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Academia Maranhense de Letras

Joaquim Haickel

Cadeira 37


Planos para a eternidade

15 de agosto de 2020

Toda essa loucura que tem sido a pandemia de Covid-19 e os falecimentos de alguns de meus queridos amigos, me fez pensar sobre como eu desejo ser velado e como eu gostaria que minha matéria transplantasse o portal do tempo. Lembrei que meu pai, em algum momento, havia dito que gostaria de ser cremado, porém na comoção de sua morte nem nos lembramos disso. Sinto que falhei com ele nesse aspecto. Lembrei também da dedicatória que li ainda garoto, na primeira página daquele que considero ser o melhor livro escrito por um brasileiro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, onde o […]


José Carlos Sousa Silva

Cadeira 33


A democracia é regime político do povo

15 de agosto de 2020

A Democracia é regime político em que há autodeterminação e soberania do povo, que, por sua maioria e em sufrágio universal, escolhe livremente os seus representantes políticos. O filósofo Plantão assim sempre ensinou: “A democracia divide-se em liberal e social. A República é a sua realização”. República é uma das formas de organização política do Estado, onde o povo tem soberania e elege, diretamente, os seus representantes nos Poderes Executivo e Legislativo, que, no país inteiro, devem ser dirigidos e completamente exercidos, nas suas atribuições constitucionais, em benefício do povo. Está determinado no artigo 1º da Constituição brasileira o seguinte: […]


Natalino Salgado

Cadeira 16


E se deixasse de haver ciência?

15 de agosto de 2020

Entre obras universais, no Simpósio sobre Pandemia e Literatura da ANM, chegou a vez de o confrade J JCamargo fazer a projeção destes tempos, na obra Ensaio sobre a Cegueira. Camargo pensou a incerteza sob o “se” de três obras de José Saramago: se todos ficassem cegos – de Ensaio sobre a cegueira; se todos votassem em branco- de Ensaio sobre a lucidez; e se ninguém morresse mais -de As Intermitências da morte. Único escritor português com o Nobel de Literatura, Saramago produz a parábola moderna, por meio da qual Camargo refletiu sobre este mundo tão convulsionado pela Covid-19 e […]


Ceres Costa Fernandes

Cadeira cerescostafernandes


No tempo da delicadeza

15 de agosto de 2020

Morrer, verbo definitivo. Não há esta categoria de verbo. Eu a invoco agora. Não há nada tão definitivo quanto a morte. Não há morte passageira: Vou ali morrer um pouquinho e daqui a três meses volto ou Decidi morrer por dois anos, tempo certo para dar uma folga a minha imagem, escapar de umas dívidas, esfriar um bate boca familiar… Seria bom. Mas não, sabemos que o interrompido não se reatará jamais. Nós, os humanos, centenas de milhares de anos morrendo, ainda não nos acostumamos com a inexorabilidade da morte e, a cada uma, sofremos o mesmo impacto que deve […]


Benedito Buzar

Cadeira beneditobuzar


Waldemiro Viana e Milson Coutinho

15 de agosto de 2020

A Academia Maranhense de Letras é uma instituição que reúne figuras da intelectualidade, com o objetivo defender as tradições culturais de nossa terra. Quem se elege para aquele sodalício, seja através de eleição disputada ou consensual, sabe que vai fazer parte de uma confraria sustentada na solidariedade, na fraternidade e no respeito às individualidades. Desde que ingressei na Casa de Antônio Lobo, a 10 de agosto de 1990, portanto, há trinta anos, jamais assisti algum ato praticado por um confrade afrontoso à instituição ou para macular o relacionamento reinante entre os seus integrantes. Por conta desse clima saudável e fraterno, […]


Ewerton Neto

Cadeira 11


WALDEMIRO VIANA E MILSON COUTINHO

14 de agosto de 2020

Estava dia 4, pela  manhã, no  velório do confrade  Waldemiro Viana para me despedir de corpo presente, em oração e afeto,  do amigo escritor que partia em definitivo, quando recebi outra triste notícia, o também confrade e amigo MIlson Coutinho acabara de falecer. Num ambiente de Pandemia onde  os cuidados protetivos não são suficientes para servir de escudo contra o extravasamento da sensação de impotência e fragilidade humana, imagine a repetição dessa pungente sensação com novo impacto de melancolia e saudade. Permaneci no centro da cidade até chegar o momento de repetir, mais tarde,  a mesma jornada de despedida, desta […]


Benedito Buzar

Cadeira beneditobuzar


Os maranhenses e Lord Cochrane

8 de agosto de 2020

Na semana passada, abordei um episódio histórico, que merece ser devidamente esclarecido a respeito da verdadeira data da Adesão do Maranhão à Independência do Brasil: 20 ou 28 de julho de 1923. Para complementá-lo, nada mais oportuno do que tratar da rumorosa participação do militar escocês, Thomas Alexander Cochrane, mais conhecido por Lord Cochrane, considerado herói e vilão, mas contratado por D. Pedro para livrar o nosso país do jugo colonialista português. Lord Cochrane na América O almirante escocês notabilizou-se na Marinha inglesa no período das guerras napoleônicas, nas quais ganhou fama e contratos em vários países da América do […]