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Academia Maranhense de Letras

Benedito Buzar

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149 anos de Itapecuru-Mirim

20 de julho de 2019

Com essa mudança de comportamento, a prefeitura de Itapecuru-Mirim, poderia de agora por diante comemorar duas relevantes efemérides: a da fundação da vila e da sua elevação à categoria de cidade

Benedito Buzar

Recebo convite do prefeito da minha terra, Miguel Lauand, para participar de uma programação de eventos que acontece este mês, em comemoração a uma efeméride importante: a elevação de Itapecuru-Mirim à categoria de cidade.

Ao contrário dos anos anteriores, este ano, a prefeitura procedeu de modo certo e correto, pois não foi a 21 de julho de 1870, que, historicamente, se deu a fundação de Itapecuru-Mirim, mas a 20 de outubro de 1818, portanto, há 201 anos “quando o desembargador, ouvidor e corregedor da Comarca de São Luís do Maranhão, Francisco de Paula Ferreira Duarte, juntou-se ao alcaide-mor, José Gonçalves da Silva, representado pelo seu procurador, Antônio Gonçalves Machado, e diante do clero e do povo, que se achavam reunidos na Praça da Cruz, leu-se em voz alta e inteligível a provisão régia de 27 de novembro de 1817, expedida em consequência do decreto de 14 de junho do dito ano, e despacho da mês do desembargo do Paço de 17 de julho e 24 de novembro do mesmo ano, determinando fundação e instalação da Vila de Itapecuru-Mirim” , ato transcrito, com todo requinte de verdade, no Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão, do notável professor César Augusto Marques.

A 21 de julho de 1870, portanto, a 149 anos, o que aconteceu na realidade foi, em decorrência do progresso material da vila, a Assembleia Legislativa Provincial do Maranhão, votou e aprovou a Lei nº 919, sancionada pelo vice-presidente, José da Silva Maia, que elevava Itapecuru-Mirim à categoria de cidade.

Com essa mudança de comportamento, a prefeitura de Itapecuru-Mirim, poderia de agora por diante comemorar duas relevantes efemérides: a da fundação da vila e da sua elevação à categoria de cidade, atos distintos, mas de grande significação histórica, que vinham sendo confundidos ao longo do tempo, com o que não concordava e vinha chamando a atenção das autoridades municipais desde 2003, quando escrevi um artigo no Jornal de Itapecuru, sob o título “A verdade sobre a fundação da cidade de Itapecuru-Mirim”.

E assim procedi, porque tomei por base a opinião de dois lúcidos historiadores, aos quais devoto especial admiração e respeito: Washington Cantanhede e Mauro Rego, que em artigos publicados na imprensa de São Luís, gritavam contra as autoridades de alguns municípios do Maranhão, que conscientemente ou não, deturpavam ou distorciam a história de vida das comunas, comemorando ou festejando efemérides que nada tinham a ver com as suas origens, criações e fundações.

Louvado, portanto, em fontes históricas confiáveis, busquei e encontrei a verdade que precisava vir à tona, para o povo itapecuruense não continuar a festejar, sob o beneplácito das autoridades municipais, ainda que de boa-fé, eventos não condizentes com a realidade que a História mostra de forma insofismável que uma coisa é a fundação da vila (20 de outubro de 1818), e outra coisa é a elevação da vila à categoria de cidade (27 de julho de 1870).

Edinho Lobão, o pastor

Enfastiado com os tempos profanos e políticos, o ex-senador Edinho Lobão entregou-se de corpo e alma à vida evangélica.

Nessa sua nova vida, dedicada aos cultos evangélicos, Edinho, dotado de fluente oratória, tem conquistado muitos adeptos para a religião que abraçou.

Praça das Mercês

A nova Praça das Mercês, que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional, vai construir, nas proximidades do Museu da Memória Republicana, é uma homenagem ao ex-senador José Sarney.

Trata-se de um projeto concebido na época em que o Convento das Mercês pertencia à Fundação José Sarney, quando Kátia Bogéa se comprometeu a construí-lo, para que a instituição criada por José Sarney, com desvelo e desprendimento, se apresentasse com nova e bonita visibilidade.

O novo Largo do Carmo

O projeto que o IPHAN vai executar no Largo do Carmo é extremamente grandioso e certamente fará com que o antigo logradouro seja novamente o orgulho dos maranhenses, que o tinham como o mais bonito e o mais movimentado da cidade.

Pelo que se sabe, um novo relógio será instalado e para funcionar dia e noite. O horroroso abrigo, receberá um tratamento especial, mas sem perder as suas características arquitetônicas e as bancas de revistas retornarão aos espaços que ocuparam, mas com outra concepção.

Bolsonaro vem aí

Na agenda do Presidente da República, a confirmação da presença de Jair Bolsonaro em agosto em São Luís, para inaugurar as obras de requalificação da Rua Grande, que ficaram um show de bola.

Fala-se, também, na sua ida a Rosário, para reinaugurar a antiga estação de trem, e a Alcântara, para visitar o Centro de Lançamento.

Não se espantem se visitar São Pedro dos Crentes, a única cidade do Maranhão onde ganhou a eleição nos dois turnos.

Gerentes de bancos

Até o final do século passado os gerentes de bancos oficiais em São Luís eram figuras de proa e tratados a pão de ló pelos empresários e autoridades governamentais.

Gerentes do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia eram presenças obrigatórias em qualquer evento privado ou público, sendo recebidos com toda pompa.

O puxa-saquismo devotado aos gerentes de bancos oficiais chegou ao fim e hoje são figuras anônimas e sem o brilho de outrora.

Mais Academias

Continua forte e intensa a febre da criação de Academias de Letras no interior do Maranhão.

Raro é o mês que não se funda em alguma cidade uma instituição voltada para a promoção da cultura local.

Na semana passada, mais duas cidades maranhenses passaram a contar com Academias de Ciências, Letras e Artes: Vargem Grande e Barreirinhas.

Hotelaria de Barreirinhas

Nunca em tempo algum, a cidade de Barreirinhas esteve tão cheia de turistas como neste mês de julho.

A rede hoteleira que, entre hotéis, pousadas e pensões, conta com quase duzentas unidades, vive dias de euforia e de otimismo com a presença de gente do Brasil e do exterior.

Com toda essa avalanche de gente, a cidade continua precária de bons serviços e a estrada repleta de buracos, que faz do tráfego um martírio.

Sai Paraíba, entra Luíza

Até recentemente, o centro da cidade, era repleta de lojas de eletrodomésticos dos Armazéns Paraíba.

Brevemente, o consumidor verá um cenário diferente, pois os Armazéns Paraíbas serão substituídos pelos Magazines Luizas que chegaram ao mercado maranhense com uma estratégia diferenciada: primeiro, o interior do Estado; agora invadem São Luís.

Nome Extravagante

Uma pergunta que não quer calar: será que a população de Santa Luzia se orgulha de ter como prefeita uma pessoa chamada França do Macaquinho?

Tremendo no túmulo

O Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira, deve estar tremendo no túmulo ao saber que um filho do Presidente Jair Bolsonaro será o futuro embaixador do Brasil nos Estados Unidos.