Crônicas (Um anônimo na chuva)

A vida tem as suas sutilezas. Deve-se amar o próximo – a mulher dele, não. Deve-se pagar correção monetária – receber, não. A isso chama-se equilíbrio social. Toda a ciência do êxito pessoal depende desse equilíbrio.
Há pessoas que se realizam comendo uma pizza. Outras perdem o equilíbrio diante de um postal da Torre de Pisa. O segredo consiste em saber extrair proveito dos contrastes.
O amor, na emergência de viver, é importante. Dizem mesmo que só o amor constrói. Filhos, pelo menos. Não sei se abril é tempo de construir. Para os especuladores imobiliários é tempo sempre. Para amar, também, todo tempo é válido.
Mas é preciso ter muito cuidado. O amor é uma substancia tão frágil que é penoso o seu exercício. Não se deve amar em vão. Amor com amor se paga, sem taxa de correção.

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