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Academia Maranhense de Letras

Benedito Buzar

Cadeira beneditobuzar


O secretário que brilha pela ausência

18 de maio de 2019

“Como escrito nas estrelas, o secretário da Cultura estava ausente da cidade e fazendo o que mais gosta: viajar para dentro e fora do Brasil, às custas de recursos públicos. Este é o homem que o governador Flávio Dino encontrou para cuidar de assuntos relativos ao nosso patrimônio histórico, artístico e cultural”

Ao renunciar ao cargo de governador, Epitácio Cafeteira se desincompatibiliza para ser candidato ao Senado, em outubro de 1990, ato que permite ao vice, João Alberto de Sousa, assumir o comando do Estado por 11 meses e à frente do qual dá um show de competência e capacidade de trabalho.

Naquela curta, mas fecunda gestão de João Alberto, ocupei o cargo de secretário da Cultura, realizando marcantes ações em prol das atividades culturais do Estado, destacando-se uma obra em Itapecuru Mirim, que precisava da minha participação, como filho da terra.

Tratava-se de recuperar o antigo prédio da cadeia pública da cidade, onde anteriormente funcionou a Câmara Municipal e depois a delegacia policial, à frente da qual foi enforcado o famoso Cosme Bento das Chagas, conhecido por Negro Cosme, um dos líderes da Guerra da Balaiada.

Para recuperá-lo, imediatas e corajosas ações deveriam ser executadas, com o fito de reverter uma situação que se antevia insustentável e evitar que um imóvel secular, emblemático do ponto de vista arquitetônico e tombado pelo Patrimônio Histórico, virasse escombros.

Como primeira providência, convenci o governador João Alberto a visitar a Itapecuru para ver ao vivo o estado de abandono em que se encontrava o velho prédio, que demandava rápidas e eficientes reformas.

Sensibilizado com o que viu, o governador assinou ordem de serviço para recuperar a centenária cadeia pública, na qual, após a conclusão dos serviços e das festividades de inauguração, instalou-se a Casa de Cultura de Itapecuru, o que aconteceu no final de 1990.

Devido às intempéries, aquele templo de cultura, ao longo do tempo, sofreu outras reformas. A mais recente ocorreu no atual governo, sob a responsabilidade da secretaria da Cultura, que preparou um projeto, convém salientar, mais amplo, fazendo incorporar-se ao imóvel antigo uma nova área até então ociosa e destinada às apresentações populares e folclóricas.

Com as rigorosas chuvas deste ano, o telhado do novo espaço folclórico, construído sem os devidos cuidados e atabalhoadamente, veio literalmente abaixo, só não causando danos fatais porque o temporal ocorreu na plenitude da madrugada.

Ao saber do sinistro evento, causado por um serviço mal feito, certamente uma empresa de construção civil inidônea, procurei o apagado secretário da Cultura para saber o que a direção da SECMA deflagrara para minimizar o estrago de uma obra que não exigia ingentes trabalhos e nem recursos vultosos.

Como escrito nas estrelas, o secretário da Cultura estava ausente da cidade e fazendo o que mais gosta: viajar para dentro e fora do Brasil, às custas de recursos públicos.

Este é o homem que o governador Flávio Dino encontrou para cuidar de assuntos relativos ao nosso patrimônio histórico, artístico e cultural, do qual se diz à boca pequena que ao ser nomeado para tão importante cargo, um jornalista quis saber o nome do renomado jornalista maranhense, perpetuado numa estátua de bronze e sentado na principal praça da cidade. Para decepção dos circunstantes, a resposta foi o silêncio do homem da Cultura.

Como não o encontrei, pedi à sua secretária que registrasse um pedido de audiência, que esperei ansiosamente por mais de trinta dias, mas não obtive qualquer resposta, prova cabal e inequívoca da falta de consideração a um conceituado e respeitado cidadão itapecuruense, ex-secretário da Cultura, e membro e presidente da Academia Maranhense de Letras.

Para finalizar, um aviso ao trepidante globetrotter da cultura tupiniquim: se continuar de braços cruzados, como é de seu costume, com relação à recuperação da Casa da Cultura de Itapecuru, que se prepare para responder na Justiça por tão inominável omissão.

Bons tempos aqueles

Leio no Diário Oficial, de 8 de julho de 1906, portanto, há 113 anos, essa preciosa informação e emitida pelo governador da época, Dr. Benedito Leite.

“O Sr. Governador do Estado estará em palácio à disposição das pessoas que precisarem falar-lhe, de 2 até 4 horas da tarde, todos os dias úteis, com exceção das quintas-feiras. Para negócio urgente, Sua Excelência poderá ser procurado em qualquer dia e a qualquer hora.”

A gente daquela época era feliz e não sabia.

Braid devagar

Todas as pesquisas, confiáveis ou não, afirmam que se a eleição fosse hoje, o deputado Eduardo Braid seria com tranquilidade o sucessor do prefeito Edivaldo Holanda.

Talvez seja por causa dessa vantagem sobre os concorrentes, que Braid vem se omitindo de apontar e criticar os problemas de São Luís, que são tantos, graves e ostensivos.

Por mais que seja o favorito e esteja folgadamente na pole position da corrida sucessória, Braid não pode ficar omisso ou calado diante de questões que afetam diretamente a população.

Terceira cirurgia

Pela terceira vez, Mauro Fecury viajou, na semana passada, às pressas para São Paulo, a fim de submeter-se a urgente processo cirúrgico.

Graças à ajuda de Deus e da participação competente da equipe médica do Hospital Sírio Libanês, Mauro, bravamente, enfrentou, com sobriedade, um problema ortopédico que vem dos tempos de jovem.

Para alegria dos familiares e amigos, nos próximos dias, retorna a São Luís, para dar continuidade à grande obra educacional que construiu no Ceuma.

Duarte como alvo

Essa maldosa campanha contra o jovem deputado Duarte Junior, não repercutiu junto à opinião pública, haja vista à excelente cotação nas pesquisas à sucessão de prefeito de São Luís.

Duarte, que só perde, em matéria de posição política, para o deputado Eduardo Braid, o qual, propositadamente vem se esquivado de participar dos problemas que afetam a cidade, fato que favorece o ex-dirigente do Procon e o deixa numa zona confortável, principalmente junto aos setores mais identificados com a sua cronologia e os problemas de seu tempo.

Você decide

Ainda repercute a reunião realizada em Brasília, que contou com a presença do Presidente Jair Bolsonaro e dos governadores estaduais.

Dizem que naquela reunião, o governador Flávio Dino chegou atrasado propositadamente e com dois objetivos.

Primeiro, interromper a reunião para atrair as atenções dos que dela participavam ou a assistiam pela televisão.

Segundo, para não ter de apertar a mão do Presidente da República, ao qual não dedica apreço e nem deseja dele se aproximar.

Produto mais vendido

Dou um doce para quem souber o produto mais vendido no comércio de São Luís, para presentear as mães.

Quem apostou em flores ganhou. Este ano, elas foram mais procuradas do que o peru no Natal e o bacalhau na Semana Santa.

O TJ também

Não foi somente a Assembleia Legislativa que antecipou as eleições da sua Mesa Diretora e prorrogou o mandato de seus ocupantes até 2022.

Antes da Assembleia, o Poder Judiciário realizou procedimento da mesma natureza, antecipando as eleições da Mesa Diretora para o mês de março deste ano, que prorrogou os mandatos dos atuais diretores até abril de 2020.

Conchavo a três

O fato de o Maranhão ter tido recentemente três governadores – Flávio Dino, Carlos Brandão e Othelino Neto, nos transporta para os idos de janeiro de 1965.

Para não passar o Governo a José Sarney, o governador Newton Bello o transferiu para o vice, Alfredo Duailibe, que, por sua vez, afastou-se do cargo por dois dias, para permitir ao então presidente da Assembleia, Aldenir Silva, visitar Caxias, com a faixa e tudo a que tinha direito, e ser homenageado pelos conterrâneos.

Filhos de Bolsonaro

Como dizia o poeta Vinicius de Moraes: “Filhos? Melhor não tê-los, mas se não tê-los, como sabê-los.”