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Crônicas de uma terra ensolarada

23 de novembro de 2019

Jornalista Antonio Carlos Lima, ex-diretor de Redação de O Estado, lança “Sob o sol do equador”, coletânea de artigos e crônicas publicadas neste jornal

Jornalista Antonio Carlos Lima é autor de “Sob o sol do equador” (Divulgação)

Coletânea de artigos, crônicas e resenhas sobre a história e a cultura do Maranhão, além de textos de natureza mais pessoal, a maioria dos quais publicados n’O Estado, o livro “Sob o sol do equador”, do jornalista e escritor Antonio Carlos Lima, já está disponível em livrarias da cidade.

Lançado na última edição da Feira Literária de São Luís (FeliS), o livro integra um conjunto mais amplo de obras recém-lançadas pela Academia Maranhense de Letras. Dessa nova leva literária, consta a “Coleção Biblioteca Escolar”, composta, entre outros livros, por 12 volumes da obra dispersa em jornais do historiador Jerônimo de Viveiros (1884-1965). (Veja lista completa no quadro abaixo)

O projeto gráfico de “Sob o sol do equador” é da autoria de Ribamar Silva, e a capa, muito elogiada pela beleza, ousadia e criatividade (um sol nascente, estilizado, em laranja fogo, sobre um fundo negro), é obra do designer Jovelino Furtado.

Em seus textos, de reconhecida qualidade literária, marcados pela sobriedade e elegância, Antonio Carlos Lima faz um passeio pela história do Maranhão, a começar pela fundação de São Luís. O autor põe em relevo os nomes consagrados da cultura estadual: João Francisco Lisboa (1812-1863), Gonçalves Dias (1823-1864), Sousândrade (1833-1902) e Aluísio Azevedo (1857-1913)), além de personagens atualmente esquecidos, como o escultor Celso Antonio de Menezes (1896-1984), o erudito José Antonio de Freitas (1849-1931) e o abolicionista Joaquim Serra (1833-1888).

Entre as crônicas-depoimentos, “Uma história para não esquecer”, em que o autor descreve a sua relação com O Estado, iniciada em 1976, quando foi acolhido como foca pelo então diretor de Redação, o consagrado poeta Bandeira Tribuzi. Em “Fim da tempestade”, outra crônica de caráter intimista, ele evoca o seu passado de estudante em Barra do Corda, onde, com um grupo de colegas do colégio, fundou, no final da década de 70, o jornal mimeografado “O Pássaro”.

Antonio Carlos Lima, que ocupa a Cadeira número 7 da Academia Maranhense de Letras, foi diretor de Redação de O Estado entre 1982 a 1990 e Secretário de Estado de Comunicação Social. Em seguida, dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros (CEB) na Embaixada do Brasil em Santiago do Chile, e chefiou, em Brasília, a área de Comunicação Social do Ministério de Minas e Energia.

“Sob o sol do equador” é a segunda coletânea de crônicas, publicadas na imprensa, e especialmente neste jornal, que o autor transforma em livro. O primeiro, “Além da ilha”, editado em 2003 pela Clara Editora, está esgotado. Pela Cortez Editora, de São Paulo, Antonio Carlos publicou o livro “São Luís, azulejos e poesia”, integrante da coleção Capitais Brasileiras, destinada ao público infanto-juvenil. Sobre a obra atual, diz o autor:

– É um livro despretensioso, uma coletânea de textos de circunstância, cujo único mérito talvez seja o de reunir, em volume, o que foi publicado de maneira dispersa no jornal e no blog “Água de cacimba”, que mantenho na Internet desde o ano passado.

Sem dúvida, uma excelente opção de leitura, que este jornal sugere e recomenda!

Serviço

O quê: livro “Sob o sol do equador” (Edições AML, 2019, 150 p).

Autor: Antonio Carlos Lima

Onde encontrar: Livraria e Espaço Cultural AMEI. São Luís Shopping. Tels: (98) 3251 3744; Livraria Saci Pererê: Rua Virgílio Domingues, 304, São Francisco. Tels: (98) 3215 5042 e 98131 1603; e na Livraria da AML, à Rua da Paz, 84. Fone: (98) 3231 3242. Email: aml@academiamaranhense.org.br).

BIBLIOTECA ESCOLAR DA ACADEMIA MARANHENSE DE LETRAS

1 – QUADROS DA VIDA MARANHENSE, de Jerônimo de Viveiros (Coleção composta dos seguintes livros, que podem ser adquiridos avulsamente: “Franceses e holandeses no Maranhão”; “A Cidade de São Luís e suas circunstâncias”; “À margem da nossa História”; “Da vida literária maranhense”; “Figuras maranhenses”; “Os irmãos Azevedo”; “Humorismo e sátira”; “As bibliotecas públicas de São Luís”; “Política, politicos”; “O Positivismo no Maranhão”; “Recortes da economia maranhense”; e “Velhos jornais do Maranhão”).

2 – “Contos Pátrios”, Coelho Neto e Olavo Bilac.

3 – “Gonçalves Dias – Ensaio biobibliográfico, Josué Montello.

4 – “História do Brasil para Crianças 1”; História do Brasil para Crianças 2”, Viriato Correa.

5 – “Raimundo Correia – Sua vida e sua obra
”, Cônego F. M. Bueno de Sequeira

6 – “Pequeno dicionário de paixões cruzadas”, José Ewerton Neto

7 – “Folhas ludovicenses”, Ana Luíza Ferro

8 – “Um Estudo de Temperamento – Romance Brasileiro”, Celso Magalhães

9 – “O Insólito Sermão de Domingo”, Ivan Sarney

10 – “Artigos definidos”, Alex Brasil

11 – “Mistérios de uma cidade invisível”, Lourival Serejo

12 – “Azulejos em papel jornal”, José Neres

13 – “Histórias que os jornais não contam”, Eliezer Moreira

14 – “Padre Antonio Vieira – Quase uma biografia”, Antonio Abreu Freire

15 – “Sob o sol do equador”, Antonio Carlos Lima.