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Academia Maranhense de Letras

Sálvio Dino

Cadeira 32


“O Batalha” do sitio Novo-Amarante – II

25 de agosto de 2015

Ao prezado amigo Dr. Tarciano Gomes

“os habitantes das terras cortadas pelas encostas da histórica serra (musculoso braço da Cinta), sempre sonharam com uma melhor, mais proveitosa comunicação entre Amarante e Sitio Novo

Um acontecimento histórico-geográfico emocional narrei, na última crônica das terças. Carreguei nas tintas: Serra da Desordem. Um prolongamento da Serra da Cinta. Nos idos de 1813, ocorreu violento conflito armado entre índios e sertanistas, ocasião em que morreram muitos brancos e nativos. E, o palco dessa dolorosa chacina, foi o Riacho logo batizado de – “BATALHA”, situado no sopé da tal serra do velho Grajaú.

Pois bem. No andar da carruagem – “O BATALHA”, ficou esquecido e seco da silva lima. Seu ninga sabia que o afluente do Rio Santana fora palco de tão sanguinolento MASSACRE. Velhos moradores daquelas bandas se queixavam de quando em quando, nas noites enluaradas ouviam – pisadas … correrias…gritos de guerra… de “cabocos” subindo, descendo a serra grande e fundos gemidos de “cabras’ dos Pastos Bons: “socorro, não me matam, pelo amor de Deus”.

Com o passar do tempo, a região cresceu, ficou bem povoada. Vieram as atividades agrícolas, boas fazendas de gado. Com o passar dos anos, surgiram os empreendedores, cresceram e progrediram, mas sempre vivendo num “baixão”, digno de melhor sorte, de um olhar mais carinhoso, mais humano. Por que? Porque os habitantes das terras cortadas pelas encostas da histórica serra (musculoso braço da Cinta), sempre sonharam com uma melhor, mais proveitosa comunicação entre Amarante e Sitio Novo, Municípios, cabeças econômicas — duma área geográfica – que os historiadores telúricos chamam de – Terras Férteis e Aproveitáveis, mas não olhadas numa ponta ou num elo da Grande Cadeia Produtiva que liga ao Tocantins e fazendo conexão com esse mundão de meu Deus.

Eis, que, agora, a tão promissora geografia do Batalha, como a Ave Grega (fenix) está ressuscitando de suas próprias cinzas. Como assim? Um novo “Batalha” em função de uma nova batalha bem diferente da acontecida no passado, está surgindo por essas bandas tocantinas: a implantação de um sistema rodoviário vocacionado a fortalecer o Estado, em toda a sua plenitude.

Ainda da porteira pra dentro: as novas políticas públicas desenvolvimentistas, estão chegando. E, quem isso não entender, corre o risco de pagar um preço alto e perder o melhor, que ainda está por vir.