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Elsior Coutinho na Academia Maranhense de Letras

6 de outubro de 2018

Escritor eleito para ocupar a cadeira 18 na Casa de Antônio Lobo deverá ser empossado entre os meses de março e abril de 2019

O escritor Elsior Coutinho assumirá na AML no ano que vem (Elsior Coutinho)

São Luís – Um novo imortal prepara-se para ocupar a cadeira 18 da Casa de Antônio Lobo. Eleito no mês de setembro com 36 dos 38 votos habilitados, o escritor Elsior Coutinho deverá tomar posse na Academia Maranhense de Letras (AML) entre os meses de março e abril de 2019. O maranhense natural de Coelho Neto, que disputou a vaga com os escritores Salgado Maranhão e Herberth de Jesus Santos, pretende ser um intelectual assíduo e deverá assumir uma postura de aprendiz entre os confrades, pois é o que costuma dizer quando perguntado sobre o privilégio de compor a laureada plêiade de literatos.

“Quero chegar com a disposição de ser um companheiro fraterno e amigo, primando pela boa convivência e contribuindo para ajudar a Casa de Antônio Lobo a cumprir o seu papel de preservar os valores culturais do nosso estado. Quero aprender muito nessa convivência”, frisa o imortal, que herda a vaga antes ocupada pelo poeta Manuel Lopes e cujo patrono é Sousândrade.

Elsior Coutinho, cuja pena, na maioria das vezes, lambisca “petiscos disponíveis na grande mesa temática da vida cotidiana”, prefere evitar as abordagens políticas partidárias. “Escrevo sobre aquilo que observo e desenvolvo conforme a fluidez do acontecimento”, afirma ele, que é autor do romance “Águas e Ventos da Vida e da Morte”, dos contos “O Golpe”, “A Mulher do Piolho” e “Beril Avexadim” e da coletânea de crônicas intitulada “O Polígono e Outras Histórias”, volume no qual são enfeixados alguns de seus textos publicados em jornais ao longo de pelo menos três décadas de colaboração em órgãos da imprensa escrita.

Entre outras coisas, o novo imortal da AML é detentor de títulos e honrarias: “Cidadão de São Luís do Maranhão”, “Grande Oficial da Ordem dos Timbiras”, “Medalha Brigadeiro Falcão da Polícia Militar do Maranhão” e “Medalha do Centenário do Gabinete Militar”. Com 71 anos de idade, o intelectual tem as credenciais para se destacar entre os imortais da AML. Na opinião dele, o Maranhão é um celeiro de poetas e escritores. “Mas o que falta é a difusão da produção literária maranhense em termos de mercado”, lamenta.

O romancista, articulista e cronista é técnico em Contabilidade e aposentado do serviço público estadual. Na Rádio Timbira do Maranhão, emissora oficial do Estado, foi secretário, diretor administrativo, diretor comercial e diretor de rádio-jornalismo. Na Fundação Cultural do Maranhão, foi secretário do Conselho Estadual de Cultura, chefe de gabinete da Presidência em duas gestões e diretor de administração.

Na Assembleia Legislativa, Elsior Coutinho foi assistente técnico parlamentar e assessor da Comissão de Sistematização da Constituinte de 1989. Trabalhou no Governo do Estadonas gestões de Edison Lobão, Roseana Sarney, José Reinaldo e Jackson Lago. No Tribunal de Justiça, foi chefe de gabinete da Presidência nas gestões Antonio Bayma, Milson Coutinho e Cleonice Freire, e secretário-geral do Tribunal Pleno nas gestões Jorge Rachid e Etelvina Gonçalves.