{"id":2044,"date":"2016-08-10T12:52:13","date_gmt":"2016-08-10T15:52:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/?p=2044"},"modified":"2016-08-10T18:04:45","modified_gmt":"2016-08-10T21:04:45","slug":"conversa-academica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/conversa-academica\/","title":{"rendered":"Academia Maranhense de Letras \u00e9 celebrada em seu anivers\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<address>Academia Maranhense de Letras celebra 108 anos de funda\u00e7\u00e3o, sendo um dos mais importantes templos da cultura do Maranh\u00e3o; hoje tamb\u00e9m \u00e9 celebrado o anivers\u00e1rio de Gon\u00e7alves Dias<\/address>\n<div id=\"attachment_2045\" style=\"width: 680px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2045\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-2045\" src=\"http:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/1470752046-157329309.jpg\" alt=\"Academia Maranhense de Letras celebra 108 anos hoje (Foto: Flora Dolores \/ O ESTADO)\" width=\"670\" height=\"430\" \/><p id=\"caption-attachment-2045\" class=\"wp-caption-text\">Academia Maranhense de Letras celebra 108 anos hoje (Foto: Flora Dolores \/ O ESTADO)<\/p><\/div>\n<p>Transcorrem hoje duas entre as mais importantes datas da cultura maranhense, a saber \u2013 o nascimento de Gon\u00e7alves Dias e a funda\u00e7\u00e3o da Academia Maranhense de Letras, que no in\u00edcio denominava-se Academia Maranhense, por influ\u00eancia da sua cong\u00eanere nacional, fundada sob o t\u00edtulo de Academia Brazileira e com z na palavra Brasileira, de conformidade com o prescrito pela ortografia da \u00e9poca. Hoje tal inscri\u00e7\u00e3o acha-se devidamente atualizada na fachada do chamado Petit Trianon, denomina\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria do pr\u00e9dio constru\u00eddo pela Fran\u00e7a para sediar a exposi\u00e7\u00e3o daquele pa\u00eds nas grandes festas comemorativas do I Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil, em 1822. Pr\u00e9dio esse doado pelo presidente de Fran\u00e7a. Alexandre Millerant e por seu primeiro-ministro, Raymond Poincar\u00e9. Das gest\u00f5es que resultaram em dar \u00e0 Academia Brasileira sua bela sede pr\u00f3pria, situada na Avenida Presidente Wilson, 203, muito trabalhou o ent\u00e3o presidente da Casa, Afr\u00e2nio Peixoto, que contou com a simpatia do embaixador franc\u00eas no Brasil, Alexandre Conty.<\/p>\n<p>E a excepcional solidez da Academia Brasileira deve-se ao vultoso legado que lhe deixou o livreiro Francisco Alves, patrim\u00f4nio crescentemente aumentado pelas administra\u00e7\u00f5es da Academia, sobretudo pela longa e proficiente presid\u00eancia de Austreg\u00e9silo de Athayde, construtor do suntuoso edif\u00edcio fronteiro, denominado, com muita justi\u00e7a, Pal\u00e1cio Austreg\u00e9silo de Athayde.<\/p>\n<p>A Academia Brasileira de Letras, como sabido, moldou- se \u00e0 semelhan\u00e7a da francesa. Por isso, adotou (por iniciativa de Medeiros e Albuquerque, fard\u00e3o verde ornado com ramos de louro, chap\u00e9u armado de plumas e s\u00edmbolos da Rep\u00fablica, colar vistoso e espada flamejante e at\u00e9 a divisa, que na entidade francesa \u00e9 Ad Immortalitatem, igualzinho ao que tomou a ABL para sua divisa). Da\u00ed dizerem alguns que os acad\u00eamicos, se devidamente enfarpelados, s\u00e3o generais das letras, enquanto outros, mais espirituosos e menos reverentes, veem neles meros generais da banda. Tamb\u00e9m se deve aos acad\u00eamicos franceses o ep\u00edteto de \u201cimmortel\u201d, que, traduzido, motivou a blague de Bilac, um dos fundadores da ABL, nestes termos: \u201cSomos imortais porque muitos de n\u00f3s n\u00e3o temos onde morrer\u201d.<\/p>\n<p>A nossa Academia, apesar de adotar certos ditames acad\u00eamicos (como o quadro de 40 membros efetivos, cada um com seu respectivo patrono, elei\u00e7\u00e3o provocada pelo candidato, solenidade de posse com discurso formal do empossando e sauda\u00e7\u00e3o por um acad\u00eamico) foi parcimoniosa na ado\u00e7\u00e3o de tais ditames.<\/p>\n<p>E j\u00e1 que falei da nossa Academia, dedicar-lhe-ei o que se segue:<\/p>\n<p><strong>A Academia Maranhense de Letras<\/strong><\/p>\n<p>Como resultado da intensa vida liter\u00e1ria que S\u00e3o Lu\u00eds conheceu entre a \u00faltima e a primeira d\u00e9cada dos s\u00e9culos XIX-XX, diversas agremia\u00e7\u00f5es culturais foram fundadas, duas das quais tiveram particular import\u00e2ncia: a Oficina dos Novos e a Renascen\u00e7a Liter\u00e1ria, destacando-se a \u00faltima, pela saud\u00e1vel emula\u00e7\u00e3o que estabeleceu com a primeira.<\/p>\n<p>A Oficina dos Novos, criada a 28 de julho de 1900, tinha estrutura organizacional semelhante \u00e0 das academias. Dava a seus membros o t\u00edtulo de oper\u00e1rios e editava um boletim oficial denominado Os Novos, em cujo frontisp\u00edcio se lia: \u201cperi\u00f3dico evolucionista\u201d.<\/p>\n<p>Constitu\u00edda, inicialmente, com 20 cadeiras, a Oficina ampliou seu quadro para 30, em 1904. Afora os membros efetivos, tinha-os honor\u00e1rios e correspondentes. Cada cadeira estava sob o patronato de um vulto eminente da cultura maranhense.<\/p>\n<p>Como \u00e9 natural, muitos desses patronos tamb\u00e9m seriam adotados como patronos de cadeiras da Academia, da mesma forma que diversos \u201coper\u00e1rios\u201d viriam integrar o grupo dos fundadores desta Institui\u00e7\u00e3o ou nela posteriormente ingressaram, o mesmo cabendo dizer relativamente aos s\u00f3cios honor\u00e1rios e correspondentes.<\/p>\n<p>Tendo Gon\u00e7alves Dias como seu patrono geral, a Oficina dos Novos escolheu o poeta Sous\u00e2ndrade para seu presidente honor\u00e1rio. O culto a Gon\u00e7alves Dias estava representado pelos prop\u00f3sitos, declarados em estatuto, de organizar uma estante gon\u00e7alvina que fosse a mais completa poss\u00edvel, editar a obra do poeta e, futuramente, transformar a Oficina em Gr\u00eamio Liter\u00e1rio Gon\u00e7alviano.<\/p>\n<p>Ainda sobre a Oficina dos Novos, contradiga-se, por oportuno, a err\u00f4nea vers\u00e3o segundo a qual essa entidade desapareceu para que em seu lugar surgisse a Academia. Al\u00e9m de um jantar de confraterniza\u00e7\u00e3o que as duas entidades promoveram no Hotel Central, a 15 de dezembro de 1908, diversos fatos atestam a coexist\u00eancia da Oficina e da Academia, por alguns anos. Um deles foi a reorganiza\u00e7\u00e3o que a Oficina realizou em 1917, quando ocorreram a aprova\u00e7\u00e3o de novos estatutos, a elei\u00e7\u00e3o de diversos \u201coper\u00e1rios\u201d e da diretoria.<\/p>\n<p>A Academia Maranhense de Letras, oficialmente institu\u00edda \u00e0s 19 horas de 10 de agosto de 1908, data do 85\u00ba anivers\u00e1rio do nascimento do poeta da Can\u00e7\u00e3o do Ex\u00edlio, tamb\u00e9m j\u00e1 demonstrava claramente, com esse fato, sua resolu\u00e7\u00e3o de adotar Gon\u00e7alves Dias como seu nume tutelar.<\/p>\n<p>Fundada no sal\u00e3o de leitura da Biblioteca P\u00fablica do Estado (pr\u00e9dio onde, a partir de 1950, tem sua sede pr\u00f3pria), comp\u00f4s-se a Academia, inicialmente, de 20 cadeiras.<\/p>\n<p>Dispunha seu primeiro Estatuto que ao grupo dos 12 fundadores \u2013 Ant\u00f4nio Lobo, Alfredo de Assis, Astolfo Marques, Barbosa de God\u00f3is, Corr\u00eaa de Ara\u00fajo, Clodoaldo Freitas, Domingos Barbosa, Fran Paxeco, Godofredo Viana, I. Xavier de Carvalho, Ribeiro do Amaral e Vieira da Silva \u2013 viriam juntar-se os oito membros restantes, admitidos mediante elei\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m com as honras de fundadores.<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o de disposi\u00e7\u00e3o estatut\u00e1ria, foi o primeiro presidente da agremia\u00e7\u00e3o o professor e histori\u00f3grafo Jos\u00e9 Ribeiro do Amaral, que era, aos 55 anos, o mais idoso entre seus confrades.<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/oestadoma.com.br\">OEstadoMA.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Academia Maranhense de Letras celebra 108 anos de funda\u00e7\u00e3o, sendo um dos mais importantes templos da cultura do Maranh\u00e3o; hoje tamb\u00e9m \u00e9 celebrado o anivers\u00e1rio de Gon\u00e7alves Dias Transcorrem hoje duas entre as mais importantes datas da cultura maranhense, a saber \u2013 o nascimento de Gon\u00e7alves Dias e a funda\u00e7\u00e3o da Academia Maranhense de Letras, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2045,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[28,1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2044"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2044"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2044\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2049,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2044\/revisions\/2049"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2045"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2044"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2044"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academiamaranhense.org.br\/inf_aml\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2044"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}