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Academia Maranhense de Letras

José Carlos Sousa Silva

Cadeira 33


Panteon Maranhense

22 de dezembro de 2018

O Panteon Maranhense já foi, recentemente, restaurado, o que é, sem dúvida, motivo de muitos aplausos aos seus restauradores, pois se trata de um palco cultural muito importante para o povo em geral.

Trata-se de uma obra inicial do escritor genial Antônio Henrique Leal, que nasceu em 24 de julho de 1828, na localidade, hoje, município de Cantanhede, no Maranhão, e faleceu no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1885.

Ele é o patrono da Cadeira nº 10, da Academia Maranhense de Letras, hoje, ocupada pelo membro efetivo, Dr. Sebastião Barros Jorge.

Como historiador literário e biógrafo ele escreveu o livro que lhe valeu consagração: “O Panteon Maranhense.” Assim, ele conseguiu apresentar a muitas gerações as biografias de muitos ilustres maranhenses nas letras e nas ciências. Ele é considerado enriquecedor da historiografia brasileira em ensaios eruditos.

Colaborou, em muito, ativamente, no “Seminário Maranhense.” É considerado um dos fundadores e um dos colaboradores de jornais no Maranhão e que receberam muitos elogios por expressarem realmente muita inteligência cultura.

Agora, mais que antes, o Panteon Maranhense merece e exige proteção completa. Não é admissível que seja danificado.

Ele tem uma história longa e expressa figuras que devem ser intocáveis, nunca danificadas, porque demonstram o passado construído pelos bons e melhores seres humano.

O povo maranhense está aí e vivendo o seu presente de forma digna e merecendo sempre muito respeito. O seu passado revela a grandeza da sua inteligência e de sua cultura somente fazendo o bem e o melhor.

O Panteon Maranhense é o retrato perfeito de um passado no qual as pessoas dignas do crescimento constante na literatura, nas artes e nas ciências, mereceram e merecem até hoje aplausos de multidões.

Os que administram o Panteon Maranhense devem estar olhando para ele e não deixarem que seja agredido ou danificado por desordeiros e agressivos aos bens alheios.

Peço ao povo que visite o Panteon Maranhense e nele perceba a sua grandeza e a sua beleza histórica.

O Panteon Maranhense foi criado para perpetuar a memória sobre pessoas ilustres.

Os que nele estão mencionados muito fizeram para o merecimento de muitas homenagens. É um palco histórico e nele estão os merecedores de eternos aplausos.

Os jovens e as jovens maranhenses, especialmente, devem freqüentar, repetidas vezes, o Panteon Maranhense, pois nele estão as imagens perfeitas das pessoas que sempre souberam viver. Não lutaram para ter. Lutaram, sim, para ser, membros importantes nas artes, na literatura, na história, e nas ciências. Assim, estão na eternidade.

Eu não sou do Panteon Maranhense, porém nele quero estar e nele ficar para sempre.

Ele é um lindo palco. Tem valor histórico e por isso merece estar sempre bem cuidado.

José Carlos Sousa Silva

Advogado, jornalista e professor da UFMA e Universidade Ceuma. Mestre em Direito pela UnB. Membro da Academia Maranhense de Letras

E-mail: jcss@elo.com.br