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Um imortal e suas histórias do cotidiano

26 de junho de 2014

O escritor, professor e pesquisador Sebastião Moreira Duarte será o novo cronista de O Estado e assinará, a partir de amanhã, a coluna Hoje é dia de…, publicada no caderno Alternativo. Ele ocupa o espaço que antes era assinado pelo jornalista e escritor Ubiratan Teixeira, falecido no dia 15 deste mês.

Para Sebastião Moreira Duarte, esta nova etapa será um desafio. “A exemplo do que cantamos no Hino Nacional ‘verás que um filho teu não foge a luta’”, observa o professor.

Para ele, o espaço é uma das plataformas mais significativas da imprensa maranhense hoje. “Por isto mesmo é de grande responsabilidade. Além disso, acredito que suceder não significa exatamente substituir, tenho por convicção que as pessoas são insubstituíveis, pois não são peças de reposição”, diz o professor referindo-se ao cronista Ubiratan Teixeira, seu confrade na Academia Maranhense de Letras (AML).

Sebastião Moreira Duarte chega a O Estado disposto a ocupar o espaço com textos que falem sobre o cotidiano. “O espaço é para a crônica, e é o que pretendo fazer, uma crônica que vive do cotidiano, cotidiano esse que pode ser de agora ou do século passado”.

Na opinião do escritor, o cronista é feito do que sobra de outros gêneros, pois, nas palavras de Sebastião Moreira Duarte, “é um historiador que não faz história; um jornalista que não noticia; um prosador e poeta que não se dedica exatamente a isto …”, filosofa o cronista.

Perfil – Sebastião Moreira Duarte é membro da AML, onde ocupa a cadeira número 1, que tem como patrono Almeida Oliveira e como fundador Barbosa de Godóis. Nasceu no sítio Olho d’Água do Melão, município de Baixio (CE), a 2 de março de 1944. É filho de Cícero Moreira da Silva e Raimunda Alodias Duarte.

Fez o primário (Ensino Fundamental) em Cajazeiras (PB) e o secundário (Ensino Médio) nos Aspirantados Salesianos de Recife, Carpina e Jaboatão (PE). Em São Paulo, frequentou a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena. Abandonando a vida religiosa, radicou-se no Maranhão, a partir de 1965.

Licenciado em Filosofia e Pedagogia, é professor aposentado da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), onde ingressou em 1972. É mestre em Administração Universitária pela Universidade do Alabama e doutor pela Universidade de Illinois, Estados Unidos. Exerceu atividades docentes e administrativas em universidades do Maranhão e da Paraíba. Foi visiting scholar das universidades de San Diego, na Califórnia, e de Illinois (Urbana-Champaign) e professor da Universidade de Tennessee, em Knoxville, nos EE.UU.

Tem diversos trabalhos em periódicos educacionais e literários do Brasil e do exterior. Contribuiu, nos anos 1990, como cronista para a seção Sacada, de O Imparcial, em São Luís (MA). Foi coordenador editorial da Coleção Maranhão Sempre (24 títulos), publicada pela Editora Siciliano (São Paulo), a cargo do Governo do Estado do Maranhão. Há pouco mais de uma década, atua como revisor textual para o Instituto Geia. Continua ativo como docente do ensino superior.

Bibliografia Sebastião Moreira Duarte

– Poesia: Novena de Natal. São Luís: UFMA/Prexae/Funarte, 1977; Canto essencial. Campina Grande: Bruxaxá, 1979; Calendário lúdico. São Luís: Sotaque Norte, 1998.

– Ensaio: O périplo e o porto. São Luís: Edufma, 1990; Estudos sobre o mosaico. São Luís: Edufma, 1992; Epica americana: O Guesa, de Sousândrade, e o Canto general, de Pablo Neruda. Urbana, IL (USA): University of Illinois (este livro, ainda inédito, resulta de tese de doutoramento); A épica e a época de Sousândrade. São Luís: Edições AML, 2002.

– Crônica: Crônicas de Campo Serrano. Campina Grande: Pontaria, 1980.

– Memória: Do miolo do sertão. João Pessoa: Grafset, 1988; (2. ed., Brasília, Senado Federal, 1992; 3. ed., São Luís: Sotaque Norte, 2012).

– Álbuns Históricos (com fotos de Albani Ramos): Brinquedos encantados. São Luís: Instituto Geia, 2003. (Ed. trilíngue: port.-esp.-ingl.); São Luís: Alma e história. São Luís: Instituto Geia, 2007. (Ed. trilíngue: port.-franc.-ingl.); Maranhão: História, cultura, natureza. São Luís: Instituto Geia, 2010. (Ed. trilíngue: port.-franc.-ingl.); Alcântara: Alma e história. São Luís: 2011. (Ed. bilíngue: port.-ingl.).

– Tradução: de John Dewey: Meu credo pedagógico. Campina Grande: Grafset, 1980; de Peggy Sharpe: Espelho na rua: a cidade na obra de Eça de Queirós. Rio de Janeiro: Presença, 1989; de Roberto Malighetti: O Quilombo de Frechal. Brasília: Edições do Senado Federal (v. 81), 2007.

– Edição de Texto, com Introdução e Notas: Padre Mestre Inácio Rolim, do Pe. Heliodoro Pires. (Teresina: Gráfica e Editora Estado do Piauí, 1991); Extrato de gramática grega, do Padre Inácio de Sousa Rolim. Teresina: Halley, 1993; Noções da história natural, do Pe. Inácio de Sousa Rolim. Teresina: Halley, 1993; Virgílio brasileiro (1º v. Bucólicas e Geórgicas), de Manuel Odorico Mendes, São Luís: Edufma, 1995; Antologia poética, de José Chagas. São Luís: Edufma; Rio de Janeiro: Topbooks, 1998; Traduções de Voltaire (tragédias Mérope e Tancredo). São Luís: Edições AML, 1999; Vida e obra do Padre Rolim (contendo o Extrato de gramática grega e Noções da história natural, do Pe. Inácio de Sousa Rolim, e O educador dos sertões, de Deusdedit Leitão, com prefácio de SMD. Brasília: Senado Federal, 2000; As armas e os barões assassinalados. São Luís: Sotaque Norte, 2000; A Balaiada, de Astolfo Serra. 3. ed. São Luís: Instituto Geia, 2008; Memórias e Memórias inacabadas, de Humberto de Campos. São Luís: Instituto Geia, 2009; Diário secreto (2 v.), de Humberto de Campos. São Luís: Instituto Geia, 2010; Dr. Bruxelas & Cia, de Fulgêncio Pinto. São Luís: Instituto Geia, 2013.

– Discursos e conferências: Na Casa de Antônio Lobo (com José Chagas). São Luís: Edições AML, 1998. Posse na Academia Maranhense de Letras (com José Maria Cabral Marques). São Luís: Edições AML, 2002; Na Casa dos Cem Anos (com Carlos de Lima). São Luís: Edições AML, 2008; Padre Inácio Rolim, ontem e hoje. São Luís: Sotaque Norte, 2010; A José Sarney, em seus 80 anos. São Luís: Edições AML, 2012.