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Dois concorrem à cadeira 9 da AML

16 de Março de 2017

Eleição será hoje, às 17h, na sede da Academia Maranhense de Letras; Manoel Aureliano Neto e Azenate de Oliveira Sousa concorrem à vaga antes ocupada por José Maria Ramos Martins

Manoel Aureliano Neto e Ana Luiza Ferro disputam vaga na AML (Foto: Divulgação)

O juiz de Direito Manoel Aureliano Neto e a professora Azenate de Oliveira Sousa concorrem à cadeira número 9 da Academia Maranhense de Letras (AML), antes ocupada por José Maria Ramos Martins. A eleição será hoje, às 17h, na sede da Casa de Antônio Lobo (Rua da Paz, Centro).

A cadeira 9 tem como patrono Gonçalves Dias e foi fundada por Inácio Xavier de Carvalho, tendo sido ocupada por Catulo da Paixão Cearense e pelo historiador Mário Meireles. A vaga foi aberta com o falecimento, em setembro do ano passado, do acadêmico José Maria Ramos Martins. Nascido em Timon (MA), a 27 de março de 1920, era bacharel em Ciência Jurídica e Sociais e Filosofia. Exerceu diversos cargos públicos, entre os quais a presidência da Aliança Francesa no Maranhão, foi membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, da Academia Maranhense de Letras Jurídicas e do Conselho Estadual de Educação do Maranhão.

Após a morte do ocupante, o presidente da Casa, Benedito Buzar, decretou luto oficial de sete dias e, findado o período é dada como vaga a cadeira e aberto o período de inscrições para os interessados, que têm 30 dias para se inscrever, por meio de carta, na qual deve demonstrar interesse e apresentar currículo e produção literária. Após esta etapa, o presidente nomeou uma comissão formada por três imortais que avaliam se os inscritos têm requisitos para ingressar na AML, o que é feito por meio de parecer com o resultado aos confrades, que homologam o resultado.

Hoje, os membros se reúnem para a votação, que pode ser presencial ou por correspondência. Para ser eleito, o interessado precisa atingir a maioria absoluta dos votos da casa e o processo pode ocorrer em até duas etapas, sendo que na primeira será considerado vencedor aquele que obtiver metade mais um voto. Caso isso não aconteça, ocorre nova contagem e quem obtiver mais votos será eleito. Após a apuração, os votos são incinerados e o resultado é comunicado, via de regra, por telefone. Tradicionalmente, o eleito recebe os confrades em sua casa para uma celebração.

Concorrentes

O juiz de Direito Manoel Aureliano Neto concorre pela terceira vez a uma vaga na Academia Maranhense de Letras. O magistrado já pertence aos quadros das Academias Imperatrizense de Letras e Maranhense de Letras Jurídicas e já concorreu às cadeiras 21, antes ocupada pelo Monsenhor Hélio Maranhão e para a qual foi eleito o escritor, pesquisador e colecionador de obras de arte Eliézer Moreira Filho; e 12, que foi ocupada pelo escritor Evandro Sarney e para a qual foi eleita a escritora Ana Luiza Almeida Ferro.

Manoel Aureliano Neto é bacharel em Direito, especialista em Direito Processual Civil e Direito Constitucional. É professor das Universidades Federal (UFMA) e Estadual do Maranhão (Uema) e da Escola Superior da Magistratura do Estado do Maranhão, magistrado do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Tem publicados os livros “A aplicação dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade nas relações de consumo” (2008), “Juizados Especiais Cíveis e o novo CPC” (2015), “Crônicas e reflexões”, “Canções de uma vida” e em coautoria “Contos de Imperatriz”. “Entrar numa instituição que reúne pensadores e intelectuais não é uma questão de vaidade, mas é participar, trocar experiências e conhecimentos, sobretudo na área da literatura, mas não somente”, disse Manoel Aureliano, da última vez que concorreu à vaga na AML.

“Acho que o sonho de todo escritor maranhense é entrar para a Academia Maranhense de Letras. Sei que não é fácil, mas essa é minha grande vontade”, frisa a professora Azenate de Oliveira Sousa, que concorre pela primeira vez.

Ela é professora de Língua Portuguesa para o Ensino Médio, é bacharel em jornalismo, licenciada em disciplinas do Ensino Médio e Profissionalizante – com habilitação em língua portuguesa e história pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema); pós-graduada em língua portuguesa e literatura pela Faculdade Atenas Maranhense. Tem publicado o livro “Bom demais para ser verdade”, um romance lançado em 2001 e que tem prefácio assinado por Josué Montello. l

Serviço

O quê

Eleição para cadeira 9 da Academia Maranhense de Letras

Quando

Hoje, às 17h

Onde

Sede da AML, Rua da Paz, Centro