A PALAVRA DO PRESIDENTE

TENHO recebido constantes manifestações de leitores desta Revista, congratulando-se comigo pela qualidade com que o nosso veículo de comunicação começa a se destacar perante a opinião pública. Confortam-me essas demonstrações de reconhecimento, porquanto as qualidades referidas recaem tanto sobre a feição gráfica quanto em relação ao conteúdo do nosso importante órgão de divulgação.

Ao ouvir essas menções, não tive dúvidas em transmitir aos meus interlocutores que o mérito pelo sucesso que vem alcançando o nosso instrumento de divulgação literária pertence a um grupo de acadêmicos abnegados, que compõem uma atuante Comissão. Criada na atual administração, com a finalidade específica de dinamizar lançamentos de edições e circulação da Revista, sabendo vencer todas as espécies de dificuldades, esse grupo de acadêmicos se acha a merecer aplausos pelo trabalho desenvolvido.

Estou convencido de que a sabedoria de uma comissão se manifesta através da matéria por ela divulgada, de cunho eminentemente literário, obediente, neste caso, ao padrão de sumário preestabelecido, que já em dois números se manteve inalterado. Entretanto, isso não vem significar um procedimento estático, pois os homens em si têm a capacidade de se renovar, em qualquer que seja o setor de sua atividade.

O importante é que, pelas temáticas contidas na Revista, fica patente que ela prestigia a intelectualidade maranhense, a do presente e a do passado, esta última que jamais deve ser esquecida, pelo valor pessoal e pelas lições de sabedoria que nos legaram. Do mesmo modo, estimula as gerações de amanhã, em especial as que se avizinham, a se manterem fieis ao exemplo de amor às letras.

Vivemos em um mundo novo, diferente do de poucos anos atrás, em que hoje a ciência e a tecnologia assomam com importância maior, como instrumento de comunicação. Estamos imersos em um processo evolutivo que gravita em torno da revolução na tecnologia da informação e da comunicação. A cada dia vemos a imprensa escrita ceder lugar à televisão, à informática, à internet, conduzindo cada vez mais informações em geral. Em consequência, muitos jornais e inúmeras revistas já desapareceram, ou melhor, passaram a existir apenas em versão on-line

É o caso de indagar: a nossa Revista estará fadada a esse termo? Fica difícil responder, pois deve ser considerado que ainda temos um longo tempo pela frente, na prática e na conservação da nossa cultura milenar, em nível mundial, de criatividade e de conhecimentos. Leve-se em conta que, no Brasil, ainda há um grande número de revistas circulando, e as Academias de letras, instituições que primam pelo conservadorismo, incluindo-se, aqui, a Maranhense, continuam a editá-las.

Ademais, observe-se que as edições de livros se fazem persistentes, de modo acelerado, em vez de retrocederem em qualidade e em quantidade. Os e-books estão longe de superar os livros impressos, que continuam vendendo de modo ilimitado. Na verdade, a informática ou a tecnologia moderna veio proporcionar a racionalização na edição de livros e, claro, de revistas também, vez que estas vão adquirindo o formato daqueles. Acontece que é essa mesma tecnologia da informação, considerada por muitos como ameaça à produção do livro impresso, que proporciona, a preços aceitáveis, imprimir uma edição em número reduzidíssimo de exemplares, tais como 200, 100, 50 ou até menos. E de revistas.

Por fim, considerando o êxito já alcançado por este periódico, é de se aplaudir, bater palmas, também, aos estimados leitores que prestigiam esta publicação trimestral, pelo conteúdo que ela encerra. Antônio Lobo e Gonçalves Dias, nossos inspirador e patrono, são exemplos de glória e de orgulho da nossa terra, estímulos para que seja conservada viva e atuante esta nossa Revista.

Carlos Gaspar
Presidente

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