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Infância em São Luís

28 de novembro de 2016

Escritor planeja lançar um livro com referências da meninice na sua terra natal
Empinar papagaios era uma das diversões do escritor (Foto: Reprodução tela "Pipas" de Cândido Portinari)

Empinar papagaios era uma das diversões do escritor (Foto: Reprodução tela “Pipas” de Cândido Portinari)

Cheguei a esta idade cheio de alegria e disposição para escrever mais um livro, onde procuro retratar meus tempos de menino, empinador de papagaios (pipas), na cidade de São Luís, no Maranhão.

Tinha um colaborador que cuidava de manter ativo os papagaios fora das gaiolas. O Tio Bernardo, além de amigo, era cúmplice que ajudava na produção dos papagaios que eu empinava com linha zero tirada da máquina de costura de minha mãe.

Na época da operação (tirar a linha da máquina), ela ficava aborrecida; mas depois se animava com a minha astúcia, pois na verdade, ficava alegre com o uso que eu fazia de suas linhas.

Empinados, nas tardes de verão e nos ventos que vinham do mar, meus papagaios faziam sucesso!

Tio Bernardo estava sempre disposto a me livrar das peraltices que eu vivia praticando e aborrecendo seu Aproniano, meu pai, que não gostava nem um pouco de minhas brincadeiras. Ele não gostava de nada, nem de ninguém, a não ser de dona Mundiquinha, por quem era apaixonado.

O sonho de seu Aproniano: viver em Pinheiro – município onde nasceu e se criou dona Mundiquinha, minha mãe.

Outro sonho dele era que me transformasse em estudante de Direito, para ser advogado em Guimarães, sua terra natal e querida pelo Vovô Severo.

Cresci e acabei não satisfazendo esse seu desejo, pois nunca estudei o bastante para ser “alguém” na família.

Meu querido admirador era vovô Severo, que me queria seguidor da profissão dele: pescador de linha!!!