Clodoaldo Severo Conrado de Freitas

Biografia

Nasceu em Oeiras (PI), a 7 de setembro de 1855, e faleceu em Teresina, a 29 de junho 1924. Fez os primeiros estudos e os de Humanidades em São Luís, no Seminário das Mercês e no Liceu Maranhense, concluindo-os no Liceu Piauiense, no ano de 1870. Em 1880 colou grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife. Residiu em diversas localidades no território nacional, a exemplo do Rio de Janeiro,  Mato Grosso e Pará, onde exerceu importantes funções. Transferiu-se para São Luís no início do século XX, e aqui teve atuação intelectual de tal relevo, que, embora não sendo maranhense, figurou entre os fundadores da Academia. De volta à sua terra, participou da fundação, em 1917, da Academia Piauiense de Letras, da qual foi o primeiro presidente. Desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí. Escritor prolífico, de quem apenas serão citados estes romances históricos, originalmente publicados em jornal: O Bequimão; esquisso de um romance maranhense, e O Palácio das Lágrimas, pela primeira vez enfeixado em livro. Fundou na AML a Cadeira Nº 18, cujo patrono é Sousândrade.

Entre todos os fundadores da Academia, foi quem teve existência mais movimentada e aventurosa.

Espírito permanentemente aberto à renovação, de si mesmo diria, ao impor nova direção a seu espírito permanentemente inquieto: “Esta quadra positivista passou, desde que fiz conhecimento mais íntimo com Darwin, Haeckel, Schopenhauer, Lange e Nietzche, em cujo culto filosófico permaneci por muito tempo, até que Huxley me apontou o caminho reto de agnosticismo que sigo, acreditando que seja a última parada de minha evolução mental. Certamente acompanharia Bergson, porque não pretendo regressar para Kant, não obstante já ter sido afirmado que voltar a Kant é progredir.”

Também entre os fundadores, será o titular de mais numerosa e diversificada bibliografia, circunstância que lhe confere o reconhecimento de verdadeiro e laborioso polígrafo, não suplantado nem por Fran Paxeco, desde que se lhe computem as obras deixadas inéditas e as semi-inéditas, porque publicadas em revistas e jornais, onde jazem hoje esquecidas. Livros em estado-de-jornal eram o esquisso de romance O Bequimão (São Paulo: Siciliano, 2001. 136p. Coleção Maranhão Sempre), assim como O Palácio das Lágrimas, novela histórica, como histórico é o pequeno romance O Bequimão, além de outros trabalhos que brevemente surgirão sob a forma de livro. Versam todos eles assuntos históricos maranhenses de grande importância regional. Ambos foram trazidos do semi-ineditismo graças às pesquisas da Professora Doutora Teresinha Queiroz, do Departamento de História da Universidade Federal do Piauí, membro da Academia Piauiense de Letras, a maior autoridade sobre Clodoaldo Freitas, e quem mais tem feito, no sentido de divulgar-lhe a obra imensa e admirável.

Da vastíssima bibliografia de Clodoaldo de Freitas, citam-se apenas os seguintes titulos: Os fatores do coelhado. Teresina, 1892; História do Piauí (sinopse). Teresina: 1902; Vultos piauienses. Teresina: 1903; O Piauí: canto sertanejo. Teresina: 1908; Em roda dos fatos. Teresina: 1911 (2ª ed., Teresina: FMC, 1996); Contos a Teresa. Teresina: 1915; História de Teresina. Teresina: 1988; Memórias de um velho (Imperatriz: Ética, 2008), novela originalmente publicada em folhetins do jornal A Pátria (Teresina, 1905/1906), de onde recolhido e organizado para publicação em livro por Teresinha Queiroz, a mais autorizada estudiosa da obra de Clodoaldo Freitas.

O Palácio das Lágrimas foi originalmente publicado como folhetim do Diário do Maranhão(São Luís), em suas edições de 21, 22, 23, 25, 27, 28, 29 e 30 de junho de 1910, sempre na página 2.

Cumpre agradecer penhoradamente à Professora Doutora Teresinha Queiroz, que num gesto de grandeza e desprendimento, tão característico de seu caráter e tão concorde com o verdadeiro espírito universitário, que não se compadece com personalismos e mesquinharias do gênero, sempre se dispôs a colaborar para a divulgação da obra poliédrica de Clodoaldo Freitas, grande valor das letras piauienses e também grande figura cultural do Maranhão.

Bibliografia

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Discursos de Possê

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Textos Escolhidos

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Iconografia

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