Phelipe Andrès assume cadeira na Academia Maranhense de Letras

\"\"O engenheiro Luiz Phelipe Andrès, pesquisador que conhece as estruturas físicas, culturais e artísticas do Maranhão, foi acolhido ontem na Academia Maranhense de Letras (AML) como mais um dos imortais da instituição. A cerimônia de posse foi marcada pela presença de intelectuais, artistas, empresários e outras personalidades. Familiares de Andrès viajaram de Minas Gerais ao Maranhão para conferir a honraria destinada a ele.

Andrès foi eleito no fim de junho do ano passado para ocupar a cadeira de número 23 da Casa de Antônio Lobo. Para o presidente da Academia Maranhense de Letras, o escritor e jornalista Benedito Buzar, o novo imortal representa o reconhecimento de um voltado para a cultura maranhense. “A Casa de Antônio Lobo tem como vocação ser uma casa de cultura, e recebendo nosso novo membro estamos dando continuidade a essa proposta”, afirmou o presidente ao abrir a sessão.

Mineiro da cidade de Juiz de Fora, Phelipe Andrès trabalhou por 36 anos com a preservação e registro do patrimônio cultural do Maranhão. Apesar de não ter nascido em terras maranhenses, ele considera-se um adotado pela terra, sente-se como um nativo. “Ser aceito dentro desta Casa é uma prova de amizade e amabilidade dos imortais que integram esta instituição”, disse ele, durante o seu discurso de sua posse.

Apesar de ser um engenheiro, Andrès relatou que ao longo da história a Casa não foi formada somente por literatos. “A palavra ‘letras’ tem inúmeros significados, que não se referem apenas à literatura. A imortalidade simbólica a que minha vida é associada agora está presente na cidade de São Luís, em seu patrimônio histórico e cultural”, disse ele.

O imortal Lino Moreira Neto foi o acadêmico responsável pela recepção da nova personalidade, que se assenta agora na cadeira ocupada antes pelo escritor José Joaquim Ramos Filgueiras. O fundador da posição de número 23 foi o escritor Clodoaldo Cardoso, sendo Graça Aranha o patrono.

Carreira – Phelipe Andrès é reconhecido por seu trabalho de pesquisa envolvendo diversos aspectos da cultura maranhense. Um frequentador semanal das reuniões da AML, ele acredita que a Casa de Antônio Lobo é um espaço para discussões e reflexão sobre a realidade, um campo de debate criado por homens literatos.

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