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Academia Maranhense de Letras

Ewerton Neto

Cadeira 11


O que ficou de um Oscar

2 de março de 2019

A cerimônia do Oscar tornou-se um evento global que, embora cafona e previsível, continua a arrebatar plateias no mundo inteiro. A tendência é que continue assim por muito tempo. Mesmo não tendo assistido aos filmes em disputa, somos capazes de estabelecer nossas preferências  a partir do roteiro resumido, dos atores em ação ou pela memória do que já vimos, através da qual estabelecemos nossa conexão com o filme. Basta então sentar diante da TV para, conscientemente ou não,   estabelecermos torcidas e aspirações. Destaco do que vi:. 1.Torcia para que Glenn Close fosse premiada com o Oscar de melhor atriz. Sou […]


José Carlos Sousa Silva

Cadeira 33


O dever de todas as pessoas

2 de março de 2019

Cada pessoa no mundo inteiro precisa estar consciente de seus direitos e também dos seus deveres e agir sempre de conformidade com o que cada um deles lhe apresenta. No artigo 227 da Constituição da República Federativa do Brasil está assim explicitado: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo, de toda forma de negligência, […]


Natalino Salgado

Cadeira 16


A singularidade de Monteiro Lobato

2 de março de 2019

Um dos mais criativos – e polêmicos – escritores brasileiros teve suas obras agora passadas ao domínio público, 70 anos após a sua morte. Trata-se de Monteiro Lobato, autor nascido no interior de São Paulo e que criou o mítico mundo do Sítio do Pica-Pau Amarelo, que povoa de boas lembranças o imaginário daqueles que tiveram na infância a companhia de Dona Benta, Tia Anastácia, Visconde de Sabugosa, Narizinho, Pedrinho e Emília. Monteiro Lobato foi capaz de criar personagens universais, mas sua obra teve o mérito de falar de um Brasil inocente, onde crianças conviviam com as saudáveis brincadeiras de […]


Benedito Buzar

Cadeira 13


Maranhão ou Maranhãozinho?

2 de março de 2019

“À medida que a opinião pública tomava conhecimento do cargo e de seu ocupante, concluía que a grande maioria do primeiro escalão de Flávio não emanava dos conhecidos e viciados quadros partidários, mas de um exército de jovens profissionais liberais, marinheiros de primeira viagem na vida pública” No seu primeiro mandato, o governador Flávio Dino não anunciou de uma só vez, como os antecessores costumavam fazer, a equipe de trabalho que o ajudaria a gerir a máquina administrativa do Maranhão. Lembro da curiosidade reinante nos meios políticos e jornalísticos, dias antes da posse, com relação aos nomes que subiriam as […]


Ewerton Neto

Cadeira 11


Capetas, exorcismo e presidência

24 de fevereiro de 2019

PRE-HISTÓRIA DO EXORCISMO Alguns religiosos-cientistas acreditam que o Universo tenha começado por causa do exorcismo (ou melhor, pela falta dele). Aporrinhado com as chateações do Satanás, e sem ter acesso aos cursos espanta-demônios que somente começaram a existir neste século,  Deus teria resolvido criar o Mundo para se ver livre do capeta em definitivo. Meio como quem diz:  “Toma, pega tudo isso aí, te diverte, mas me deixa em paz!” As labaredas quilométricas e as temperaturas altíssimas durante o big-bang  típicas de um inferno em expansão seriam a prova mais cabal disso.  Somente bilhões de anos após,  ao acordar,  o […]


Carlos de Lima

Cadeira 07


A polêmica dos cegos

23 de fevereiro de 2019

O duelo entre Machado de Assis e o maranhense Joaquim Serra “Qual dos dois cegos mais sente/ O penoso estado seu:/ O que cegou por desgraça,/ O que cego que já nasceu?” Em torno dessa intrigante questão, formulada pelo jornal fluminense A Marmota aos seus leitores, o então aprendiz de tipógrafo e aspirante a poeta Joaquim Maria Machado de Assis travou, aos 19 anos, sua primeira discussão pública, ao enfrentar outro Joaquim Maria, o maranhense Joaquim Maria Serra Sobrinho, de 20 anos – mais tarde um de seus mais diletos amigos – , no episódio que ficou conhecido como “a […]


Joaquim Haickel

Cadeira 37


Carta aberta ao presidente Jair Bolsonaro

23 de fevereiro de 2019

Prezado Presidente, Sou Joaquim Haickel, maranhense, casado, empresário, escritor e cineasta. Fui político durante 32 anos, tempo em que exerci mandatos de deputado estadual, deputado federal constituinte e secretário de estado. Devo lhe dizer que na eleição de 2018 não iria votar no senhor, minha intenção era votar em um candidato mais preparado para enfrentar os imensos desafios que esses tempos complicados e difíceis exigiriam de um presidente. Poderia votar no Meireles, mas a eleição era pra presidente e não para ministro da Economia! Minha esposa tentou cabalar meu voto para Amoedo, mas disse a ela que ele não decolaria. […]