ANTROPOEMA ou o signo da humana dor

Onde se lê José Chagas, leia-se poesia.
Poeta em tempo integral, de uma poética telúrica a entranhar-se no solo rústico de seu velho rincão, na Paraíba, Chagas traz na retina as imagens de sua gente e de seus costumes e crenças, centralizadas na figura apologética do seu pai – figura-símbolo, objeto sagrado de sua mais pura admiração, no binômio Homem/Vida.
A forma sincopada dos seus versos (ainda a lembrar-lhe as origens, num ritmo em que se vislumbra a cadência estilística do cordelista nordestino), a perfeição da rima e a pureza da forma se unem à mestria no manuseio da palavra para exprimir as dúvidas, incertezas e angústias do Poeta, em seu questionamento sobre o Homem e seus caminhos e posicionamentos.

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