O menino do Ribeirão

Aposentado da UFRJ em 1997, justo quando completei 50 anos de magistério, a partir daí comecei a tomar tento para não pisar na bola, e cair sobre ela. Começo por dizer que não me chamo Coriolano, não resido em Niterói e não vim cassa¬do para o Rio de Janeiro no começo de 64, como muitos poderão pensar. Vim casado, e muito bem, graças a Deus, Nossa Senhora das Vitórias e São José de Ribamar.
Há cerca de 60 anos (e mais cinco de namoro) feitos no dia de Nossa Senhora da Conceição, ali comparecendo, não é, dona Jovita? E vim auto-exilado (o saudoso Rocha Lima corrigiu-me: “auto-privilegiado”), sem remorso, à procura de ar, luz, de livros. A procura da ver¬dade. De repente, ela sumiu na minha terra, e esta sumiu-me dos pés.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Carrinho de compras