Noite Sobre Alc\u00e2ntara\u2019, \u2018Os Tambores de S\u00e3o Lu\u00eds\u2019 e \u2018Cais da Sagra\u00e7\u00e3o\u2019 expressam o profundo amor que ele dedicava ao Maranh\u00e3o. Josu\u00e9 tamb\u00e9m ocupou cargos de alta relev\u00e2ncia cultural, como diretor da Biblioteca Nacional, embaixador do Brasil junto a Unesco, presidente da Academia Brasileira de Letras e reitor da Universidade Federal do Maranh\u00e3o. Uno-me \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es pelo centen\u00e1rio de seu nascimento, desejando que sua obra seja cada vez mais conhecida e difundida, principalmente entre as novas gera\u00e7\u00f5es de leitores\u201d, destacou. l<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p><strong>O qu\u00ea<\/strong><\/p>\n<p>Lan\u00e7amento da 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o de \u201cCais da Sagra\u00e7\u00e3o\u201d, de Josu\u00e9 Montello<\/p>\n<p><strong>Quando<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, \u00e0s 15h<\/p>\n<p><strong>Onde<\/strong><\/p>\n<p>Academia Maranhense de Letras, Rua da Paz, Centro<\/p>\n<p><strong>Acesso gratuito<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Academia Maranhense de Letras lan\u00e7a hoje, \u00e0s 15h em sua sede, a 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o do romance de Josu\u00e9 Montello S\u00c3O LU\u00cdS &#8211; Mais de quatro d\u00e9cadas depois do lan\u00e7amento da primeira edi\u00e7\u00e3o, o romance \u201cCais da Sagra\u00e7\u00e3o\u201d, de Josu\u00e9 Montello, retorna \u00e0s livrarias por meio da Academia Maranhense de Letras (AML) que lan\u00e7a hoje, \u00e0s [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2405,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2404"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2404"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2404\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2407,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2404\/revisions\/2407"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2405"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}