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Academia Maranhense de Letras elege hoje novo imortal

17 de maio de 2018

Concorrem à cadeira 18, antes ocupada pelo poeta Manuel Lopes, Salgado Maranhão, Elsior de Sousa e Silva Coutinho e Herbert de Jesus Santos; pleito será às 17h, na Casa de Antônio Lobo


A Academia Maranhense de Letras (AML) promove hoje, às 17h, em sua sede (Rua da Paz – Centro), eleição para a cadeira 18, cujo último ocupante foi o poeta Manuel Lopes. A cadeira 18 tem como patrono Sousândrade e como fundador, Clodoaldo Freitas. Antes de Manuel Lopes, Astolfo Serra ocupou a vaga que agora disputam Salgado Maranhão, Elsior de Sousa e Silva Coutinho e Herbert de Jesus Santos.

Para que se chegue à eleição, a Casa de Antônio Lobo cumpre etapas necessárias ao processo, que se inicia após o término do período de luto oficial de sete dias, decretado pelo presidente da AML, após o falecimento do último ocupante da vaga. Passado o tempo, é aberto o período de inscrições para os interessados, que têm 30 dias para se inscrever, por meio de carta na qual devem demonstrar interesse pela vaga e apresentar currículo e produção literária.

“Após essa etapa, o presidente nomeia uma comissão formada por três imortais que avaliam se os inscritos têm requisitos para ingressar na instituição, o que é feito por meio de parecer com o resultado aos confrades, que homologam o resultado”, explicou o presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar.

No dia da eleição, os membros se reúnem para a votação, que pode ser presencial ou por correspondência. Para ser eleito, o concorrente precisa atingir a maioria absoluta dos votos da casa e o processo pode ocorrer em até duas etapas, sendo que na primeira será considerado vencedor aquele que obtiver metade mais um voto.

Caso isso não aconteça, ocorre nova contagem e quem obtiver mais votos será eleito. Após a apuração, os votos são incinerados e o resultado é comunicado, geralmente por telefone. Tradicionalmente, o eleito recebe os confrades em sua casa para uma celebração.

Perfis

José Salgado Santos, o Salgado Maranhão, é radicado há décadas no Rio de Janeiro e vencedor de diversos prêmios literários, entre os quais, o “Jabuti”. Ele é maranhense de Caxias, poeta, jornalista, compositor (letrista) e consultor cultural. Iniciou a vida literária em Teresina (PI) e mudou-se para o Rio de Janeiro (RJ), onde frequentou o cursou de Comunicação Social, na PUC, e Letras (sem concluir), na Santa Úrsula.

Sua obra é das mais conhecidas fora do Brasil entre os autores de língua portuguesa. Teses acadêmicas sobre sua poesia foram realizadas em universidades estrangeiras. Seus livros estão traduzidos para inglês, italiano, francês, alemão, sueco, hebraico, japonês e esperanto. Como letrista, tem gravações e parcerias com nomes da MPB: Alcione, Elba Ramalho, Dominguinhos, Paulinho da Viola, Ivan Lins, Zizi Possi, Ney Matogross, Herman Torres, Elton Medeiros, Rita Ribeiro, Zé Renato, Selma Reis, Rosa Maria, Xangai, Vital Farias, Zé Américo Bastos, Moacyr Luz, Amélia Rabello, Carlos Pitta, Gereba, Mirabõ Dantas, Wagner Guimarães, Naeno e Zeca Baleiro.

Entre as obras de Salgado Maranhão: “Ebulição da escrivatura”, “Aboio – ou saga do nordestino em busca da terra prometida”, “Punhos da serpente”, “Palávora”, “O beijo da fera”, “Mural de ventos”, “Sol sanguíneo”, “Solo de gaveta”, “A pelagem da tigra”, “A cor da palavra”, “O mapa da tribo”, “Ópera de nãos”, “Avessos avulsos” e “A sagração dos lobos”, entre outras.

O romancista, articulista e cronista Elsior de Sousa e Silva Coutinho é natural de Coelho Neto e autor do romance “Águas e Ventos da Vida e da Morte”; dos contos “O Golpe”, “A Mulher do Piolho” e “Beril Avexadim”, e da coletânea de crônicas intitulada “O Polígono e Outras Histórias”, volume no qual são enfeixados alguns de seus textos publicados em jornais ao longo de, aproximadamente, três décadas de colaboração em órgãos da imprensa escrita. Ele é detentor dos títulos e honrarias: “Cidadão de São Luís do Maranhão”, ‘Grande Oficial da Ordem dos Timbiras”, ‘Medalha Brigadeiro Falcão da Polícia Militar do Maranhão” e “Medalha do Centenário do Gabinete Militar”.

Herbert de Jesus Santos, por sua vez, é jornalista, poeta, contista, romancista, folclorista e pesquisador da cultura maranhense. É autor de diversos livros, como, por exemplo, “Uma canção para a Madre Deus” e “Um Dedo de Prosa” e “Vazar São Luís: Artigos Para Presente e Futuro”. Tem ainda “Quase Todos da Pá Virada”; “São Luís em PreaMar: Ainda Assim, há um Azul!”; “A Segunda Chance de Eurides”; “Serventia e os Outros da Patota”; “Ofício de São Luís: Bernardi Coelho de Almeida, Coração em Verso e Prosa”; “Antes que Derramem a Lua Cheia” e “Um Terço de Memória, Entre Anjo da Guarda e Capela de Onça, e os Herois do Boi de Ouro”, entre outros.

Serviço

O quê

Eleição na AML

Quando

Hoje, às 17h

Onde

Sede da AML, Rua da Paz, Centro