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Academia Maranhense de Letras

Benedito Buzar

Cadeira beneditobuzar


Um Avô Octogenário

31 de dezembro de 2017

“Envaideço-me de chegar à fase octogenária, sem os problemas específicos e inerentes à longevidade a que devo a três fatores: 1) o bem-sucedido casamento com Solange, com a qual vivo em harmonia e felicidade há 50 anos; 2) o convívio com a mocidade ao longo de 30 anos, na condição de professor universitário; 3) e a falta de tempo para pensar na velhice”

Deus, além de me conceder a ventura de chegar a 2018 desfrutando de excelentes condições de vida e de invejável saúde, me dará a oportunidade ímpar de comemorar este ano três importantes eventos.

O primeiro ocorrerá a 17 de fevereiro vindouro, quando completarei oitenta anos de existência, trajetória de vida que começou em 1938, em Itapecuru-Mirim, sendo o primeiro de uma prole de oito filhos.

Vim ao mundo numa época difícil e conturbada, pois a humanidade sofria com a deflagração da II Guerra Mundial. Na minha cidade, não havia médicos e nem hospital, mas contava com uma competente parteira, Agostinha, que conduziu o trabalho do meu nascimento sem nenhuma anormalidade.

Tive a minha vida dividida entre Itapecuru, São Luís e Rio de Janeiro. Em Itapecuru, passei a infância e fiz o curso primário no então Grupo Escolar Gomes de Sousa; em São Luís, desfrutei da adolescência como estudante do Colégio dos Irmãos Maristas e no Liceu Maranhense; no Rio de Janeiro, iniciei a minha atividade universitária, concluída em São Luís, na Faculdade de Direito, bem como a militância política, que me levou à Assembleia Legislativa, em plena mocidade, e depois ao jornalismo.

Envaideço-me de chegar à fase octogenária, sem os problemas específicos e inerentes à longevidade a que devo a três fatores: 1) o bem-sucedido casamento com Solange, com a qual vivo em harmonia e felicidade há 50 anos; 2) o convívio com a mocidade ao longo de 30 anos, na condição de professor universitário; 3) e a falta de tempo para pensar na velhice.

O segundo evento diz respeito à minha militância na imprensa maranhense, começada a 13 de março de 1968, portanto, há cinquenta anos, a convite do poeta e amigo Bandeira Tribuzi, para inaugurar uma coluna no antigo Jornal do Dia, assinada com o pseudônimo de J. Amparo.

Era uma coluna repleta de assuntos de variados, mas, no correr do tempo, mudou de rumo e assumiu o caráter político, levando-me a dispensar o pseudônimo e assinar o meu próprio nome. Por mais de dez anos, Roda Viva, assim intitulada, virou mania na cidade.

Depois do Jornal do Dia, passei boa temporada em O Imparcial, de onde migrei para O Jornal, o primeiro veículo de comunicação impresso no Maranhão em policromia, no qual o seu fundador, jornalista Cordeiro Filho, incumbiu-me de escrever uma página só de assuntos políticos. Após essa peregrinação pelos principais jornais de São Luís, cheguei ao Estado do Maranhão, a princípio como colaborador, quase sempre anônimo, condição que perdi ao assumir a coluna Roda Viva, editada nos finais de semana.

O terceiro evento não se refere ao passado, mas ao futuro, pois acontecerá nos primeiros dias de janeiro de 2018: o nascimento da neta, LUÍSA, que o meu abençoado filho Rodrigo e a minha querida nora, Melissa, vão a dar a mim e a Solange.

Que a minha neta chegue sob o signo da felicidade e da esperança de ver este país livre dos sobressaltos do presente e pronto para dar um salto radioso e iluminado na direção do futuro.

Peço a Deus que prolongue um pouco mais a minha existência, a fim de eu poder acompanhar os passos de Luísa nessa longa estrada da vida, a ser percorrida por ela com firmeza, sabedoria e determinação, tendo como bons exemplos os legados pelos seus pais e avós.

As certezas de 2018

Por causa das eleições, que vão acontecer no Brasil, 2018 está sendo considerado pelos profetas do apocalipse como “O ano das incertezas”.

Sem entrar no mérito da questão, tenho a impressão de que, no Maranhão, as certezas, ainda que óbvias, como as abaixo discriminadas, se imporão e deixarão as incertezas para trás. Leiam e vejam se concordam ou discordam.

– Os hospitais continuarão insuficientes para atender à demanda das pessoas necessitadas de atendimento médico.

– Os colégios, também, não serão capazes de absorver a grande quantidade de crianças em idade escolar, e os professores, por sua vez, à falta de treinamento e de conhecimento, contribuirão sobremodo para caotizar o ensino.

– Crimes e criminosos devem crescer em proporção geométrica e as unidades carcerárias em proporção aritmética.

– Inobstante as intervenções da Prefeitura, o trânsito só fluirá com tranquilidade quando os motoqueiros deixarem de infringir as regras do tráfego.

– O setor da construção civil deve manter sua maior participação no PIB maranhense, construindo imóveis de luxo na Península da Ponta D’Arei, o setor mais valorizado da cidade do ponto de vista imobiliário. A despeito disso, algumas construtoras poderão abandonar o mercado por causa da inadimplência.

– Os casamentos entre homossexuais aumentarão sensivelmente.

– As eleições majoritárias para o Governo do Estado só serão definidas no segundo turno.

– Na luta pela conquista dos fiéis, os evangélicos se mostrarão mais audaciosos do que os católicos.

– Por causa do desgaste político, haverá grande renovação na representação do Maranhão na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.

Mulher maranhense

Uma jovem maranhense, de 24 anos, nascida na cidade de João Lisboa, que trabalha e mora em São Paulo, domina a mídia paulistana, neste final de ano.

Registrada com o nome de Elyanara Almeida Feitosa Bonfim, conhecida como Nara Almeida, passou a ser alvo de popularidade por conta da internet. Mais de 40 mil seguidores acompanham a sua rotina diária de vida ao anunciar a luta que trava contra um câncer maligno no estômago com metástase no peritônio e no pâncreas, tumor raríssimo em mulheres com menos de 25 anos.

A destemida batalha para viver e livrar-se da insidiosa doença, chamaram as atenções de gente famosa, como as celebridades Adriane Galisteu, Antônia Fontenelle, Marco Antônio de Biaggi e Tatá Werneck, que se solidarizaram com o caso da jovem maranhense e estão a ajudá-la.

Setenta anos

Caberá ao ex-deputado Manoel Ribeiro, depois do réveillon, a prerrogativa de abrir a temporada das festas comemorativas e programadas para São Luís em 2018.

O evento, que acontecerá no Iate Clube, será em homenagem aos seus setenta de bem vividos anos, que completa no dia sete de janeiro.

Manoel pretende festejar não apenas a sua mudança de idade, mas, também, o relançamento de sua candidatura a deputado estadual, cargo que pretende exercer para ajudar Roseana a fazer um bom governo no Maranhão.

O ex-presidente José Sarney confirmou presença no evento festivo, tanto que só retorna a Brasília no dia 10 de janeiro.

Romário e João Alberto

A vida política e o mandato do senador Romário dependem do senador João Alberto.

Após o recesso parlamentar deve chegar às mãos do parlamentar maranhense um importante documento, para servir de base à decisão do Conselho de Ética do Senado: o parecer da Advocacia do Senado sobre o pedido de cassação do mandato de Romário, feito pelo ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Mesmo que o parecer seja pela extinção do mandato do ex-jogador, dificilmente o Conselho de Ética, presidido por João Alberto, o aprovará.

Domicílio eleitoral de Sarney

Depois de vários anos votando no Amapá, para onde transferiu o domicílio eleitoral e se candidatar ao Senado da República, o político José Sarney retorna às origens.

Nas eleições de 2018, em que Roseana e Sarney Filho disputarão os cargos majoritários de governador e de senador, o ex-presidente da República, estará devidamente habilitado a votar em São Luís.

Sarney desistiu, mesmo diante de milhares de apelos, de sua candidatura a senador pelo Amapá, estado que lhe deu três mandatos no Senado da República.

Campeãs de vendas

O comércio instalado no centro da cidade, mesmo enfrentando a vigorosa concorrência dos shoppings, ainda não perdeu a sua vitalidade.

Dentre as lojas instaladas na Rua Grande e adjacências, duas foram imbatíveis em matéria de vendas, neste final de ano.

Na Rua Osvaldo Cruz, a Casa Freitas; na Rua de Santana, a loja Cantinho Doce. Noventa por cento do faturamento de ambas veio de produtos importados da China.