Há fogo no jogo

Este livro é composto de dois momentos da autora que ela denomina o jogo e o fogo.

No primeiro, sua poesia se solta como um balão rumo às estrelas sem a referência do chão, soltando as palavras com a fragilidade das bolhas de sabão que viu estrelas sem saber que, do chão, elas são vistas; que viu palavras e linhas, sem travessia. Contudo, também conclui que, se muitas vezes nos perdemos nas estrelas, contraditoriamente elas nos fazem identificar o chão…

O momento do fogo é feito pela travessia na vida real que é o próprio \”conceito concreto\” que, no pensamento filosófico de Hegel, constrói-se no \”vir-a-ser\”.

Os poemas de Sonia Almeida expressam este vir-a-ser como se constituindo no intervalo entre o que foi, está sendo e será. A autora resgata a historicidade entre passado, presente e futuro e busca, no gerúndio, a riqueza do movimento do mundo.

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