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Academia Maranhense de Letras

Jomar Moraes

Cadeira 10


Marcos históricos de São Luís – II

22 de julho de 2015

Livres dos holandeses, que ao invadirem o Maranhão causaram sérios embaraços à normalidade da vida colonial na cidadezinha que era São Luís, inclusive afetando seriamente religiosidade do povo, já que, protestantes e insolentes, os invasores ofenderam gravemente os princípios religiosos aqui observados, dir-se-ia que São Luís estava devolvida à paz de seu cotidiano, não fora o acontecimento do final da década de 40 desse século, a seguir sumariamente registrado.

1649 – Assassinato de 11 padres jesuítas pelos índios uruatis;

1652 – O Estado do Maranhão é dividido em duas capitanias: do Maranhão e do Grão-Pará, por força da Resolução Régia de 25 de janeiro de 1652.

– Retorno dos jesuítas a São Luís.

1653 – A 16 de janeiro desembarca em São Luís o Padre Antônio Vieira.

– A 2 de março o Padre Vieira prega pela primeira vez em São Luís, proferindo o incisivo Sermão da Primeira Dominga da Quaresma, chamado Sermão das Tentações, no qual diz: “Subir ao púlpito para dar desgosto, não é de meu ânimo, e muito menos a pessoas a quem eu desejo todos os gostos, e todos os bens. Por outra parte subir ao púlpito e não dizer a verdade, é contra o ofício, contra a consciência, principalmente em mim, que tenho dito tantas verdades e com tanta liberdade, e a tão grandes ouvidos. Por esta causa resolvi trocar um serviço de Deus por outro: e ir-me doutrinar os índios por essas aldeias”.

1655 – Os cidadãos de São Luís e Belém são distinguidos com os mesmos privilégios de infanção, a exemplo dos que concedidos aos cidadãos da cidade do Porto.

– Restabelecimento do Estado do Maranhão e Grão-Pará.

1657 / 1660 – Sermão de São Pedro Nolasco, proferido pelo padre Antônio Vieira na inauguração da Igreja e Convento de Nossa Senhora das Mercês;

1659 – Primeira expulsão dos jesuítas do Maranhão

1677 – Criação, pela Bula Super Universas Orbis Ecclesias, do Papa Inocêncio XI, da Diocese de São Luís do Maranhão, que passa oficialmente de vila a cidade.

1679 – Chega a São Luís Dom Gregório dos Anjos, primeiro bispo do Maranhão.

1682 – Criação da Companhia de Comércio do Maranhão, popularmente chamada Companhia do Estanco.

1684 – Eclode a insurreição popular liderada por Manuel Beckman, popularmente cognominado o Bequimão.

– Segunda expulsão dos padres jesuítas de São Luís.

1685 – A 15 de maio chega a São Luís, especialmente encarregado de sufocar a insurreição liderada pelo Bequimão, o governador e capitão-general Gomes Freire de Andrada, tenente-general de cavalaria da província da Beira.

1685 – Em 10 de novembro são executados por enforcamento os insurretos Manuel Beckman e Jorge Sampaio e Carvalho. Observação: retificada a data dessa execução que, por anos seguidos foi erroneamente dada como sendo 2 de novembro.

Século XVIII – 1712/14 – Desse biênio datam peças do Processo das Formigas, que, seguindo a costumeira lentidão judicial, arrastou-se por maior tempo antes e depois.

1749 – Começa a correr em São Luís dinheiro amoedado de ouro, prata e cobre.

– É publicado o livro póstumo de Bernardo Pereira de Berredo e Castro, governador e capitão-general do Maranhão no período de 1718 a 1722, “Anais históricos do Estado do Maranhão”, primeira história sistêmica do Maranhão.

1755 – Criação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão.

– Publicação do alvará da proibindo a escravização indígena.

1759 – Expulsão dos jesuítas de todo o Reino de Portugal e seus domínios.

1761 – Primeira notícia de importação de escravos negros.

1765 – Primeira fábrica de beneficiamento de arroz, às margens do rio Anil.

1776 – Construção do Palácio do Governo, por iniciativa do governador e capitão-general Joaquim de Melo e Póvoas.

1796 – Construção da Fonte do Ribeirão.

1799 – Criação das cadeiras de Filosofia, Retórica, Latim e Gramática em São Luís.

Século XIX – 1804 – Instalação das barracas e canos da Praia Grande.

– Edificação de cemitério para escravos e pobres.

1806 – Construção do Hospital da Misericórdia.

1813 – Instalado em São Luís o Tribunal da Relação, a 4 de novembro.

1815 – Erigido Pelourinho no Largo do Carmo.

– Início das obras de construção do Teatro União (depois denominado Teatro São Luís e, atualmente, Teatro Arthur Azevedo).

1816 – Criação do Cemitério Inglês.

1818 – Impresso em Paris o “Compêndio histórico-político dos princípios da lavoura do Maranhão”, de Raimundo José de Sousa Gaioso.

1821 – Começa a circular o primeiro jornal de São Luís: “O Conciliador do Maranhão”, depois intitulado apenas “O Conciliador”.

1823 –Adesão do Maranhão à Independência do Brasil, a 28 de julho.

1825 – Aparecem em São Luís os jornais “Argos da Lei”, redigido por Odorico Mendes, e O Censor (depois reintitulado “O Censor Maranhense”), redigido por Garcia de Abranches.

1838 – Criação do Liceu Maranhense e do Seminário Episcopal de Santo Antônio.

1839 – Irrompe no Maranhão a Balaiada.

1841 – Início das obras do Cais da Sagração.

1847 – Aparece, com data de 1846, o livro “Primeiros cantos”, de Gonçalves Dias. A primeira poesia desse livro é Canção do Exílio, datada de Coimbra, julho de 1843.

Publicação do “Almanak do Maranhão”, primeiro do gênero surgido em São Luís, por iniciativa do Dr. Antônio Rego.

1852 – Sotero dos Reis publica as “Postilas de gramática geral”.

– Começa a circular mensalmente em São Luís o “Jornal de Timon,” de João Francisco Lisboa.