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Noite de posse na Academia Maranhense de Letras

29 de setembro de 2016

Eliézer Moreira toma posse na cadeira número 21 da Academia Maranhense de Letras; cerimônia será às 19h na sede da Casa de Antônio Lobo
Eliézer Moreira tomará posse hoje em solenidade na AML (Foto: Flora Dolores / O ESTADO)

Eliézer Moreira tomará posse hoje em solenidade na AML (Foto: Flora Dolores / O ESTADO)

Eleito em julho deste ano para a cadeira nº 21, o pesquisador, escritor e colecionador de obras de arte Eliézer Moreira Filho toma posse hoje, às 19h, na Academia Maranhense de Letras (AML). Ele será recebido por Benedito Buzar em cerimônia que ocorrerá na sede da AML (Rua da Paz, Centro) e contará com presença de confrades, amigos e familiares do intelectual.

Eliézer Moreira foi candidato único à vaga deixada por Monsenhor Hélio Maranhão. A cadeia 21 tem como patrono Maranhão Sobrinho, tendo sido fundada por Raimundo Lopes e já foi ocupada também por Isaac Ferreira, Salomão Fiquene e Nonato Masson.

Em seu discurso, Eliézer Moreira saudará os ocupantes da cadeira e se deterá mais demoradamente em seu patrono e fundador, além do último ocupante. Em cerca de 50 minutos o novo membro exaltará vida e obra dos imortais. “Uma das coincidências é que a maioria dos ocupantes da cadeira 21 viveram em Barra do Corda, assim como eu”, destaca Moreira que nasceu no Rio de Janeiro mas chegou ao município maranhense de Barra do Corda aos 7 anos e lá tendo permanecido até o início da idade adulta.

Moreira vê a chegada à Casa de Antônio Lobo com muito entusiasmo e alegria. “Para mim, será o início de uma nova fase de minha vida. Minha entrada na Academia se deu por intermédio de um grupo de amigos que colocaram meu nome à apreciação dos imortais que prontamente concordaram. Todo esse processo foi feito quando eu estava no Rio em visita às minhas filhas que moram lá. Quando cheguei apenas formalizei a inscrição na vaga, tendo sido candidato único”, relembra Eliézer Moreira.

Livros

Amante e profundo conhecedor das artes plásticas do Maranhão, ele tem lançado os livros “Arte do Maranhão 1940-1990”, uma edição bilíngue português e inglês editada pelo Banco do Estado do Maranhão em 1994 e “30 anos de arte maranhense – guia de pesquisa”, também pelo Banco do Estado do Maranhão, em 1995, na qual assina a coordenação editorial das obras; como co-autor publicou “Constituição brasileira de 1988”, “Memórias de meu tempo” e “Histórias que os jornais não contaram”, ambos de 2008, publicados pela Universidade Ceuma; “Celso Antonio e o modernismo – um gênio esquecido”, de 2012, que saiu pelo selo da EdUfma; “Memórias de família”, edição do autor, de 2014.

Para este ano prepara “Maranhão Novo”, “Arte plástica no Maranhão” e “Arte plástica Brasileira nos séculos XX e XXI”. Os dois primeiros, já impressos, serão lançados em outubro e novembro respectivamente. “O lançamento de ‘Arte Plástica no Maranhão’ será em conjunto com uma mostra de minha coleção de mais de 260 obras de artistas plásticos do Maranhão e deverá ser no fim de novembro”, adianta o imortal.

Com uma extensa folha de serviços prestados ao Estado do Maranhão, Eliézer Moreira ocupou diversos cargos em vários governos desde a década de 1960 até meados de 1990, quando se aposentou. “Depois que me aposentei me dediquei a escrever sempre no gênero memória e documental, pois de certa forma sou personagem da história do Maranhão e nos meus livros conto não apenas o que vivi, mas apresento o espírito desta época”, diz Eliézer Moreira cujo pai era maranhense de Santa Quitéria.

Para a posse na AML duas das cinco filhas estarão presentes. “Infelizmente não conseguimos conciliar as agendas de todas para que pudessem vir, mas me sinto muito honrado pois ingressar na Academia é uma honra para qualquer maranhense”, frisa Moreira. l

Serviço

O quê

Posse de Eliézer Moreira na AML

Quando

Hoje, às 19h

Onde

Academia Maranhense de Letras, Rua da Paz, Centro