José Ribeiro do Amaral

Biografia

Nasceu em São Luís, a 3 de maio de 1853, e faleceu na mesma cidade, a 30 de abril de 1927. Iniciou sua formação educacional no prestigioso Colégio de Nossa Senhora da Glória, também chamado Colégio das Abranches.

Verdadeira vocação de educador, o professor Ribeiro do Amaral foi catedrático de História e Geografia do Liceu Maranhense, instituição a que também serviu na condição de seu diretor. Encarregado provisoriamente da reorganização da Biblioteca Pública, foi nomeado diretor dessa instituição em 13 de abril de 1896, ali permanecendo até 16 de agosto de 1896. Durante essa primeira e breve gestão, promoveu a mudança da Biblioteca da Rua Formosa para a Rua da Paz. Novamente posto à frente desse órgão, dirigiu-o de 19 de agosto de 1910 a 21 de julho de 1913. Diretor da Imprensa Oficial, e colaborador do Diário Oficial do Estado, onde, no período de 1911 a 1912 publicou diversos trabalhos sob o título geral de Maranhão Histórico, os quais, coligidos pelo escritor Luiz de Mello, resultaram no livro O Maranhão histórico, publicado postumamente.

Ribeiro do Amaral fundou e dirigiu o Colégio de São Paulo, que muitos e assinalados serviços prestou à educação da juventude maranhense.

Relevante aspecto da biografia intelectual desse ilustre maranhense, fato que merece atenção especial, é o vivo interesse que ele tinha pelas fontes fundamentais de seus estudos de eleição.

A par da portentosa coleção de jornais, possuía verdadeiras preciosidades bibliográficas, certamente a muito custo adquiridas em grandes centros, e trazidas para o Maranhão, sendo hoje desconhecido o paradeiro dessas raridades.

Na Academia Maranhense instituiu a Cadeira Nº 11, patroneada por João Francisco Lisboa, e exerceu a Presidência da Entidade desde sua fundação até abril de 1927, quando faleceu. Foi o segundo que por mais tempo exerceu a Presidência da AML.

Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, figurou entre os que em 30 de novembro de 1925 fundaram o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, então denominado Instituto de História e Geografia do Maranhão e foi, por seguidos anos, o zeloso possuidor da maior coleção de jornais antigos do Maranhão, a contar do primeiro deles, O Conciliador (1821). Morto o mestre, sua família vendeu a coleção ao Estado do Maranhão, que a transferiu para o acervo da Biblioteca Pública Benedito Leite.

Autor de numerosa bibliografia historiográfica, da qual vão citados os títulos principais, excetuados trabalhos ligeiros e pequenos livros para uso escolar:

O conde d´Escragnolle. Rio de Janeiro: Livraria J. Leite, s/d; O Estado do Maranhão em 1896. Obra composta à vista de um grande número de documentos, / acompanhada da Carta Geral do mesmo Estado, bem como das / plantas, dos rios Parnaíba e Gurupi, da Ilha do / Maranhão, e da Cidade de São Luís em 1640 por ocasião da / Invasão Holandesa, e em 1844, e publicada sob os auspícios / do / Exmº Sr. Capitão-Tenente / Manoel Ignácio Belfort Vieira, / Govenador do Estado, / por /José Ribeiro do Amaral.  São Luís: Tipografia do Frias, 1879; Apontamentos para a história da Revolução da Balaiada na Província do Maranhão. Primeira Parte, 1837-1839. São Luís: Tipografia a vapor da Alfaiataria Teixeira, 1898; Apontamentos para a história da Revolução da Balaiada na Província do Maranhão. Segunda Parte, 1839-1840. São Luís: Tipografia Teixeira, 1900;Apontamentos para a história da Revolução da Balaiada na Província do Maranhão.Terceira e Última Parte, 1840-1841. São Luís: Tipogravura Teixeira, 1912; A fundação de Belém; ligeira resposta ao estudo histórico do Sr. Cândido Costa; reivindicação histórica. São Luís: J. Pires, 1916; Limites do Maranhão com o Piauí ou a questão da Tutóia. São Luís: Imprensa Oficial, 1919; As revoluções do Segundo Império e a obra pacificadora de Caxias. São Luís: Tipogravura Teixeira, 1922; Efemérides maranhenses, 1ª parte – Tempos Coloniais. São Luís: Tipogravura Teixeira, 1923.

Foram publicados postumamente: O Maranhão histórico. São Luís: Instituto Geia, 2003 (coletânea de artigos históricos originalmente publicados no Diário Oficial do Estado entre 1911 e 1912, e recolhidos pelo pesquisador Luiz de Mello); Fundação de Belém do Pará; jornada de Francisco Caldeira de Castelo Branco. Brasília: Senado Federal, 2004.

Existem na Seção de Obras Raras da Biblioteca Pública Benedito Leite os originais do livroO Maranhão no Centenário da Independência; 1822-1922. 384p. datilografadas.

Fundação do Maranhão teve uma versão preliminar e muito simplificada no folheto do mesmo título: Fundação do Maranhão (São Luís: Imprensa Oficial, 1911. 15p.), espécie de balão de ensaio seguido, logo em 1912, do livro, escrito especialmente para comemorar o Tricentenário da chegada dos franceses ao Maranhão, fato de extraordinária importância para nossa história, que por sinal nasceu efetiva e consistentemente a partir dele, posto não haver nenhuma dúvida de que foi a invasão francesa do Maranhão que compeliu o governador Gaspar de Sousa e adotar providências que há tempos vinham sendo postergadas.

Assim, em decorrência de decisões de investidura formalizadas por documentos datados de Olinda, em julho de 1614, Jerônimo de Albuquerque e seu adjunto imediato, o sargento-mor do Estado do Brasil, Diogo de Campos Moreno, receberam a difícil missão de promover a expugnação dos que, sem nenhuma resistência dos naturais da terra haviam fundado solenemente, na Ilha Grande do Maranhão, a capital da Nova França ou França Equinocial.

Na época em que publicado, esse livro representou a disponibilização de copiosas informações relacionadas com a presença fugaz, mas inegável, dos franceses no Maranhão. Fugaz presença, repete-se, porém marcante e para sempre indelével por numerosos motivos, dentre os quais bastará referir estes dois:

– o nome inegavelmente francês São Luís, conferido ao Forte,  e que, por natural desdobramento estendeu-se progressivamente à localidade, à medida em que ela ia crescendo. Topônimo que se firmou com tanta solidez, que contra ele não logrou prevalecer o de São Filipe, proposto pelos portugueses submetidos à dominação espanhola do período eufemisticamente denominado União Ibérica (1580-1640);

– os testemunhos históricos da ocupação francesa do Maranhão, a exemplo das crônicas deixadas pelos franciscanos Claude d´Abbeville e Yves d´Évreux, dois monumentos de valor inestimável, e que, com a Jornada do Maranhão […], de Diogo de Campos Moreno, formam o tripé fundamental de nossa história primeva no alvorecer dos tempos coloniais.

Além dos já citados originais de livros inéditos existente na Seção de Obras Raras da Biblioteca Pública Benedito Leite, há, do professor Ribeiro do Amaral nos arquivos da Academia, peças de sua correspondência passiva, manuscritos inéditos, coleção de medalhas comemorativas e os originais (doados pelo acadêmico José Sarney) do livroFundação de Belém; jornada de Francisco Caldeira de Castelo Branco em 1616.

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