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Bandeira Tribuzi recebe homenagens no Dia Municipal da Poesia

1 de fevereiro de 2020

Autor de livros e do hino de São Luís, escritor e jornalista é exaltado com programação que ocorre neste domingo e também segunda-feira


Bandeira Tribuzi fundou, ao lado de José Sarney, o jornal O Estado do Maranhão (Bandeira Tribuzi)

São Luís – Em homenagem ao poeta Bandeira Tribuzi, que nasceu no dia 2 de fevereiro de 1927, foi criado, em 2018, o Dia Municipal da Poesia. Para celebrar a data, uma programação que terá a participação de poetas e de artistas que representam a música maranhense. As ações deste domingo ocorrerão na sede social do Banco da Amazônia (Basa – Avenida dos Holandeses) e nesta segunda-feira (3), em restaurantes do Centro Histórico, aeroporto internacional de São Luís e na área do Palácio dos Leões.

A lei, uma iniciativa do vereador Marcial Lima (Podemos), foi apresentada à Câmara Municipal de São Luís que a aprovou sob o número 6.384, sendo sancionada, em dezembro de 2018, pelo prefeito Edivaldo Holanda Junior.

A data faz alusão ao poeta maranhense Bandeira Tribuzi. Militante, humanista, erudito e panfletário, Tribuzi fundou, com José Sarney, o jornal O Estado do Maranhão, em 1973. Batizado como José Tribuzi Pinheiro Gomes, teve o codinome incorporado ao nome devido à predileção pela obra de Manuel Bandeira, a quem admirava. Filho do português Joaquim Pinheiro Ferreira Gomes e da maranhense Amélia Pinheiro Gomes, antes de completar três anos de idade, seguiu com a família para a terra natal do pai.

Na Europa, frequentou escolas em Porto, Aveiro e Coimbra e por lá permaneceu até concluir sua formação superior. Apesar de filho de comerciante bem-sucedido, não assumiu cargo na firma do pai. A sólida formação humanística o impeliu para outras paragens. Formado em Filosofia e Ciências Econômicas e Sociais, Bandeira Tribuzi retornou a São Luís em 1946, onde viveu até a morte.

De volta a sua cidade natal, os elevados propósitos de Tribuzi pairavam muito acima das cabeças de seus conterrâneos, que logo reconheceram nele a erudição. Sob a influência de nomes até então desconhecidos no meio maranhense, como Sá-Carneiro, José Regio, Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade, além de Garcia Lorca, o poeta e escritor logo contagiaria sua geração com ideias novas. Iniciou o Modernismo no Maranhão em 1948, com a publicação do livro de poesia “Alguma Existência”. Em sua biografia, destacam-se ainda os livros “Rosa da Esperança” (1950), “Safra” (1960), “Sonetos” (1962), “Pele & Osso” (1970), entre outros. É dele a autoria da marcha-rancho “Louvação a São Luís”, tomada como hino da cidade que tanto cantou em suas produções poéticas.

Programação

E é em torno desta obra que ocorrerão as celebrações neste domingo e segunda-feira. No domingo, a primeira parte das comemorações será na sede social do Banco da Amazônia, a partir das 9h, com entrada franca.

Na segunda-feira, em ação encabeçada pela Associaçao Brasileira de Agências de Viagens, alunos do curso de Turismo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), ligados ao projeto “Conexão História”, realizarão atividades como declamação de poemas em restaurantes do Centro Histórico (Senac e Flor de Vinagreira) e no Aeroporto Internacional de São Luís. No fim de tarde, haverá declamação na área do Palácio dos Leões, com contemplação do pôr do sol.

Serviço

O quê

Dia Municipal da Poesia

Quando

Neste domingo e segunda-feira

Onde

Sede social do Basa (Avenida dos Holandeses) e restaurantes do Centro Histórico, aeroporto internacional de São Luís e na área do Palácio dos Leões