Com missas, Ubiratan Teixeira e João Mohana são homenageados em SL

No fim da tarde e início da noite de ontem ocorreram duas celebrações religiosas alusivas aos dois escritores maranhenses, ambos já falecidos

\"\"Os escritores Ubiratan Teixeira – cujo falecimento completou um ano ontem – e João Mohana – que se estivesse vivo completaria 90 anos de idade – foram homenageados em missas realizadas respectivamente na Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Monte Castelo) e na Catedral Metropolitana (Igreja da Sé), no Centro. As celebrações foram marcadas por emoção e lembranças de dois nomes importantes da literatura maranhense.

Às 17h, foi iniciada missa alusiva à morte de Ubiratan Teixeira. Familiares, além de amigos de infância e de carreira do escritor – que também seguiu a carreira de jornalista – estiveram presentes ao ato religioso. Um deles foi o jornalista Reginaldo Telles, que trabalhou com Ubiratan em veículos de imprensa local, como jornal O Dia (que originou o jornal O Estado) e antiga revista Legenda. “Trabalhei muito tempo com Ubiratan. Um homem inteligentíssimo e que escrevia ótimos textos”, lembrou.

Além da viúva de Ubiratan, Mary Costa Teixeira, também compareceram à missa, celebrada pelo padre Elinauro, filhos do escritor, como Ubiratan Teixeira Pereira Filho. “Carrego no nome o próprio orgulho do pai que tive. Meu pai nunca morreu, para mim. A saudade dói demais, mas é uma dor que atenua quando imagino que ele está bem tranqüilo agora e num lugar bem calmo”, disse.

O presidente da Academia Maranhense de Letras (AML), Benedito Buzar, também fez questão de comparecer e prestigiar a missa alusiva ao falecimento de Ubiratan Teixeira. “Faço a lembrança dos grandes escritores maranhenses, àqueles que represento aqui hoje [ontem] neste momento”, disse.

Na Igreja da Sé, às 19h, foi iniciada a celebração em homenagem aos 90 anos de nascimento do padre João Mohana. Amigos e parentes do sacerdote, como os irmãos Ibrahim e Olga Mohana, também estiveram presentes. A missa, celebrada pelo arcebispo de São Luís, dom José Belisário da Silva, teve o acompanhamento do Coral São João e a inserção de elementos de arte na celebração religiosa pelo grupo Caminho do Meio, organizador da homenagem. “Nosso grupo, que valoriza elementos da arte com base na fé, prioriza os ensinamentos e valoriza os conhecimentos divulgados por João Mohana em seus sermões na igreja.

O momento áureo da missa alusiva a João Mohana foi a oferta de livros do escritor e que foram conduzidos até o altar por familiares e amigos. Um dos amigos mais próximos foi o escritor Sebastião Jorge. “Conheci João Mohana a partir de um livro que pedi a ele emprestado para escrever os meus textos, no início da carreira. Aos poucos, se tornou um amigo dos mais próximos. Uma perda muito precoce para nós”, destacou.

PERFIL

João Mohana é maranhense de Bacabal, descendente de libaneses, nasceu em 1925 e morreu em 1995, aos 70 anos de idade. Foi médico, depois padre católico e escritor e escreveu preferencialmente livros doutrinários, voltados para o catolicismo. Entre os títulos de algumas de suas obras, estão Céu e carne no casamento; Descubra o Valor do Terço; A Cristo Por Paulo; A Grande Musica do Maranhão; A Oração de Cada Idade; A Vida Afetiva dos Que Não Se Casam e A Vida Sexual dos Solteiros e Casados.

Ubiratan Teixeira era membro da Academia Maranhense de Letras (AML) (ocupava a cadeira nº 36) e tem 12 livros publicados. Entre suas obras de destaque, estão Pequeno Dicionário do Teatro, sua primeira publicação, e a novela Labirintos, lançada no ano de 2009.

Além destas, estão, também, as premiadas Histórias de amar e morrer, que levou o Prêmio Domingos Barbosa, da AML, e A ilha, que ganhou o Prêmio Graça Aranha, do XXIII Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís, em 1997. Ele nasceu no dia 14 de outubro de 1931, e integrou importantes movimentos culturais de São Luís, como a Sociedade de Cultura Artística do Maranhão (SCAM) e o Centro Cultural Graça Aranha.

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