Sarney – A biografia

A primeira vez que ouvi o nome de Sarney foi em 1948 ou 49, em Fortaleza. Ele fazia parte de um grupo de jovens poetas maranhenses – Lucy Teixeira, Bandeira Tribuzi, Lago Burnett e Ferreira Gullar – cujos poemas eram lidos com entusiasmo. Sarney e Gullar mal saíam dos 18 anos, e seus versos tinham o bom sabor da adolescência.
Nos anos que se seguiram, encontrei em revistas literárias alguns poucos pouquíssimos – poemas de José Sarney, mas, porque me tocaram, guardei o nome do autor. E este não demoraria a aparecer quase todos os dias nos jornais, pois o poeta assumira a sua outra vocação, a de político, e da arena estadual passara à federal, onde logo ganhou atenção pela fecundidade de suas idéias e por sua capacidade de harmonizar diferenças. Ao acompanhar sua trajetória, lembrava-me de um tio meu, que presidira a União Democrática Nacional (UDN) do Maranhão, Alarico Pacheco, que me dissera, de quem então era ainda um rapazola, tinha um talento excepcional para a política e estava destinado a ser o homem mais importante de sua terra.

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