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Academia Maranhense de Letras

Jomar Moraes

Cadeira 10


Marcos históricos de São Luís – III

29 de julho de 2015

1855 – A Rua Grande é completamente calçada.
– Criação do Cemitério do Gavião.

1856 – Companhia do Anil fica responsável pelo abastecimento de água em São Luís por 20 anos.

1861 – Aparece em São Luís o “Parnaso maranhense”, reunião de 52 poetas.

1866 – Sotero dos Reis inicia a publicação de seu “Curso de literatura portuguesa e brasileira”, em 5 volumes.

1869 (11 de abril) – morre a matriarca ludovicense Ana Joaquina Jansen Pereira Leite, a conhecida Donana Jansen, nascida em 1787.

1870 – Publicação do “Dicionário histórico-geográfico da Província do Maranhão”, de César Augusto Marques.

1873 – Erigida a estátua de Gonçalves Dias no Largo dos Amores, com grande solenidade, a 7 de setembro. Parte das festas em homenagem a Gonçalves Dias por ocasião da colocação de sua estátua, acha-se relatada no tomo III do “Panteon maranhense”, de Antônio Henriques Leal.
– O desembargador José Cândido de Pontes Visgueiro, sexagenário alagoano que viera servir em São Luís, no Tribunal da Relação do Maranhão, possuído de avassaladora demência lúbrica pela bela mulata Maria da Conceição, popularmente chamada Mariquinhas, atraiu-a ao sobrado de sua residência, onde a assassinou, e com a ajuda de um empregado e um amigo, soldou o caixão em que a vítima foi enterrada no quintal.

1876 – Dona Ana Rosa Ribeiro, esposa do Dr. Carlos Fernando Ribeiro assassina a garfadas o escravinho Inocêncio, crime que ficou conhecido como o da Baronesa de Grajaú, em razão do título nobiliárquico posteriormente conferido ao marido da assassina.

1881 – Publicação do romance “O mulato” de Aluísio Azevedo;

1884 – Tradução, por César Augusto Marques, das obras “História da missão dos padres capuchinhos na Ilha do Maranhão e terras circunvizinhas”, de frei Claude d’Abbeville e “Viagem ao Norte do Brasil feita nos anos 1613 e 1614”, do frei Ives d’Évreux, que pela primeira vez circulam em português.

1889/1895 – O poeta Joaquim de Sousândrade luta solitariamente pela criação de uma universidade em São Luís, que primeiramente se chamaria Universidade de Atlântida e, depois, Universidade Nova Atenas.

1899 – Publicado pela Tipogravura Teixeira o álbum “Maranhão ilustrado”, primeiro em seu gênero, a circular em São Luís.

1900 – Fundada em São Luís a Oficina dos Novos, a 28 de julho.
– Começa a funcionar a Escola-Modelo Benedito Leite.
Século XX – 1904 – Epidemia de peste bubônica na cidade.

1908 (10 de agosto) – Fundação da Academia Maranhense de Letras, por Alfredo de Assis Castro, Antônio Lobo, Astolfo Marques, Barbosa de Godóis, Corrêa de Araújo, Clodoaldo Freitas, Domingos Barbosa, Fran Paxeco, Godofredo Viana, I. Xavier de Carvalho, Ribeiro do Amaral e Armando Vieira da Silva. Inicialmente a Instituição denominava-se apenas Academia Maranhense e compunha-se de 20 cadeiras, ampliadas para as clássicas 40 em 1946.

1909 – Primeiro cinema de São Luís: Cinematógrafo Pathé.

1912 – Publicação do livro “Fundação do Maranhão”, de José Ribeiro do Amaral.

1922 – Começa a regularização dos sistemas de esgotamento, água e eletricidade.

1924 – Bondes elétricos passam a funcionar.

1846 – Bandeira Tribuzi retorna a São Luís, depois de residir em Portugal desde sua infância.

1966 – Em outubro, fundada a Universidade Federal do Maranhão.

1973 – Inauguração, a 28 de julho, do Museu Histórico e Artístico do Maranhão.

1974 – IPHAN promove o tombamento dos conjuntos arquitetônico e paisagístico de São Luís.

1977 – Morre, a 8 de setembro, o poeta Bandeira Tribuzi (José Tribuzi Pinheiro Gomes), nascido a 2 de fevereiro de 1927, que no ano do seu falecimento compõe e publica o poema “Breve memorial do longo tempo”, com o qual celebra seu cinquentenário de vida.

1993 – Visita do Papa João Paulo II a São Luís.

1997 – Unesco concede título de Patrimônio da Humanidade ao conjunto arquitetônico de São Luís.

Encerro hoje a breve série aqui publicada sob o título Marcos Históricos de São Luís com o objetivo de tornar lembrados fatos importantes de nossa história, ultimamente descuidada por parte de muitos que deveriam ter maior apreço por ela.
Também a divulgação dessas dezenas de tópicos memorativos teve por fim, além de lembrar que um velho historiador maranhense, o professor José Ribeiro do Amaral é um autor de um trabalho dessa natureza, cuja primeira parte foi editada em 1923 pela Tipogravura Teixeira, “para comemorar o Centenário da Adesão do Maranhão à causa da Independência e do Império” segundo se lê na folha de rosto das “Efemérides Maranhenses”, cuja 2ª parte, até hoje continua inédita.
Nem saberia dizer se, a esta altura, valeria a pena publicar integralmente o trabalho do professor Amaral, que tem efetivos méritos, mas também notórias deficiências.
É possível que a evidente necessidade de uma obra dessa natureza seja efetivamente preenchida com a breve publicação das “Efemérides Maranhenses”, obra póstuma do professor Mário Meireles que brevemente virá lume pelas Edições AML, da Academia Maranhense de Letras, na coleção Documentos Maranhenses, patrocinada pela Alumar.