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NOTA DE FALECIMENTO

14 de agosto de 2016

A Academia Maranhense de Letras cumpre o doloroso dever de comunicar a toda a comunidade o falecimento do escritor e acadêmico Jomar da Silva Moraes, ocorrido na manhã deste domingo, 14 de agosto de 2016.

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Filho do casal José Alípio de Moraes Filho e Marcolina Cyriaca da Silva, Jomar Moraes nasceu em 06 de maio de 1940, na cidade de Guimarães, foi oficial do Exército Brasileiro, bacharel em Direito, especialistas em diversas áreas do conhecimento e mestre em História. Exerceu os cargos de Auditor Fiscal do Estado do Maranhão, advogado e Procurador-Chefe da Universidade Federal do Maranhão, instituição pela qual se aposentou em 2006.

Pesquisador renomado, Jomar Moraes recebeu diversos prêmios e honrarias, como, por exemplo: medalha Santos Dumont (do Ministério da Aeronáutica), medalha Brigadeiro Falcão (da Polícia Militar do Maranhão), medalha João Lisboa (do Conselho Estadual de Cultura do Maranhão), além de ter sido agraciado com o título de Doutor Honoris Causa, tanto pela Universidade Estadual do Maranhão, quanto pela Universidade Federal do Maranhão, e comendas da Ordem do Rio Branco, da Ordem Nacional do Mérito de Portugal e Simão Estácio da Silveira, dentre outras.

O escritor maranhense foi agraciado com diversos prêmios literários, como Personalidade Cultural de 1980, Mérito Cultural (1981, 1988, 2000 e 2005) e Grande Amigo da União Brasileira de Escritores, em 2012, entre outros.

Além de fazer parte da Academia Maranhense de Letras (Cadeira 10), para onde foi eleito em 10 de maio de 1969 e tomou posse em 06 de agosto do mesmo ano, sendo recepcionado por Antônio Oliveira, Jomar Moraes era também membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí, do Distrito Federal e da Academia Paraibana de Letras e da Academia Paranaense de Letras, além de ser cidadão honorário de São Luís, Alcântara e Buriti Bravo.

A produção intelectual de Jomar Moraes é bastante vasta e começou em 1963, quando publicou o livro de poemas Seara em Flor, e perdurou até 2015, com a publicação da coletânea de ensaios Pretexto para Pré-Textos, nesse meio termo, publicou Vida e Obra de Antônio Lobo (1969), Bibliografia Crítica da Literatura Maranhense (1969), Apontamentos da Literatura Maranhense (1976/1979), O Rei Touro e Outras Lendas Maranhenses (1980/2008), Guia de São Luís do Maranhão (1989), No Império dos Incas (1991) e Gonçalves Dias: Vida e obra (1998), além de haver publicado, durante cerca de quatro décadas crônicas semanais na imprensa local. Sua última publicação foi um artigo sobre os 108 anos da AML, publicado quatro dias antes do falecimento do escritor.

Como editor, Jomar Moraes teve uma grande importância na preservação e divulgação das letras maranhenses, com cerca de uma centena de livros editados e publicados, entre eles títulos essenciais, como o Dicionário Histórico e Geográfico da Província do Maranhão (de César Augusto Marques), Poesia e Prosa Reunidas de Sousândrade, Poranduba Maranhense (de Frei de Nossa Senhora dos Prazeres Maranhão), Sertanejas (de Trajano Galvão) e, mais recentemente, em 2016, da Poesia Completa de Maranhão Sobrinho.

Jomar Moraes foi presidente desta Casa por mais de duas décadas, entre 1984 e 2006, tendo contribuído em muito para a organização dos documentos e da história da Academia, tanto com edições de obras, quanto organização de seus Perfis Acadêmicos e com a edição de diversos números da Revista da Academia de Letras.

A Academia Maranhense de Letras, que sempre reconheceu o valor desse nobre intelectual, novamente agradece por sua grande contribuição para a história das letras do nosso Estado.

Academia Maranhense de Letras, 14 de agosto de 2016.