Acervo da AML em fase de digitalização

\"imgBinary5\"ABiblioteca Astolfo Marques, da Academia Maranhense de Letras (AML), passa por um processo de revitalização, que inclui desde a digitalização do acervo até a higienização das obras, seleção de documentos, catalogação do acervo e criação de novas coleções. Esse trabalho, que teve início na gestão do presidente Joaquim Itapary, deve ser concluído até o fim deste ano, quando o espaço será aberto ao público para consultas e pesquisas.

Para o presidente da AML, o acadêmico Benedito Buzar, esse projeto constitui um importante serviço à comunidade, não somente pela organização e recuperação da informação, mas, principalmente, pela preservação da cultura literária do estado. \”Nós temos aqui milhares de obras. A maioria foi doação dos acadêmicos, tendo como foco principal os autores maranhenses\”, destacou o imortal.

O primeiro trabalho da equipe de bibliotecários, que inclui uma funcionária e duas estagiárias do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) foi fazer o levantamento dos livros pertencentes à biblioteca e a catalogação dos novos exemplares que chegaram à Casa. Segundo a bibliotecária responsável, Maria Arlene Alencar, já foram registrados até semana passada 12.399 obras. Também foi feito treinamento da equipe para utilizar o Sistema de Automação de Bibliotecas (Siab).

\”Havia livros em situações precárias por causa da ação do tempo e das condições de armazenamento. Tivemos que fazer toda a higienização dessas peças, que a partir de agora estarão acondicionadas em um ambiente mais propício para conservação\”, explicou Arlene Alencar, que citou ainda a reforma da biblioteca entregue totalmente climatizada.

Coleções – Uma das propostas de projeto para essa nova fase da Biblioteca Astolfo Marques é a criação de seções com obras de acadêmicos e patronos. \”Pretendemos fazer coleções com a obra e os livros de cada um dos acadêmicos, já que existe uma procura muito grande por esses autores, principalmente por parte de estudantes e universitários que vêm aqui procurar informações sobre esses escritores\”, disse Benedito Buzar.

Entre os milhares de títulos da Biblioteca da AML, estão a primeira edição de O mulato, de Aluísio Azevedo, de 1881; Obras, de João Lisboa, de 1864-1865, em quatro volumes; História da Independência do Maranhão: 1822-1828, de Luís Antônio Vieira da Silva, de 1862; e Pantheon Maranhense: Ensaios biographicos dos maranhenses illustres já falecidos, de Henriques Leal, de 1874, em quatro volumes.

O acervo da Biblioteca Astolfo Marques, da Academia Maranhense de Letras, destinada a reunir e manter o acervo bibliográfico maranhense mais completo possível, compõe-se, aproximadamente, de 6 mil títulos. Do total, cerca de 200 títulos referem-se a obras de arte, a exemplo de álbuns fotográficos e gravuras.

Contam-se, ainda, diversas obras de referências, cabendo fazer destaque da enciclopédias e dicionários do século XIX, obras raras dos séculos XVII, XVIII e XIX, em particular as de origem portuguesa e francesa, e coleção de originais manuscritos dos séculos XIX e XX. O acervo da Academia tem ainda extensa coleção com títulos de Camões e sobre Camões.

A Academia Maranhense de Letras tem ainda uma modesta livraria com extensa lista de obras maranhenses à disposição da comunidade. A entrada é pela rua lateral ao prédio da AML, situada à rua da Paz (Centro).

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