Onde andará Willy Ronis? (Crônicas – 2000/2007)

Nos últimos vinte e cinco anos, trezentas luas encheram e minguaram por detrás dos coqueiros do Parque Atlântico. Dos quarenta até os sessenta e cinco anos de hoje, enquanto os cabelos caíam e a barba encanecia, as árvores coparam, frutificaram e deixaram cair suas folhas sobre a grama, leves e macias, como o velo do sono dos pastores.
O delicado perfume das jacamas e o agridoce das quase transparentes sementes geradas no rubro útero das granadas, em continuadas e gentis safras prodigalizadas pela mais bela e prolifera romãzeira do mundo alegrava o quintal das rolinhas e rouxinóis.

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