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Carlos Nejar em noite de poesia e literatura na AML

29 de novembro de 2016

Poeta falará hoje, às 17h, na sede da Academia Maranhense de Letras; na ocasião, abordará temas relevantes sobre a poesia e a literatura contemporâneas
Carlos Nejar participa de evento hoje na AML (Foto: Divulgação)

Carlos Nejar participa de evento hoje na AML (Foto: Divulgação)

Carlos Nejar proferirá hoje, às 17h, na sede da Academia Maranhense de Letras (AML), a palestra “Os Rumos da Poesia Contemporânea”. Quinto ocupante da cadeira nº 4 da Academia Brasileira de Letras (ABL), Carlos Nejar é poeta, ficcionista e crítico e está em São Luís desde ontem, quando ministrou uma palestra sobre a obra de Nauro Machado, por ocasião de um ano do falecimento do poeta maranhense.

Detentor de grandes prêmios de literatura, Carlos Nejar pertence ainda à Academia Espírito-Santense de Letras, ao Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e à Academia Brasileira de Filosofia, no Rio de Janeiro. Na ABL, desempenhou funções como secretário-geral da Academia Brasileira de Letras, instituição da qual foi presidente em exercício no ano de 2000.

Em sua palestra na AML, o imortal – que recentemente lançou o livro “A Vida de um Rio – Monumento ao Rio Doce” no qual reúne poemas sobre o desastre que atingiu a cidade de Mariana – conta que abordará a literatura brasileira produzida por grandes nomes como Clarice Lispector, Guimarães Rosa e também por maranhenses.

“Nauro Machado, em minha concepção, foi o maior poeta do Maranhão. Além dele, falarei também sobre Bandeira Tribuzi, Ferreira Gullar e sobre o poeta do romance, José Sarney, e seu livro ‘O dono do mar’”, adianta Carlos Nejar, que foi apontado pela publicação Quarterly Review of Literature, de Princeton, New Jersey (EUA), em seu cinquentenário, como um dos grandes escritores da atualidade. Único representante brasileiro indicado pela influente revista norte-americana, é colocado no mesmo patamar do espanhol Rafael Albert e do francês Yves Bonnefoy, entre 50 autores selecionados.

Para o poeta, a literatura brasileira ainda vai galgar seu espaço no mundo. “A Europa está desgastada e nós temos um sopro novo. Uma nova visão de um continente que ainda vai ser valorizado, pois ainda não o foi devidamente. Já merecíamos um Nobel de Literatura, mas nosso tempo chegará em breve”, aposta Nejar, que é pai do também poeta Fabrício Carpinejar.

Para ele, um dos fatores importantes na conquista deste espaço é a vontade política. Para exemplificar, cita o caso do prêmio Nobel, concedido a José Saramago, quando, um ano antes da premiação, o governo português convidou membros da Academia Sueca (que concede o prêmio) a conhecer o país. “Quem não é visto não é lembrado. Resta às nossas embaixadas, é claro que há exceções, fazer este trabalho de levar nossa literatura para o mundo”, destaca Nejar.

Premiações

Posto entre os 10 poetas mais importantes do Brasil pela revista Literature World Today, Winter, 2002, Oklahoma, EUA, Carlos Nejar é considerado um dos 37 poetas-chaves do século, entre 300 autores memoráveis, entre 1890-1990, pelo crítico suíço Siabenman, em Poesia y Poéticas del Siglo XX en la América Hispana y el Brasil.

O poeta é detentor de várias premiações literárias, a exemplo do Prêmio Fernando Chinaglia (1974) da União Brasileira de Escritores, com “O Poço do Calabouço”, como o melhor livro de poesia do ano; Prêmio Érico Veríssimo (1981), concedido pela Câmara dos Vereadores de Porto Alegre; Troféu Francisco Igreja, da União Brasileira de Escritores do Rio para “Amar, a mais Alta Constelação” (1991); Prêmio Cassiano Ricardo, do Clube de Poesia de São Paulo, pela sua obra (1996); e Prêmio de Poesia da Associação Paulista de Críticos de Arte (1999), pelos 35 anos de publicação do “Livro de Silbion”.

Na área do livro infantojuvenil, arrebatou o Prêmio Monteiro Lobato e o da Associação de Críticos Paulistas, com respectivamente “Era um vento muito branco” e “Zão”. Em 2000, recebeu o Prêmio Jorge de Lima, da União Brasileira de Escritores, com “Os Viventes”, o prêmio do melhor livro evangélico pela Associação Brasileira de Editores Cristãos, com “Todas as fontes estão em ti” (São Paulo: ed. Eclésia) e o Prêmio Machado de Assis, de romance, da Biblioteca Nacional, com “Riopampa”. Recebeu o prêmio para o melhor livro de prosa poética de 2005, da Associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo.

Para o presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar, a presença do intelectual fecha com chave de ouro o ano na Casa de Antônio Lobo. “A AML não podia deixar passar a oportunidade de trazer Carlos Nejar para uma palestra pois trata-se de um intelectual de altíssimo nível e que nutre profunda admiração por nomes de nossa poesia, como é o caso de Nauro Machado e outros poetas locais dos quais, além de conhecer as obras, é apreciador”, diz Buzar.

Serviço

O quê

Palestra com o escritor e poeta Carlos Nejar

Quando

Hoje, às 17h

Onde

Academia Maranhense de Letras – Rua da Paz, Centro