Eleição e lançamento na Academia Maranhense de Letras

Instituição elegerá hoje seu novo imortal da AML, Eliézer Moreira Filho é candidato único; após a eleição, o advogado e escritor Raimundo Marques lançará “Mata Roma – Do gibão ao fardão”

A Academia Maranhense de Letras (AML) elegerá hoje, em sessão às 16h, um novo membro que ocupará a cadeira número 21, antes ocupada pelo monsenhor Hélio Maranhão. Concorre à vaga o escritor, pesquisador e colecionador de obras de arte Eliézer Moreira Filho, candidato único. A casa de Antônio Lobo também será palco para o lançamento do livro “Mata Roma – Do gibão ao fardão”, de autoria de Raimundo Ferreira Marques, que acontece a partir das 19h30.

Antes do lançamento do livro, às 16h, os imortais da AML elegerão o mais novo membro da Casa. Eliézer Moreira, candidato único à vaga, tem publicados os livros “Arte do Maranhão 1940-1990”, uma edição bilíngue português e inglês editado pelo Banco do Estado do Maranhão em 1994 e “30 anos de arte maranhense – guia de pesquisa”, também pelo Banco do Estado do Maranhão, em 1995, na qual assina a coordenação editorial das obras; como co-autor publicou “Constituição brasileira de 1988”, “Memórias de meu tempo” e “Histórias que os jornais não contaram”, ambos de 2008, publicados pela Universidade Ceuma; “Celso Antonio e o modernismo – um gênio esquecido”, de 2012, que saiu pelo selo da EdUfma; “Memórias de família”, edição do autor, de 2014.

Tem ainda no prelo “Arte plástica no Maranhão” e os inéditos “Maranhão Novo”, que será lançado em agosto deste ano; e “Arte plástica Brasileira nos Séculos XX e XXI”, todos para serem lançados este ano.

Com uma extensa folha de serviços prestados ao Estado do Maranhão, Eliézer Moreira ocupou diversos cargos em vários governos desde a década de 1960 até meados de 1990, quando se aposentou. “Depois que me aposentei me dediquei a escrever sempre no gênero memória e documental pois de certa forma sou personagem da história do Maranhão e nos meus livros conto não apenas o que vivi, mas apresento o espírito desta época”, diz Eliézer Moreira cujo pai era maranhense tendo o escritor nascido no Rio de Janeiro e vindo morar em Barra do Corda aos sete anos, cidade na qual passou a infância e adolescência.

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Lançamento

O livro “Mata Roma – Do gibão ao fardão”, de autoria de Raimundo Ferreira Marques, é uma biografia do advogado e professor maranhense Mata Roma, que foi membro da Academia Maranhense de Letras. A capa é assinada pelo diretor de redação do jornal O Estado, Clóvis Cabalau. Resultado de uma década de pesquisas – muitas vezes interrompidas por falta de tempo do autor – a obra é um registro da vida e trajetória do professor que nasceu em 1896 na cidade de Chapadinha e morreu em 1959, em São Luís.

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Raimundo Marques, que é membro da Academia Maranhense de Letras Jurídicas, relembra que começou a pesquisar sobre Mata Roma, patrono da cadeira que ocupa naquela instituição, por sugestão do então presidente da casa. “Ele pediu que cada um dos membros fizesse um perfil biográfico de seus respectivos patronos. Era para ser coisa de duas laudas. Quando mergulhei na vida de Mata Roma me encantei e este trabalho acabou se desdobrando em livro”, rememora Marques.

Outro que o incentivou não só a continuar mas a aprofundar as pesquisas foi o poeta José Chagas. “Eles eram amigos e José Chagas me disse que nunca entendeu o motivo de ninguém nunca ter se debruçado sobre este trabalho, me motivando a continuar”, diz Marques.

Raimundo Marques conta que tem afinidades com seu biografado. Uma delas é o fato de manter estreitos laços com a cidade de Chapadinha, terra natal de Mata Roma, e na qual o autor morou por alguns anos, exercendo, inclusive, a função de vereador daquele município.

Tendo como fontes de pesquisa os jornais da época, Raimundo Marques conta que embora faça referências à vida do biografado, se ateve a sua trajetória profissional. “O que me chamou a atenção em Mata Roma foi a grande paixão dele pelo magistério. Era um professor muito dedicado e embora tenha se formado advogado, preferiu se dedicar à educação tendo ensinado, muitas vezes, de graça pois não se importava com remuneração”, frisa Raimundo Marques.

Este é o terceiro livro de Marques, que já publicou “Pela ordem peço a palavra”, em 1999, e “Do riacho ao mar”, de 2008. O autor é advogado, ingressou no Ministério Público aposentando-se em 1986 como Procurador de Justiça. Foi secretário de Estado da Segurança Pública, entre outros cargos públicos que ocupou.

Serviço

O quê

Eleição de novo membro e Lançamento do livro “Mata Roma – Do gibão ao fardão”, de Raimundo Marques

Quando

Hoje, às 16h e 19h30, respectivamente

Onde

Academia Maranhense de Letras, Rua da Paz, Centro

fonte: OEstadoMA.com

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