Novo imortal na AML

José Neres toma posse hoje, às 19h, na cadeira número 36 da instituição; recepção será feita por Ceres Costa Fernandes

\"imgBinary\"Toma posse hoje, na cadeira número 36 da Academia Maranhense de Letras (AML), o escritor e professor José Neres. Eleito no dia 30 de outubro do ano passado, o novo imortal da Casa de Antônio Lobo será recepcionado pela escritora e professora Ceres Costa Fernandes, que fará o discurso de saudação. A solenidade será às 19h, na sede da instituição.

O novo imortal ocupará a vaga do jornalista Ubiratan Teixeira. A cadeira número 36 tem como patrono Tasso Fragoso e o fundador é João Bacelar Portela. “Queria muito entrar para a Academia Maranhense de Letras. Sei que se faz um grande trabalho lá dentro e que às vezes o grande público não tem conhecimento e eu quero contribuir com esta divulgação deste trabalho silencioso”, destaca José Neres.

Para o novo imortal, sua experiência como professor universitário e também o novo fôlego que traz para a Casa de Antônio Lobo possibilitarão boas contribuições. “A Academia se renova sempre, aos poucos, mas sempre e isto é fruto de um trabalho feito lá dentro, além disto observamos o cenário literário do Maranhão e vemos que não faltam boas produções. O que faltam são políticas públicas voltadas para este setor. Hoje, o escritor tem que atuar até mesmo como vendedor de suas obras porque infelizmente, esta cadeia não existe”, opina José Neres.

Sobre sua produção literária, José Neres conta que prepara um novo livro, intitulado Na Trilha da Palavra. Trata-se de 10 artigos publicados em anais, periódicos sobre literatura maranhense, que é o foco de pesquisa de José Neres.

Nos textos, referencias a escritores como Catulo da Paixão Cearense, Ronaldo Costa Fernandes, Sotero dos Reis, entre outros. A obra foi contemplada com o Prêmio da Fapema e sairá pela Editora Café e Lápis. “Também planejo um novo livro de contos, gênero que gosto muito”, adianta José Neres.

Perfil – José Neres nasceu em São José de Ribamar, em 17 de fevereiro de 1970, e estudou em Brasília e Goiás, locais onde passou a infância. De volta ao Maranhão, cursou Letras, pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), especializou-se em Literatura Brasileira (PUC-MG) e depois fez mestrado em Educação (UCB).

Como pesquisador, José Neres tem interesse por assuntos ligados em especial à literatura maranhense, à educação e aos estudos linguísticos. No mestrado, orientado pelo professor Afonso Celso Tanus Galvão, desenvolveu pesquisa sobre os processos metacognitivos e autorregulativos na aprendizagem de estudantes de pré-vestibulares e sobre estudo deliberado.

Além de colaborar em jornais e revistas, como O Estado, publicou também os livros Negra Rosa & Outros Poemas (1999), Poemas de Desamor (2000), A Mulher de Potifar (2002), Restos de Vidas Perdidas (2006), Montello: O Benjamim da Academia (2008), Estratégias para Matar um Leitor em Formação (2005), O Último Desejo de Catirina (2010), Sombras na Escuridão (2010) e Lousa Rabiscada (2013). É coautor de Os Epigramas de Artur (2000) e O Discurso e as Ideias (2010 – ambos com Dino Cavalcante), O Verso e o Silêncio de Adelino Fontoura (2011 – com Jheysse Lima Coelho e Viviane Ferreira) e Maranhão na Ponta da Língua (2011 – com Lindalva Barros), além de organizar o livro de ensaios Tábua de Papel (2010).

Além dos livros individuais e em parceria, o escritor também escreveu prefácios para diversas obras e participa como colaborador de livros como 15 Contos+ (I e II), organizado por Helena Frenzel (2012 e 2013); A Importância do Livro no Brasil do Século XXI, organizado por Maria de Lourdes de Aguiar Freire (2006); Poesia de Amor para Sempre (2004); O Beijo (2000); Antologia Del’Secchi X e XI (2000) e Mil Poetas Brasileiros, organizado por Tony Carré (1995).

Serviço

• O quê

Posse de José Neres na Academia Maranhense de Letras

• Quando

Hoje, às 19h

• Onde

Sede da AML, Rua da Paz, Centro

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